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Brasil 'não vai ficar chorando' para os EUA, declara Lula sobre ameaças tarifárias de Trump (VÍDEOS)

© Foto / Marcelo Camargo/Agência BrasilO presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordena reunião ministerial, no Palácio do Planalto, Brasília, 3 de junho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordena reunião ministerial, no Palácio do Planalto, Brasília, 3 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2026
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Durante reunião ministerial, Lula afirmou que o Brasil "não pode aceitar" o tratamento dos EUA após Washington propor novas tarifas que podem chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros. Surpreendido pelo anúncio, o presidente prometeu enviar nova carta a Donald Trump.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil "não pode aceitar" o tratamento dado pelos Estados Unidos após Washington propor novas tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita na abertura da reunião ministerial desta quarta-feira (3) no Palácio do Planalto, em meio ao avanço de duas investigações norte-americanas que podem elevar a taxação total para 37,5%.

"Não se concluiu nada. Por isso, a nossa surpresa com a decisão de mais um comunicado, de mais uma taxação com relação ao Brasil", declarou o presidente.

Lula também voltou a criticar o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a quem chamou de "latino-americano frustrado", reforçando o tom de insatisfação com a postura de Washington.
As tensões cresceram após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluir a investigação da Seção 301, que recomenda tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em seguida, outra análise norte-americana incluiu o Brasil em uma lista de 60 países acusados de falhas no combate ao trabalho forçado, prevendo uma tarifa adicional de 12,5%.
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Tarifaço entra em caldeirão político e sombra dos EUA aparece sobre as eleições brasileiras
Lula afirmou que não houve comunicação oficial prévia dos EUA e lembrou que, em sua última reunião com Trump, ambos haviam acordado um prazo de 30 dias para que as equipes técnicas buscassem consenso sobre divergências comerciais. Segundo ele, esse prazo ainda não terminou, o que torna o anúncio americano ainda mais inesperado.
O presidente relatou ter entregado pessoalmente a Trump quatro documentos sobre temas sensíveis, como combate ao crime organizado, exploração de terras raras e a guerra no Irã. Lula disse ter saído do encontro convencido de que uma nova lógica de relacionamento bilateral estava sendo construída.
O governo brasileiro também reagiu às críticas internas. Sem citar nomes, Lula afirmou que há brasileiros "fomentando essa briga" na expectativa de obter vantagem eleitoral, classificando tal postura como prejudicial ao país.

"Ou seja, pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura, ou de levar vantagem, é de uma grosseria que eu não posso encontrar outro nome, a não ser dizer: em qualquer outro mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria. É o que eles fizeram, não tem explicação", prosseguiu.

Lula encerrou defendendo o fim de conflitos armados e reiterou que enviará novos comunicados a Trump, inclusive artigos na imprensa internacional, para contestar as medidas norte-americanas.
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