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Camas pré-históricas revelam hábitos sofisticados de humanos há 200 mil anos na África (FOTOS)

© Foto / Domínio Público/AndrostachysVista da Caverna Border sobre o rio Ingwavuma, na Suazilândia.
Vista da Caverna Border sobre o rio Ingwavuma, na Suazilândia. - Sputnik Brasil, 1920, 30.05.2026
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Uma nova pesquisa revela que os humanos da Idade da Pedra da Caverna Border na África construíram camas de palha complexas há cerca de 200 mil anos, escreve a revista Archaeology News.
A revista salienta que a Caverna Border, localizada no alto das Montanhas Lebombo, na fronteira entre a atual África do Sul e o Reino da Suazilândia, é escavada desde a década de 1930. Pesquisas recentes revelaram nela restos orgânicos excepcionalmente bem preservados, incluindo antigos colchões de grama.

"Os povos da Idade da Pedra Média que habitavam a Caverna Border, no sul da África, construíam e mantinham camas de vegetação por mais de 150 mil anos [...]. A pesquisa oferece uma das visões mais claras, até o momento, sobre como os primeiros humanos organizavam seus espaços domésticos entre 200 mil e 43 mil anos atrás", ressalta a publicação.

CC BY-SA 3.0 / MADe / Caverna Border, África do Sul.
Caverna Border, África do Sul. - Sputnik Brasil
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Caverna Border, África do Sul.
© Foto / CC BY-NC-ND 4.0Amostras de roupa de cama.
Amostras de roupa de cama. - Sputnik Brasil
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Amostras de roupa de cama.
© Foto / Domínio Público /AndrostachysPeneiramento de sedimentos na foz da Caverna Border, perto de Ingwavuma.
Peneiramento de sedimentos na foz da Caverna Border, perto de Ingwavuma. - Sputnik Brasil
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Peneiramento de sedimentos na foz da Caverna Border, perto de Ingwavuma.
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Caverna Border, África do Sul.
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Amostras de roupa de cama.
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Peneiramento de sedimentos na foz da Caverna Border, perto de Ingwavuma.
Segundo a matéria, a análise microscópica dos depósitos da caverna revelou seis microfácies de camadas distintas, refletindo diferentes práticas de construção e manutenção, e ampliando significativamente a diversidade conhecida de estruturas de camadas antigas.
Muitos desses padrões se assemelham aos encontrados em outros sítios da Idade da Pedra na África, enquanto outros são únicos, apresentando variações no uso de cinzas, na disposição das plantas, bem como sinais de pisoteio ou queimadura, que sugerem diferentes hábitos de vida.
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As evidências indicam que a camada era frequentemente colocada sobre cinzas ou misturada a elas, provavelmente para melhorar o isolamento térmico, a secagem e o controle de insetos, e que essas práticas se repetiam por longos períodos.
Os depósitos também apresentam sinais evidentes de manutenção contínua, como a adição de material vegetal fresco, queimadas repetidas e pisoteio. Algumas camadas preservam esteiras de grama complexas e multicamadas.
As diferenças entre camadas mais antigas e mais recentes, bem como atividades inesperadas em certos tipos de sedimentos, apontam padrões de ocupação em mudança. A seleção de plantas e a organização espacial, por sua vez, refletem um manejo precoce e estruturado dos ambientes de vida, conclui a reportagem.
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