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'Bibi está histérico com isso': portal divulga reação de Netanyahu a acordos entre EUA e Irã

© AP Photo / Ariel SchalitO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante coletiva de imprensa em Jerusalém, em dezembro de 2025
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante coletiva de imprensa em Jerusalém, em dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 23.06.2026
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Os acordos entre Irã e EUA provocaram uma reação histérica do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, devido às condições desfavoráveis a Israel, inclusive no que diz respeito ao Líbano, escreve um portal estadunidense.
O veículo de comunicação salienta que Netanyahu chegou a tentar influenciar a opinião do presidente americano, Donald Trump, por meio de seu representante de confiança.

"Embora os aspectos nucleares do acordo entre os EUA e o Irã tenham preocupado o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ele está atualmente muito mais preocupado com a parte relativa ao Líbano [...]. 'Bibi está histérico com isso'", ressalta a publicação, citando uma fonte do governo de Israel que se referiu a Netanyahu por seu apelido.

Conforme explica a reportagem, uma das razões é que as ações contra o movimento xiita libanês Hezbollah têm importância política interna às vésperas das eleições de outubro em Israel.
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Nesse contexto, aponta-se que, nos últimos dias, Netanyahu pediu a Ron Dermer, seu confidente próximo que ocupava o cargo de ministro de Planejamento Estratégico de Israel, que utilizasse urgentemente seus contatos na administração Trump para influenciar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre o Líbano.
Além disso, destaca-se que a participação de Dermer ajudou a convencer Trump a escrever uma postagem no Truth Social ameaçando atacar o Irã caso o país não contivesse o Hezbollah. Um funcionário norte-americano confirmou à mídia a participação de Dermer e observou que os negociadores dos EUA na Suíça conversaram com ele várias vezes em 21 de junho para informá-lo sobre o andamento das negociações e conhecer sua opinião.
Fontes israelenses do veículo de comunicação afirmam que os novos acordos entre os EUA e o Irã sobre o Líbano comprometem os acordos anteriores firmados com o governo do ex-presidente americano Joe Biden, em 2024.
A publicação esclarece que, naquela época, Israel mantinha o direito de agir contra quaisquer ameaças do Hezbollah, enquanto agora sua liberdade está limitada apenas a ameaças imediatas. Além disso, Israel foi excluído do mecanismo de monitoramento, do qual o Irã passou a fazer parte.
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Por outro lado, um alto funcionário norte-americano afirmou que Israel não está excluído, pois os EUA permanecem no mecanismo, e que um canal direto com o Irã sobre o Líbano só trará benefícios ao país.
De acordo com uma fonte libanesa, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, está disposto a aceitar o novo mecanismo sob a liderança dos EUA. No entanto, a perspectiva de um desarmamento efetivo do Hezbollah no âmbito das negociações entre Israel e o Líbano, que continuarão com a mediação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, permanece bastante remota, conclui a reportagem.
Anteriormente, um jornal estadunidense, citando fontes, informou que, segundo dados da inteligência dos EUA, Netanyahu planeja sabotar o acordo de paz definitivo entre os EUA e o Irã. Depois disso, um veículo de comunicação britânico publicou que o memorando entre os EUA e o Irã se tornou uma "catástrofe estratégica" para Israel, pois praticamente não considera seus interesses.
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