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Sinais inéditos indicam que o Sol pode anunciar grandes erupções horas antes do evento (IMAGENS)
Sinais inéditos indicam que o Sol pode anunciar grandes erupções horas antes do evento (IMAGENS)
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Sinais inéditos captados pelo satélite IRIS sugerem que o Sol pode anunciar grandes erupções horas antes de elas ocorrerem, abrindo caminho para avanços na... 16.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-16T06:05-0300
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Cientistas identificaram, pela primeira vez, sinais claros de que o Sol pode anunciar uma grande erupção horas antes de ela ocorrer, graças a um conjunto de dados raro capturado antes de uma explosão de classe X9 em outubro de 2024. A descoberta oferece pistas inéditas sobre os processos que antecedem eventos extremos e pode, no futuro, aprimorar a previsão do clima espacial.O estudo, liderado por Louis Seyfritz, do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey, analisou quase cinco horas de observações contínuas feitas pelo IRIS, um espectrógrafo da NASA que já monitorava a região ativa responsável pela erupção. Essa coincidência permitiu registrar, com detalhes incomuns, as condições atmosféricas imediatamente anteriores ao evento.Os pesquisadores observaram que três propriedades do plasma — brilho, movimento e velocidade não térmica — começaram a aumentar cerca de três horas antes da explosão, sugerindo que o campo magnético solar estava se tornando progressivamente instável. Um acúmulo tão longo de sinais pré-erupção é raramente documentado, tornando o registro especialmente valioso.A equipe também identificou oscilações regulares nessas propriedades, com ciclos que se repetiam a cada sete a dez minutos e outros entre 18 e 21 minutos. As flutuações se concentravam em uma fronteira onde campos magnéticos opostos se encontram, região considerada crítica para o acúmulo de tensão magnética antes de grandes erupções.Ainda não está claro o que causa essas oscilações, que podem refletir ondas atmosféricas ou pequenas reconexões magnéticas sucessivas. Para Seyfritz, a presença desses ciclos, combinada ao aumento de brilho e turbulência, pode constituir uma assinatura precoce de erupções iminentes.Entre 15 e 20 minutos antes da explosão, o plasma mostrou sinais de instabilidade mais intensa, com turbulência crescente e material sendo expelido, indícios compatíveis com a liberação súbita de energia magnética que impulsiona erupções solares. Nenhuma medição isolada funcionou como alerta definitivo, mas foi o conjunto de sinais que chamou atenção.Embora promissoras, as conclusões ainda dependem de análises de muitos outros eventos para confirmar se essas assinaturas se repetem de forma consistente.O próximo passo da equipe é ampliar a amostra de erupções estudadas. Se os padrões se mantiverem, eles poderão integrar futuros sistemas de previsão do clima espacial, aproximando os cientistas do objetivo de antecipar erupções com horas de antecedência.
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ciência e tecnologia, sociedade, sol, astronomia, astrofísica, campo magnético, erupção solar, atividade solar, pesquisa, descoberta, exploração do espaço
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Sinais inéditos indicam que o Sol pode anunciar grandes erupções horas antes do evento (IMAGENS)
Sinais inéditos captados pelo satélite IRIS sugerem que o Sol pode anunciar grandes erupções horas antes de elas ocorrerem, abrindo caminho para avanços na previsão do clima espacial.
Cientistas identificaram, pela primeira vez,
sinais claros de que o Sol pode anunciar uma grande erupção horas antes de ela ocorrer, graças a um conjunto de dados raro capturado antes de uma explosão de classe X9 em outubro de 2024. A
descoberta oferece pistas inéditas sobre os processos que antecedem eventos extremos e pode, no futuro, aprimorar a previsão do clima espacial.
O estudo, liderado por Louis Seyfritz, do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey, analisou quase cinco horas de observações contínuas feitas pelo IRIS, um espectrógrafo da NASA que já
monitorava a região ativa responsável pela erupção. Essa coincidência
permitiu registrar, com detalhes incomuns, as condições atmosféricas imediatamente anteriores ao evento.
Os pesquisadores observaram que três propriedades do plasma — brilho, movimento e velocidade não térmica —
começaram a aumentar cerca de três horas antes da explosão, sugerindo que o
campo magnético solar estava se tornando progressivamente instável. Um acúmulo tão longo de sinais pré-erupção é raramente documentado, tornando o registro especialmente valioso.
A equipe também identificou
oscilações regulares nessas propriedades, com
ciclos que se repetiam a cada sete a dez minutos e outros entre 18 e 21 minutos. As flutuações se concentravam em uma fronteira onde campos magnéticos opostos se encontram, região considerada crítica para o acúmulo de tensão magnética antes de grandes erupções.
Ainda não está claro o que causa essas oscilações, que podem refletir ondas atmosféricas ou pequenas reconexões magnéticas sucessivas. Para Seyfritz, a presença desses ciclos, combinada ao aumento de brilho e turbulência, pode constituir uma assinatura precoce de erupções iminentes.
Entre 15 e 20 minutos antes da explosão, o
plasma mostrou sinais de instabilidade mais intensa, com turbulência crescente e material sendo expelido,
indícios compatíveis com a liberação súbita de energia magnética que impulsiona erupções solares. Nenhuma medição isolada funcionou como alerta definitivo, mas foi o conjunto de sinais que chamou atenção.
Embora promissoras, as conclusões ainda dependem de análises de muitos outros eventos para confirmar se essas assinaturas se repetem de forma consistente.
O próximo passo da equipe é ampliar a amostra de erupções estudadas. Se os padrões se mantiverem, eles
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