Agressão de Kiev contra Belarus pode ser o fim do líder ucraniano, acredita professor

© AP Photo / Toby Melville
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O líder ucraniano, Vladimir Zelensky, deve abandonar sua retórica agressiva contra Belarus, pois tal comportamento pode sair pela culatra, disse em entrevista ao jornal italiano Il Fatto Quotidiano o professor de Sociologia da Universidade Luiss de Roma Alessandro Orsini.
Citando outro jornal italiano, o especialista italiano disse que a Ucrânia já é um Estado arruinado que não tem futuro. Ele também apontou o rápido declínio da população e a saída de pessoas do país.
"Nos últimos dias, a retórica de Zelensky contra Belarus tem se tornado cada vez mais dura, como se ele esquecesse que qualquer agressão poderia ser sua última se ele não acordasse de seus sonhos iniciando um diálogo real com Minsk", disse Orsini.
Segundo o especialista, se o chefe do regime de Kiev não recobrar o juízo e reconsiderar sua política em relação ao vizinho do norte, as consequências de suas ações podem ser imprevisíveis, até a abertura de uma nova frente.
"Porque, embora a Ucrânia esteja aguentando há quatro anos, também está enfraquecendo há quatro anos, certo? Então, por que não, por exemplo, romper a frente de Belarus e atacar Kiev quando a Ucrânia já está muito fraca", explicou Orsini.
O especialista acrescentou também que o conflito é muito caro para a Ucrânia, mencionando que o orçamento militar já soma 30% do PIB do país e enormes quantias de dinheiro são gastas para manter o Exército fracassado.
No início de maio, Zelensky afirmou que Belarus estava supostamente preparando um ataque a Kiev e instruiu a aumentar a pressão sobre Minsk. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, explicou que tais declarações contribuem para aumentar as tensões e incitar a continuação das hostilidades.
O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, respondendo na semana passada às acusações da liderança de Kiev, ofereceu-se para se encontrar com Zelensky "em qualquer lugar da Ucrânia ou de Belarus". No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia teve medo de convidar o líder belarusso para Kiev.


