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PF aponta esquema de vazamento pago por Vorcaro com agentes e delegada envolvidos, diz mídia
PF aponta esquema de vazamento pago por Vorcaro com agentes e delegada envolvidos, diz mídia
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Pai de Daniel Vorcaro pagava R$ 400 mil mensais a um agente da Polícia Federal (PF) aposentado para acessar investigações sigilosas, segundo relatório que... 17.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-17T12:58-0300
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Após recusa de acordo de delação premiada e tensão no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo a família Vorcaro, novos fatos sobre o suposto esquema de corrupção envolvendo a família do ex-banqueiro vieram à tona.De acordo com um jornal de grande circulação no país, Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pagava mensalmente R$ 400 mil ao agente aposentado da PF Marilson Roseno da Silva para obter informações sigilosas de investigações, segundo relatório da polícia. Roseno é apontado como o articulador de um mecanismo interno de vazamento de dados dentro da corporação.As investigações mostram que Roseno oferecia pagamentos via Pix, presentes e até uma gratificação de fim de ano, descrita como "oferenda" nas provas obtidas, para recrutar servidores da ativa. Com isso, cooptou o agente Anderson Wander da Silva e a delegada Valéria Vieira, além de contar com o apoio dos aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva.O esquema permitia que Henrique e Daniel Vorcaro acessassem informações restritas registradas no sistema e-Pol, incluindo inquéritos em andamento. Segundo a apuração, foi por meio desse acesso ilegal que Daniel obteve um mandado de prisão contra si e o repassou a um site jornalístico para antecipar a notícia e tentar usá-la em sua defesa.Por determinação do STF, os policiais aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva, além do agente da ativa Anderson Wander, foram presos preventivamente. Já a delegada Valéria Vieira foi afastada de suas funções.A PF afirma que os pagamentos a Roseno eram disfarçados como serviços prestados por sua empresa, a Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial. Parte dos valores circulava pela King Participações, ligada a Luiz Phillipi Mourão, funcionário de Daniel Vorcaro. As mensagens revelam cobranças insistentes de Roseno, que chegou a pedir R$ 800 mil alegando repasses incompletos.O relatório da polícia aponta ainda que o contador de Roseno orientava estratégias para ocultar a origem dos depósitos, sugerindo o uso de CPFs de terceiros para fracionar valores e evitar alertas. Erlene Nonato Lacerda é citada como laranja e responsável por pagar despesas pessoais do policial aposentado, que mantinha padrão de vida elevado em Belo Horizonte.O agente Anderson Wander, descrito como "longa manus" de Roseno, acessou dados sigilosos no e-Pol ao menos em 2023 e chegou a consultar informações de passaporte a pedido do aposentado. Além do repasse mensal, recebeu gratificações extras, incluindo um Pix no fim de 2025, compatível com o bônus distribuído pelo grupo.A delegada Valéria Vieira também realizou consultas de interesse da família Vorcaro. Em fevereiro de 2024, acessou um inquérito envolvendo Henrique Vorcaro e repassou os documentos a Roseno por meio do marido, o agente aposentado Francisco Pereira, mas parte das mensagens trocadas pelo casal foi apagada, dificultando o rastreamento de pagamentos.A PF ainda registrou encontros entre Roseno e o aposentado Sebastião Monteiro Júnior, acusado de recrutar agentes da ativa para o grupo.Áudios interceptados mostram conversas sobre "uma ideia" a ser tratada em local discreto, e câmeras de segurança confirmam as reuniões, reforçando a existência de uma rede estruturada de cooptação dentro da corporação.
https://noticiabrasil.net.br/20260616/segunda-turma-do-stf-mantem-prisao-de-pai-e-primo-de-daniel-vorcaro-51376488.html
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PF aponta esquema de vazamento pago por Vorcaro com agentes e delegada envolvidos, diz mídia
12:58 17.06.2026 (atualizado: 14:27 17.06.2026) Pai de Daniel Vorcaro pagava R$ 400 mil mensais a um agente da Polícia Federal (PF) aposentado para acessar investigações sigilosas, segundo relatório que aponta um esquema de vazamentos envolvendo servidores da ativa e aposentados da corporação.
Após
recusa de acordo de delação premiada e tensão no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo a família Vorcaro,
novos fatos sobre o suposto esquema de corrupção envolvendo a família do ex-banqueiro vieram à tona.
De
acordo com um jornal de grande circulação no país, Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro,
pagava mensalmente R$ 400 mil ao agente aposentado da PF Marilson Roseno da Silva para obter
informações sigilosas de investigações, segundo relatório da polícia. Roseno é apontado como o articulador de um mecanismo interno de vazamento de dados dentro da corporação.
As investigações mostram que Roseno
oferecia pagamentos via Pix, presentes e até uma gratificação de fim de ano, descrita como "oferenda" nas provas obtidas, para recrutar servidores da ativa. Com isso,
cooptou o agente Anderson Wander da Silva e a delegada Valéria Vieira, além de contar com o apoio dos aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva.
O
esquema permitia que Henrique e Daniel Vorcaro
acessassem informações restritas registradas no sistema e-Pol, incluindo inquéritos em andamento. Segundo a apuração, foi por meio desse acesso ilegal que Daniel obteve um mandado de prisão contra si e o repassou a um site jornalístico para antecipar a notícia e tentar
usá-la em sua defesa.
Por determinação do STF, os policiais aposentados Sebastião Monteiro Júnior e Francisco Pereira da Silva, além do agente da ativa Anderson Wander, foram presos preventivamente. Já a delegada Valéria Vieira foi afastada de suas funções.
A PF afirma que os pagamentos a Roseno eram disfarçados como serviços prestados por sua empresa, a Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial. Parte dos valores circulava pela King Participações, ligada a Luiz Phillipi Mourão, funcionário de Daniel Vorcaro. As mensagens revelam cobranças insistentes de Roseno, que chegou a pedir R$ 800 mil alegando repasses incompletos.
O relatório da polícia aponta ainda que
o contador de Roseno orientava estratégias para ocultar a origem dos depósitos, sugerindo o uso de CPFs de terceiros para fracionar valores e
evitar alertas. Erlene Nonato Lacerda é citada como laranja e responsável por pagar despesas pessoais do policial aposentado, que mantinha padrão de vida elevado em Belo Horizonte.
O agente Anderson Wander, descrito como "longa manus" de Roseno, acessou dados sigilosos no e-Pol ao menos em 2023 e chegou a consultar informações de passaporte a pedido do aposentado.
Além do repasse mensal, recebeu gratificações extras, incluindo um Pix no fim de 2025, compatível com o bônus
distribuído pelo grupo.
A delegada Valéria Vieira
também realizou consultas de interesse da família Vorcaro. Em fevereiro de 2024, acessou um inquérito envolvendo Henrique Vorcaro e repassou os documentos a Roseno por meio do marido, o agente aposentado Francisco Pereira, mas parte das
mensagens trocadas pelo casal foi apagada, dificultando o rastreamento de pagamentos.
A PF ainda registrou encontros entre Roseno e o aposentado Sebastião Monteiro Júnior, acusado de recrutar agentes da ativa para o grupo.
Áudios interceptados mostram conversas sobre
"uma ideia" a ser tratada em local discreto, e câmeras de segurança confirmam as reuniões, reforçando a existência de uma rede estruturada de cooptação dentro da corporação.
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