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Cuba flexibiliza comércio exterior e abre setor privado a investimento estrangeiro

© AP Photo / Ramon EspinosaHomem anda de bicicleta à margem da baía de Havana, onde se avista um navio da Marinha mexicana chegando com ajuda humanitária. Cuba, 12 de fevereiro de 2026
Homem anda de bicicleta à margem da baía de Havana, onde se avista um navio da Marinha mexicana chegando com ajuda humanitária. Cuba, 12 de fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 26.06.2026
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A Assembleia Nacional de Cuba aprovou, nesta sexta-feira (26), um pacote de 176 medidas econômicas para impulsionar a economia do país em meio à crise e ao endurecimento do bloqueio dos Estados Unidos.
As reformas facilitam a aprovação de investimentos estrangeiros, autorizam a participação de capital privado e externo em empresas privadas e cooperativas, e permitem investimentos em áreas como combustíveis, telecomunicações, centros de dados e infraestrutura digital.
Micro, pequenas, médias empresas e cooperativas também poderão importar e exportar diretamente, sem intermediação obrigatória de agências estatais. O pacote ainda prevê maior autonomia para companhias públicas e a criação de bancos privados.
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Justiça dos EUA autoriza ExxonMobil a retomar ação contra Cuba por nacionalizações pós-Revolução
As medidas ocorrem em um período de ampliação das sanções e ameaças dos EUA, com interrupções no fornecimento de combustível, inclusive.
Na semana passada, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou que, em meio à "agressão multidimensional" dos Estados Unidos, a ilha promoveria mudanças econômicas para impulsionar a produção nacional e ampliar a autonomia das empresas e de outras entidades estatais.
Desde o início do ano, as tensões entre Washington e Havana aumentaram após a ação militar dos EUA na Venezuela. Em janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto autorizando tarifas sobre importações de países que fornecem petróleo a Cuba, além de ampliar as sanções contra empresas e indivíduos ligados ao setor energético cubano.
Havana acusa Washington de usar o cerco energético como forma de sufocar a economia da ilha e deteriorar as condições de vida da população.
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