O que explica a percepção positiva da China na Nova Zelândia? Mídia responde

© AP Photo / Andy Wong
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A mídia asiática noticiou que, pela primeira vez em uma década, os neozelandeses veem a China de forma mais favorável do que os Estados Unidos, que são cada vez mais vistos como uma ameaça para o mundo.
Em um recente artigo do Global Times, a mudança na opinião pública neozelandesa reflete uma tendência em que Washington gera ansiedade global por meio de suas intervenções cada vez mais frequentes no cenário internacional, enquanto Pequim consolida sua posição como pilar estratégico da estabilidade econômica.
Segundo a publicação, a percepção foi evidenciada no relatório anual da Fundação Ásia Nova Zelândia (Percepções da Ásia e dos Povos Asiáticos 2026). De acordo com os dados do relatório, a percepção positiva da China como um "país amigo" aumentou de 38% para 43%, enquanto o apoio aos Estados Unidos caiu drasticamente de 61% para 39%.
O jornal também destacou que 35% dos neozelandeses entrevistados veem Washington como uma ameaça direta, em comparação com 23% que têm a mesma preocupação em relação a Pequim.
Para o diretor do Centro de Estudos da Ásia-Pacífico da Universidade Normal do Leste da China, Chen Hong, consultado pela apuração, a sociedade neozelandesa alcançou uma compreensão objetiva da situação atual, superando o que descrevem como campanhas difamatórias promovidas por políticos e pela mídia ocidental.
Nesse sentido, o especialista afirmou que a política externa "pragmática e independente" de Wellington tem sido fundamental para a valorização, por parte de seus cidadãos, dos fortes laços comerciais, educacionais e culturais com o mercado chinês.
A publicação enfatiza que os laços econômicos entre as duas nações sustentam essa mudança na percepção social. Nesse sentido, o Global Times observou que a China permanece firmemente como o maior parceiro comercial da Nova Zelândia em bens, seu principal mercado de exportação e sua maior fonte de importações e estudantes internacionais. O artigo também destaca o impacto positivo das políticas de imigração implementadas por Pequim, incluindo a isenção temporária de visto para cidadãos neozelandeses, válida até o final de 2026.
O jornal chinês argumentou que esse fenômeno não se limita à Nova Zelândia, mas se estende a outros aliados tradicionais de Washington na Oceania, como a Austrália.
Além disso, a publicação faz referência a uma pesquisa anterior do Instituto Australiano, que afirma que 59% dos australianos preferem uma política externa independente a uma aliança subserviente com a Casa Branca, e que apenas 13% consideram os Estados Unidos um aliado de segurança "muito confiável" devido às suas políticas unilaterais, como a imposição de tarifas e a promoção de conflitos armados.
A publicação conclui afirmando que, dada a atual incerteza geopolítica, esta pesquisa confirma que as nações da região Ásia-Pacífico priorizam unanimemente a estabilidade e o desenvolvimento a longo prazo.


