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Trump diz que EUA buscam mudança de regime em Cuba

© AP Photo / Mark SchiefelbeinO presidente dos EUA, Donald Trump, ouve atentamente durante uma reunião do Conselho da Paz no Instituto da Paz dos Estados Unidos
O presidente dos EUA, Donald Trump, ouve atentamente durante uma reunião do Conselho da Paz no Instituto da Paz dos Estados Unidos - Sputnik Brasil, 1920, 04.06.2026
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Washington também impôs sanções contra o atual presidente cubano, Miguel Díaz Canel.
À repórteres, nesta quinta-feira (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo pretende mudar a situação política em Cuba.

"Temos planos muito bons para Cuba [...]. Precisamos nos livrar do regime [...]. A diferença é que agora eles não estão recebendo dinheiro; antes vinha da Venezuela [...]. Vamos cuidar de Havana", disse ele a repórteres na Casa Branca.

O presidente americano também reiterou que essas ações serão realizadas assim que a guerra contra o Irã terminar.
As declarações de Trump ocorrem em meio a um cerco contra a nação caribenha, que começou abruptamente em janeiro, quando os EUA impuseram um embargo energético à ilha, consistindo em tarifas sobre todos os países que vendem ou fornecem combustível para Havana.
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Sanções à Díaz-Canel

Logo depois, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou medidas contra o presidente cubano Miguel Díaz-Canel e sua família, bem como associados do ex-presidente do Conselho de Estado e Ministros de Cuba, Raúl Castro.
Entre os alvos da agência norte-americana estão a esposa de Díaz-Canel, Lis Cuesta Peraza, e seu filho, Manuel Anido Cuesta. Também estão incluídos o filho de Castro, Alejandro Castro Espín, e o neto do líder revolucionário, Raúl Alejandro Castro Calis.
Nas redes, o presidente cubano afirmou que as sanções "visam reforçar as medidas de bloqueio e o conflito entre Cuba e os EUA".

"Essa cegueira política soma-se às medidas coercitivas aplicadas nas últimas semanas contra o nosso país, concebidas para prejudicar o povo cubano."

Da mesma forma, o presidente cubano enfatizou que, apesar do cerco dos EUA, Cuba mantém sua "determinação em enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial".
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, expressou que o gesto dos EUA em condenar Díaz-Canel e sua família, além de instituições, de forma unilateral, é "a última mostra do plano intervencionista norte-americano de apresentar Cuba como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos".
Ele ressaltou que cada tentativa de Washington em construir um cenário de conflito entre os países está fadada ao fracasso e que ameaças à soberania de Havana serão respondidas com determinação pelo povo cubano.
No final de maio, Washington acusou Castro de supostos crimes relacionados à queda de duas aeronaves pertencentes à organização "Irmãos ao Resgate" em 1996, ocorrida após entrarem em águas territoriais cubanas.
Havana descreveu isso como uma estratégia sem fundamento legal, com o objetivo de justificar uma possível agressão militar contra o país caribenho.
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