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Investimento global no ouro ganha força com desdolarização e incerteza geopolítica, aponta relatório
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Bancos centrais aceleram a corrida pelo ouro em meio à desdolarização e à instabilidade global, com quase 90% das instituições prevendo aumento das reservas e... 16.06.2026, Sputnik Brasil
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A expectativa de que os bancos centrais ampliem suas reservas de ouro ganhou força, impulsionada pela instabilidade global e pela tendência de desdolarização.Segundo a pesquisa anual do Conselho Mundial do Ouro, publicada nesta terça-feira (16), cerca de nove em cada dez autoridades monetárias acreditam que as reservas globais do metal continuarão crescendo no próximo ano, enquanto a dominância do dólar deve diminuir nos próximos cinco anos, movimento que reflete uma estratégia mais ativa de proteção diante de choques geopolíticos e econômicos.O levantamento mostra ainda que 45% dos bancos centrais planejam aumentar suas reservas de ouro, um recorde histórico e acima dos 43% registrados no ano anterior.Recentemente, o metal ultrapassou os papéis do Tesouro norte-americano como principal ativo de reserva, segundo respostas de 76 bancos centrais consultados entre fevereiro e maio — a maioria após o início do conflito no Oriente Médio. Em contraste, 74% esperam que a participação do dólar nas reservas globais encolha, reforçando a percepção de perda gradual de hegemonia da moeda americana.O apelo do ouro permanece fortemente associado ao seu desempenho em períodos de crise: 90% dos entrevistados citaram essa característica como razão central para mantê-lo, enquanto 84% destacaram seu papel como reserva de valor de longo prazo e 82% apontaram a diversificação de portfólio.Entre mercados emergentes, o metal é visto sobretudo como proteção geopolítica, mencionado por 85% dos bancos centrais desse grupo. Parte das futuras compras deve ser financiada por programas domésticos em moeda local, embora 38% considerem vender reservas existentes.Nos últimos quatro anos, a acumulação média anual de ouro pelos bancos centrais chegou a 1.000 toneladas, o dobro da década anterior, em meio à crescente incerteza global. A percepção de que o metal ganhará ainda mais espaço nas reservas é amplamente compartilhada. Para 83% dos entrevistados, a participação do metal vai aumentar nos próximos cinco anos, uma expectativa 17% superior à registrada no ano passado.A pesquisa também identificou alterações nos padrões de armazenamento. Cerca de 9% dos bancos centrais aumentaram o volume de ouro mantido domesticamente no último ano, enquanto 10% diversificaram seus locais de custódia no exterior.O interesse crescente também se reflete em mercados específicos. A China registrou seu 19º mês consecutivo de aumento nas reservas, alcançando 74,96 milhões de onças troy em maio. Em Hong Kong, o Standard Chartered planeja construir sua primeira instalação de armazenamento de ouro para atender à demanda de bancos centrais e clientes de alta renda, enquanto projeta que o preço do metal chegue a US$ 5.150 (R$ 27.810) por onça até o fim do ano.
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Investimento global no ouro ganha força com desdolarização e incerteza geopolítica, aponta relatório
Bancos centrais aceleram a corrida pelo ouro em meio à desdolarização e à instabilidade global, com quase 90% das instituições prevendo aumento das reservas e um recorde de 45% planejando novas compras, enquanto cresce a percepção de que o metal oferece proteção estratégica contra riscos geopolíticos.
A expectativa de que os bancos centrais ampliem suas reservas de ouro ganhou força, impulsionada pela instabilidade global e pela tendência de desdolarização.
Segundo a pesquisa anual do Conselho Mundial do Ouro,
publicada nesta terça-feira (16), cerca de
nove em cada dez autoridades monetárias acreditam que as reservas globais do metal continuarão crescendo no próximo ano, enquanto a
dominância do dólar deve diminuir nos próximos cinco anos, movimento que reflete uma estratégia mais ativa de proteção diante de choques geopolíticos e econômicos.
O levantamento mostra ainda que 45% dos bancos centrais planejam aumentar suas reservas de ouro, um recorde histórico e acima dos 43% registrados no ano anterior.
Recentemente, o metal
ultrapassou os papéis do Tesouro norte-americano como principal ativo de reserva, segundo respostas de 76 bancos centrais consultados entre fevereiro e maio — a maioria após o início do conflito no Oriente Médio. Em contraste,
74% esperam que a participação do dólar nas reservas globais encolha, reforçando a percepção de perda gradual de hegemonia da moeda americana.
O
apelo do ouro permanece fortemente associado ao seu desempenho em períodos de crise: 90% dos entrevistados citaram essa característica como razão central para mantê-lo, enquanto 84% destacaram seu papel como
reserva de valor de longo prazo e 82% apontaram a diversificação de portfólio.
Entre mercados emergentes, o
metal é visto sobretudo como proteção geopolítica, mencionado por 85% dos
bancos centrais desse grupo. Parte das futuras compras deve ser financiada por programas domésticos em moeda local, embora 38% considerem vender reservas existentes.
Nos últimos quatro anos, a
acumulação média anual de ouro pelos bancos centrais chegou a 1.000 toneladas, o dobro da década anterior, em meio à crescente
incerteza global. A percepção de que o metal ganhará ainda mais espaço nas reservas é amplamente compartilhada. Para 83% dos entrevistados, a participação do metal vai aumentar nos próximos cinco anos, uma expectativa 17% superior à registrada no ano passado.
A pesquisa também identificou alterações nos padrões de armazenamento.
Cerca de 9% dos bancos centrais aumentaram o volume de ouro mantido domesticamente no último ano, enquanto 10% diversificaram seus locais de
custódia no exterior.
"Menos [bancos centrais] veem isso como um investimento legado; mais o veem como uma alocação ativa e estratégica em um ambiente definido pela incerteza geopolítica e pela diversificação de reservas", afirmou Shaokai Fan, do Conselho Mundial do Ouro, segundo o South China Morning Post.
O interesse crescente também se reflete em mercados específicos. A China
registrou seu 19º mês consecutivo de aumento nas reservas, alcançando 74,96 milhões de onças troy em maio. Em Hong Kong, o Standard Chartered planeja construir sua primeira instalação de armazenamento de ouro para
atender à demanda de bancos centrais e clientes de alta renda, enquanto projeta que o preço do metal chegue a US$ 5.150 (R$ 27.810) por onça até o fim do ano.
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