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Mídia: valorização do ouro redefine reservas globais e reduz peso dos títulos dos EUA
Mídia: valorização do ouro redefine reservas globais e reduz peso dos títulos dos EUA
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A disparada histórica do ouro e a busca global por alternativas ao dólar levaram o metal a superar os títulos norte-americanos como principal ativo de reserva... 02.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-02T07:29-0300
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Segundo o Banco Central Europeu (BCE), o ouro passou a representar 27% das reservas internacionais no fim de 2025, ante 20% no ano anterior, enquanto os Treasuries (os títulos do Tesouro dos EUA) caíram de 25% para 22%, marcando a disparada histórica do metal como reserva global.A mudança reflete o esforço de diversos países para reduzir a dependência do dólar, movimento acelerado desde 2022, quando Washington congelou as reservas russas após o início da operação militar especial russa na Ucrânia — fazendo do dólar uma arma de pressão geopolítica.Com mais de 36 mil toneladas acumuladas, os bancos centrais se aproximam dos níveis da era Bretton Woods. A valorização do metal, que atingiu mais de US$ 5.500 (R$ 27.720) por onça em janeiro, também contribuiu para sua ascensão como ativo dominante. Ainda assim, ativos em dólares seguem liderando, com 42% das reservas globais.As compras de ouro recuaram levemente para 850 toneladas em 2025, após três anos acima de 1.000 toneladas. China, Polônia, Turquia e Índia foram os maiores compradores desde 2022, enquanto a Tether se destacou como a maior compradora individual em 2025, adquirindo mais de 100 toneladas.A Turquia, que havia acumulado 220 toneladas desde 2022, realizou uma das maiores reduções recentes ao vender ou emprestar 130 toneladas após o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã. O BCE também destacou o fortalecimento gradual do papel internacional do euro ao longo da última década.A emissão de dívida internacional em euros cresceu 30% e atingiu quase € 1 trilhão (cerca de R$ 5,44 trilhões) em 2025, enquanto investidores estrangeiros aplicaram € 850 bilhões (mais de R$ 4,624 trilhões) em ativos da zona do euro, elevando os fluxos de carteira a níveis próximos dos recordes desde a criação da moeda.
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Mídia: valorização do ouro redefine reservas globais e reduz peso dos títulos dos EUA
07:29 02.06.2026 (atualizado: 09:55 02.06.2026) A disparada histórica do ouro e a busca global por alternativas ao dólar levaram o metal a superar os títulos norte-americanos como principal ativo de reserva, alcançando 27% das reservas mundiais em 2025, enquanto bancos centrais ampliam compras e tensões geopolíticas reforçam a corrida por proteção.
Segundo o
Banco Central Europeu (BCE), o ouro
passou a representar 27% das reservas internacionais no fim de 2025, ante 20% no ano anterior, enquanto os Treasuries (os títulos do Tesouro dos EUA) caíram de 25% para 22%, marcando a disparada histórica do metal como reserva global.
A mudança reflete o
esforço de diversos países para
reduzir a dependência do dólar, movimento acelerado desde 2022, quando Washington congelou as reservas russas após o início da operação militar especial russa na Ucrânia — fazendo do dólar uma
arma de pressão geopolítica.
De acordo com a mídia britânica, a chefe do BCE, Christine Lagarde, afirmou que tensões geopolíticas continuam a impulsionar a demanda por ouro.
Com mais de 36 mil toneladas acumuladas, os bancos centrais se aproximam dos níveis da era Bretton Woods. A
valorização do metal, que
atingiu mais de US$ 5.500 (R$ 27.720) por onça em janeiro, também contribuiu para sua ascensão como ativo dominante. Ainda assim, ativos em dólares seguem liderando, com 42% das reservas globais.
As
compras de ouro recuaram levemente para 850 toneladas em 2025, após três anos acima de 1.000 toneladas.
China, Polônia, Turquia e Índia foram os maiores compradores desde 2022, enquanto a Tether se destacou como a maior compradora individual em 2025, adquirindo mais de 100 toneladas.
A Turquia, que havia acumulado 220 toneladas desde 2022, realizou uma das maiores reduções recentes ao vender ou emprestar 130 toneladas após o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã. O BCE também destacou o fortalecimento gradual do papel internacional do euro ao longo da última década.
A emissão de
dívida internacional em euros cresceu 30% e atingiu quase € 1 trilhão (cerca de R$ 5,44 trilhões) em 2025, enquanto
investidores estrangeiros aplicaram € 850 bilhões (mais de R$ 4,624 trilhões) em ativos da zona do euro, elevando os fluxos de carteira a níveis próximos dos recordes desde a criação da moeda.
O relatório mostra que, embora o dólar ainda lidere o sistema financeiro global, a combinação de tensões geopolíticas, sanções e busca por diversificação está reconfigurando a composição das reservas internacionais, fazendo com que o ouro recupere um protagonismo que não se via há meio século.
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