https://noticiabrasil.net.br/20260616/margareth-menezes-fortalecimento-da-economia-criativa-e-estrategico-para-o-desenvolvimento-do-pais-51380407.html
Margareth Menezes: 'Fortalecimento da economia criativa é estratégico para o desenvolvimento do país'
Margareth Menezes: 'Fortalecimento da economia criativa é estratégico para o desenvolvimento do país'
Sputnik Brasil
Em seminário no Rio de Janeiro, ministra da Cultura defende o setor como pilar econômico, enquanto secretários do Ministério da Cultura (MinC) debatem linhas... 16.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-16T21:15-0300
2026-06-16T21:15-0300
2026-06-16T21:42-0300
notícias do brasil
economia
margareth menezes
ibaneis rocha
rio de janeiro
brasil
centro
minc
bndes
caixa econômica federal
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/06/10/51380645_0:0:2560:1440_1920x0_80_0_0_a8e00c0498923e6630c37dd204b3f1e1.jpg
A reconstrução das políticas culturais no Brasil passa obrigatoriamente pela ampliação do acesso a crédito, investimento e financiamento para que empreendedores, coletivos e empresas culturais possam crescer e gerar novas oportunidades.A afirmação é da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que apontou o fortalecimento da economia criativa como um pilar estratégico para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do país, com forte impacto na geração de trabalho, renda e inovação a partir da diversidade cultural brasileira.Em um discurso no Seminário Internacional Caminhos para Fomento e Financiamento em Economia Criativa, no palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, Margareth buscou rebater a visão de que o financiamento cultural é um gasto secundário, lembrando o período recente de esvaziamento da pasta.O encontro internacional reuniu especialistas de Argentina, Chile e Canadá, além de representantes de grandes instituições nacionais e globais. O evento discutiu alternativas aos modelos tradicionais de fomento, trazendo painéis voltados ao investimento público e privado, linhas de crédito e os impactos práticos da Reforma Tributária.A ministra ressaltou que a valorização da área não deve se limitar ao seu viés simbólico, mas focar em seu poder real de geração de renda. Segundo ela, a reativação da Secretaria de Economia Criativa foi um passo urgente para ativar "essa dimensão econômica que a gente precisava acender"."Investir em cultura é potente, dá resultado rápido, gera reflexos de sociabilidade", resumiu Margareth, fazendo um apelo direto a instituições como o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste. Reconstrução e dignidade aos trabalhadores da indústria criativaMargareth Menezes também aproveitou o espaço para fazer um desabafo sobre a estigmatização sofrida pela categoria nos últimos anos, defendendo que a entrega cultural é sempre coletiva e envolve uma vasta cadeia técnica.No âmbito doméstico e internacional, Margareth celebrou a inserção do Brasil no debate global com novos acordos comerciais (Mercosul, União Europeia, China e França) e exaltou ações locais das 15 diretrizes da política Brasil Criativo, como a criação da Escola Solano Trindade e o programa Territórios Criativos, focado na descentralização.Articulação de crédito e Reforma TributáriaA urgência em criar um ecossistema financeiro adaptado às particularidades do mercado cultural também foi endossada pela secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão. Ela defendeu que o setor cultural precisa ir além do "editalismo" e das leis de incentivo fiscal convencionais.Complementando o debate sob a ótica legislativa e de captação, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Thiago Rocha, apontou que a engenharia financeira do setor passa por um momento de transição complexo em função da Reforma Tributária.Rocha alertou que, embora o setor tenha conquistado um regime diferenciado para aliviar a carga sobre bens de consumo cultural, a formatação dos incentivos exigirá uma articulação cuidadosa.Segundo o secretário, o ministério está trabalhando ativamente junto à equipe econômica do governo federal para garantir a regulamentação adequada dos novos tributos (IBS e CBS), assegurando que os mecanismos de fomento e a captação via renúncia fiscal continuem atrativos para as empresas.
rio de janeiro
brasil
centro
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/06/10/51380645_249:0:2169:1440_1920x0_80_0_0_0bb6dfef42b9eca4ff5832b9b168c7b1.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
economia, margareth menezes, ibaneis rocha, rio de janeiro, brasil, centro, minc, bndes, caixa econômica federal, palácio gustavo capanema
economia, margareth menezes, ibaneis rocha, rio de janeiro, brasil, centro, minc, bndes, caixa econômica federal, palácio gustavo capanema
Margareth Menezes: 'Fortalecimento da economia criativa é estratégico para o desenvolvimento do país'
21:15 16.06.2026 (atualizado: 21:42 16.06.2026) Especiais
Em seminário no Rio de Janeiro, ministra da Cultura defende o setor como pilar econômico, enquanto secretários do Ministério da Cultura (MinC) debatem linhas de crédito e os impactos da Reforma Tributária.
A reconstrução das políticas culturais no Brasil passa obrigatoriamente pela ampliação do acesso a crédito, investimento e financiamento para que empreendedores, coletivos e empresas culturais possam crescer e gerar novas oportunidades.
A afirmação é da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que apontou o fortalecimento da economia criativa como um pilar estratégico para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do país, com forte impacto na geração de trabalho, renda e inovação a partir da diversidade cultural brasileira.
Em um discurso no Seminário Internacional Caminhos para Fomento e Financiamento em Economia Criativa, no palácio Gustavo Capanema, no centro do
Rio de Janeiro, Margareth buscou
rebater a visão de que o financiamento cultural é um gasto secundário, lembrando o período recente de esvaziamento da pasta.
"A reconstrução das políticas culturais no Brasil passa também pelo fortalecimento da economia criativa. Estamos falando de um setor estratégico para o desenvolvimento do país, capaz de gerar trabalho, renda, inovação e inclusão a partir da nossa diversidade cultural. O desafio que estamos enfrentando agora é ampliar os mecanismos de crédito, investimento e financiamento para que empreendedores, coletivos, empresas e iniciativas culturais possam crescer, gerar oportunidades e ampliar seu impacto econômico e social. Esse é um debate fundamental para consolidar a cultura como força de desenvolvimento sustentável para o Brasil."
O encontro internacional reuniu especialistas de Argentina, Chile e Canadá, além de representantes de grandes instituições nacionais e globais. O evento discutiu alternativas aos modelos tradicionais de fomento, trazendo painéis voltados ao investimento público e privado, linhas de crédito e os impactos práticos da Reforma Tributária.
A ministra ressaltou que a valorização da área não deve se limitar ao seu viés simbólico, mas focar em seu poder real de geração de renda. Segundo ela, a reativação da Secretaria de Economia Criativa foi um passo urgente para ativar "essa dimensão econômica que a gente precisava acender".
"Investir em cultura é potente, dá resultado rápido, gera reflexos de sociabilidade", resumiu Margareth, fazendo um apelo direto a instituições como o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste.
"Precisamos agora ativar o voto de confiança real também das empresas, entender a dimensão e a importância disso", defendeu a ministra.
Reconstrução e dignidade aos trabalhadores da indústria criativa
Margareth Menezes também aproveitou o espaço para fazer um desabafo sobre a estigmatização sofrida pela categoria nos últimos anos, defendendo que a entrega cultural é sempre coletiva e envolve uma vasta cadeia técnica.
"Nós, artistas, somos trabalhadores, trabalhadoras, cidadãos e cidadãs deste país, que merecemos todo o respeito, todos os direitos e todas as possibilidades que qualquer outra área merece."
No âmbito doméstico e internacional, Margareth celebrou a
inserção do Brasil no debate global com novos acordos comerciais (Mercosul, União Europeia, China e França) e
exaltou ações locais das 15 diretrizes da política Brasil Criativo, como a criação da Escola Solano Trindade e o programa Territórios Criativos, focado na descentralização.
"A cultura também é uma forma de agricultura, porque ela também é cultivada. É você jogar o adubo, fortalecer a terra de acordo com as suas propriedades e a gente colher bons frutos."
Articulação de crédito e Reforma Tributária
A urgência em criar um ecossistema financeiro adaptado às particularidades do mercado cultural também foi endossada pela secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão. Ela defendeu que o setor cultural precisa ir além do "editalismo" e das leis de incentivo fiscal convencionais.
"Precisamos construir um ambiente cada vez mais favorável para que empreendedores criativos tenham acesso a crédito, investimento e instrumentos adequados às especificidades da cultura e da criatividade", destacou a secretária.
Complementando o debate sob a ótica legislativa e de captação, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura,
Thiago Rocha, apontou que a engenharia financeira do setor
passa por um momento de transição complexo em função da
Reforma Tributária.
Rocha alertou que, embora o setor tenha conquistado um regime diferenciado para aliviar a carga sobre bens de consumo cultural, a formatação dos incentivos exigirá uma articulação cuidadosa.
Segundo o secretário, o ministério está trabalhando ativamente junto à equipe econômica do governo federal para garantir a regulamentação adequada dos novos tributos (IBS e CBS), assegurando que os mecanismos de fomento e a captação via renúncia fiscal continuem atrativos para as empresas.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).