Sem reforma, ONU corre risco de se marginalizar no palco internacional, opina analista
12:55 02.06.2026 (atualizado: 13:52 02.06.2026)

© AP Photo / Osamu Honda, File
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A Organização das Nações Unidas (ONU) terá um destino marginal na arena internacional se não for reformada, acredita o professor da Faculdade de Relações Internacionais da Universidade Estatal de São Petersburgo, Konstantin Khudolei.
Ao participar do diálogo de especialistas "Novo mundo – regras de sobrevivência: limites de poder e espaço para cooperação", organizado em São Petersburgo pelo Clube de Debates Internacional Valdai, Khudolei afirmou que a ONU precisa ser reformada devido a seus muitos problemas de funcionamento.
"No entanto, na fase atual, não há nada melhor do que a ONU. Não há outra organização ou estrutura que possa substituí-la nesta fase", disse Khudolei.
Na avaliação dele, o prazo de funcionamento futuro da ONU pode ser tanto longo quanto "muito curto", já que os membros dessa organização não conseguem chegar a um acordo sobre sua reforma devido a toda uma gama de problemas acumulados.
"Se a ONU não iniciar reformas, temo que um futuro muito ruim a aguarde. Não é como se alguém chegasse ao arranha-céu em Nova York [sede da ONU] e pendurasse um cadeado, 'a organização está fechada', mas o declínio de sua autoridade pode continuar em ritmo acelerado, e ela realmente se tornará marginal nos assuntos internacionais", disse Khudolei.
Em 26 de maio, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a Rússia apoia a ideia de que, durante a reforma do Conselho de Segurança da ONU, os interesses dos países africanos e latino-americanos sejam mais amplamente representados na organização.


