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'É uma corrida armamentista desnecessária': UE erra ao priorizar rearmamento, diz analista
'É uma corrida armamentista desnecessária': UE erra ao priorizar rearmamento, diz analista
Sputnik Brasil
A guinada da União Europeia (UE) para o rearmamento é um "erro de primeira ordem", afirma o cientista político Joe Siracusa à Sputnik, alertando para uma... 10.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-10T09:53-0300
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A decisão das lideranças europeias de priorizar o rearmamento em meio a sinais de possível cessar‑fogo entre Rússia e Ucrânia é vista como um equívoco estratégico pelo cientista político Joe Siracusa, professor e decano de Futuros Globais da Universidade Curtin. Em conversa com a Sputnik, ele disse acreditar que a UE cria tensões onde não havia, reacendendo uma lógica de Guerra Fria.Segundo Siracusa, ao estimular uma corrida armamentista, o bloco desperdiça recursos que poderiam fortalecer infraestrutura e setores civis. "Esse armamento contínuo é, em si, uma espécie de guerra", afirma o analista, destacando que o processo obriga outros países a acompanhar o ritmo, mesmo sem necessidade imediata.O pesquisador também critica o impacto fiscal da guinada militar.Outro ponto sensível, segundo o analista, é a dependência energética. Ele lembra que "poucos setores na Europa conseguem escapar da falência sem o petróleo e o gás russos", e que o rearmamento não resolve essa fragilidade estrutural. A retórica de "militarização econômica", diz, cria uma falsa sensação de prosperidade.Siracusa cita ainda o debate na Alemanha sobre permitir que fundos de pensão sejam investidos em ações da indústria de defesa. Para ele, atrelar a segurança financeira de populações envelhecidas ao lucro de guerras é um risco grave. "É simplesmente um pensamento equivocado", afirma.Para Siracusa, o momento exigiria justamente o contrário: reforço das indústrias civis, estabilidade econômica e foco em negociações diplomáticas, sob riscos de comprometer a capacidade europeia de responder a desafios internos e externos que não se resolvem com mais armas.
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'É uma corrida armamentista desnecessária': UE erra ao priorizar rearmamento, diz analista
A guinada da União Europeia (UE) para o rearmamento é um "erro de primeira ordem", afirma o cientista político Joe Siracusa à Sputnik, alertando para uma corrida armamentista inútil, riscos econômicos e decisões que, segundo ele, favorecem fabricantes de armas enquanto setores civis seguem fragilizados.
A
decisão das lideranças europeias de priorizar o rearmamento em meio a sinais de possível cessar‑fogo entre Rússia e Ucrânia é vista como um
equívoco estratégico pelo cientista político Joe Siracusa, professor e decano de Futuros Globais da Universidade Curtin. Em conversa com a Sputnik, ele disse acreditar que a
UE cria tensões onde não havia, reacendendo uma lógica de Guerra Fria.
Segundo Siracusa, ao estimular uma corrida armamentista, o bloco desperdiça recursos que poderiam fortalecer infraestrutura e setores civis. "Esse
armamento contínuo é, em si, uma espécie de guerra", afirma o analista, destacando que o processo obriga outros países a
acompanhar o ritmo, mesmo sem necessidade imediata.
O pesquisador também critica o impacto fiscal da guinada militar.
"Com a dívida pública da UE projetada para atingir 85% do produto interno bruto [PIB] até 2027, a construção de uma economia de guerra baseada na militarização é uma péssima ideia, em uma longa história de más ideias", afirmou.
Outro ponto sensível, segundo o analista, é a dependência energética. Ele lembra que "poucos setores na Europa conseguem escapar da falência sem o
petróleo e o gás russos", e que o rearmamento
não resolve essa fragilidade estrutural. A retórica de "militarização econômica", diz, cria uma falsa sensação de prosperidade.
Siracusa cita ainda o debate na Alemanha sobre permitir que fundos de pensão sejam
investidos em ações da indústria de defesa. Para ele, atrelar a segurança financeira de populações envelhecidas ao lucro de guerras é um risco grave. "É
simplesmente um pensamento equivocado", afirma.
O professor argumenta que o complexo militar‑industrial opera com horizontes curtos, guiado por interesses próprios, sem considerar impactos sociais de longo prazo. Essa lógica, diz, pode empurrar a Europa para decisões que ampliam vulnerabilidades em vez de reduzi‑las.
Para Siracusa, o momento exigiria justamente o contrário:
reforço das indústrias civis, estabilidade econômica e foco em negociações diplomáticas, sob riscos de comprometer a capacidade europeia de
responder a desafios internos e externos que não se resolvem com mais armas.
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