Cuba é tema central nas negociações entre a Rússia e os EUA, afirma vice-chanceler russo

© Sputnik / Natalia Seliverstova
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A situação em Cuba está entre os assuntos que Moscou e Washington estão abordando em seu diálogo, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, a jornalistas. Ele também enfatizou a posição da Rússia sobre o embargo dos EUA contra a nação caribenha.
"A questão da pressão de Washington sobre Cuba está presente em nossos contatos com os norte-americanos", afirmou.
Nesse contexto, Ryabkov observou que as abordagens da Rússia e dos EUA sobre o assunto "diferem radicalmente" e ressaltou que Moscou não pode permanecer à margem.
"Estamos cientes de todas as circunstâncias em que Cuba se encontra em decorrência do embargo ilegal dos EUA e da crescente pressão; não podemos permanecer indiferentes a isso", explicou.
Além disso, Ryabkov confirmou que a Rússia e Cuba planejam realizar conversas no âmbito da comissão intergovernamental bilateral do 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que ocorrerá de 3 a 6 de junho.
Ao mesmo tempo, o vice-ministro das Relações Exteriores reafirmou a solidariedade de Moscou com o governo e o povo irmão de Cuba, assegurando também que a Rússia continuará a fortalecer os laços estreitos de amizade, apoio e assistência mútua.
"Mantemos um diálogo político ativo. Damos especial atenção ao desenvolvimento das relações econômicas e culturais-humanitárias. O trabalho ativo continua em todas as áreas no âmbito da Comissão Intergovernamental Russo-Cubana para Cooperação Econômica, Comercial e Técnico-Científica", explicou.
Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a pressão política e econômica sobre Cuba. Especificamente, em janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva permitindo a imposição de tarifas sobre as importações de países que fornecem petróleo à ilha e declarou estado de emergência nacional devido à alegada ameaça que Cuba representa para a segurança nacional dos EUA.
A medida agravou a escassez de combustível no país insular e afetou a geração de eletricidade, o transporte, a produção de alimentos, a saúde e a educação.


