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Colômbia vai às urnas entre continuidade da esquerda e avanço da direita

© AP Photo / Matias DelacroixUm policial diz a mulheres que entoavam slogans religiosos que fazer campanha não é permitido em uma seção eleitoral durante a eleição presidencial em Bogotá, Colômbia.
Um policial diz a mulheres que entoavam slogans religiosos que fazer campanha não é permitido em uma seção eleitoral durante a eleição presidencial em Bogotá, Colômbia. - Sputnik Brasil, 1920, 31.05.2026
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Eleição presidencial deste domingo (31) ocorre em meio à violência e pode redefinir o alinhamento internacional do país; Iván Cepeda, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia lideram a disputa.
A Colômbia realiza neste domingo (31) o primeiro turno das eleições presidenciais que definirão o sucessor de Gustavo Petro para o período de 2026 a 2030.
Sem possibilidade de reeleição, o atual presidente deixa o cargo após quatro anos marcados pela tentativa de ampliar políticas sociais e implementar a chamada "paz total", baseada na combinação entre diálogo e repressão contra grupos armados.
Ao todo, 11 candidatos disputam a Presidência, mas três nomes concentram as atenções e aparecem como favoritos nas pesquisas: o senador e filósofo de esquerda Iván Cepeda, aliado de Petro; a senadora conservadora Paloma Valencia, representante do uribismo, corrente política associada ao ex-presidente de direita Álvaro Uribe; e o advogado multimilionário Abelardo de la Espriella, figura da ultradireita que se apresenta como outsider político.
O resultado da disputa pode redefinir o posicionamento da Colômbia na América do Sul e sua relação com os Estados Unidos. Até a eleição de Petro, em 2022, o país era considerado um dos principais aliados de Washington na região.
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Candidatos à presidência da Colômbia

Filho do senador Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994, , Iván Cepeda aparece como favorito nas pesquisas de primeiro turno. Representando a coalizão Pacto Histórico, o candidato construiu trajetória própria como defensor dos direitos humanos e ganhou projeção por sua participação em negociações de paz e por denúncias contra o ex-presidente Álvaro Uribe no escândalo dos chamados "falsos positivos" — assassinatos cometidos por forças de segurança e apresentados como mortes de guerrilheiros em combate.
Cepeda sustenta que o conflito armado colombiano não será resolvido apenas pela via militar. Entre suas propostas estão o fortalecimento do diálogo com grupos armados, reformas sociais e agrárias e a ampliação de políticas voltadas à redução das desigualdades.
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Em segundo lugar nas pesquisas aparece Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos conhecido pelo discurso linha-dura contra o crime organizado e pela admiração declarada por líderes como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele, presidente de El Salvador, com quem costuma ser comparado. Líder do movimento Defensores da Pátria, Espriella rejeita negociações com guerrilhas e promete uma ofensiva militar para conter a violência.
O candidato, apelidado de "El Tigre", também defende a saída da Colômbia de organismos internacionais como ONU e OEA, alegando que essas instituições promovem agendas ideológicas de esquerda. Sua campanha foi marcada por polêmicas e denúncias de ameaças, incluindo o assassinato de dois integrantes de sua equipe em maio.
Já Paloma Valencia, senadora do partido Centro Democrático e neta do ex-presidente Guillermo León Valencia, representa a direita tradicional colombiana e o chamado uribismo. Aliada histórica de Álvaro Uribe, Paloma foi contrária ao acordo de paz firmado com as Farc em 2016 e defende uma resposta militar mais contundente aos grupos armados.
A candidata também propõe o uso de inteligência artificial para combater a corrupção, políticas de atração de investimentos estrangeiros e medidas conservadoras em temas sociais. Embora apareça atrás dos adversários nas pesquisas recentes, segue como uma das principais forças da disputa e pode alcançar o segundo turno.
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