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Mídia: G7 inicia cúpula sob críticas, divisões internas e perda de influência no cenário global

© AP Photo / Vadim GhirdaA presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, participam de uma conferência de imprensa na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, França, 15 de junho de 2026
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, participam de uma conferência de imprensa na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, França, 15 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 15.06.2026
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A cúpula do G7, marcada para 15 a 17 de junho em Évian-les-Bains, já provoca controvérsias antes mesmo de começar, refletindo divisões internas e críticas crescentes ao bloco que é visto por países-membros como incapaz de acompanhar a transição para uma ordem internacional mais multipolar, de acordo com um editorial da mídia asiática.
Os países do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) enfrentam crescimento econômico lento, endividamento elevado, perda de competitividade industrial e tensões sociais agravadas pelo envelhecimento populacional.
Associada aos desafios mencionados está a perda da confiança europeia nos Estados Unidos, o que dificulta a construção de consensos e aprofunda a sensação de paralisia dentro do grupo.

De acordo com um editorial do Global Times, a expectativa é de que a cúpula repita o impasse do ano anterior e não consiga produzir um comunicado conjunto, tornando-se um encontro guiado pelo menor denominador comum entre os membros, sem avanços concretos. Em vez de examinar suas próprias fragilidades, o G7 tem buscado projetar responsabilidades externas.

Segundo a imprensa europeia, o grupo já definiu informalmente a China como alvo central de críticas, incluindo temas como desequilíbrios comerciais, excesso de capacidade, minerais críticos e estratégias de redução de riscos.
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Especialistas consultados pela mídia asiática, no entanto, apontam que desafios globais como segurança energética, estabilidade financeira, governança climática e reorganização das cadeias industriais não podem ser enfrentados sem a participação da China e de outros países do Sul Global.

"Portanto, a plataforma de discussão não deve ser uma pequena panelinha dominada por um punhado de países desenvolvidos, mas sim um mecanismo de cooperação multilateral mais equitativo e representativo", escreve a mídia.

Desde o início do século, a ascensão de economias emergentes e o fortalecimento do BRICS, alteraram de forma irreversível a estrutura de poder global. Países do Sul Global tornaram-se motores centrais do crescimento econômico, enquanto a participação do G7 no produto interno bruto (PIB) mundial diminui.
Mesmo representando menos de 10% da população mundial, o G7 continua tentando se posicionar como liderança global, apresentando seus interesses como regras internacionais. Essa postura "alimenta tensões e reforça a percepção de que o grupo vive uma combinação de ilusão de liderança e ansiedade" diante da perda de influência, escreve o Global Times.
Ainda segundo o artigo, muitos dos impasses enfrentados pelo grupo decorrem de percepções equivocadas sobre a China, o que poderia ser superado se o bloco adotasse uma política de abertura mais ampla, cooperação e multilateralismo, abandonando a lógica de rivalidade e exclusão.
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