https://noticiabrasil.net.br/20260623/justica-dos-eua-autoriza-exxonmobil-a-retomar-acao-contra-cuba-por-nacionalizacoes-pos-revolucao-51592684.html
Justiça dos EUA autoriza ExxonMobil a retomar ação contra Cuba por nacionalizações pós-Revolução
Justiça dos EUA autoriza ExxonMobil a retomar ação contra Cuba por nacionalizações pós-Revolução
Sputnik Brasil
A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou a ExxonMobil, maior companhia petrolífera do país, a retomar uma ação judicial contra empresas estatais cubanas... 23.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-23T21:43-0300
2026-06-23T21:43-0300
2026-06-23T21:43-0300
panorama internacional
américas
donald trump
miguel díaz-canel
estados unidos
cuba
havana
onu
exxonmobil
lei helms-burton
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e6/07/1d/23902348_0:52:3072:1780_1920x0_80_0_0_324cb80adbed2263a7daa775c49d9124.jpg
A ExxonMobil sustenta que propriedades ligadas aos setores de petróleo e gás em Cuba foram nacionalizadas pelo governo revolucionário em 1960. A ação tem como alvo a Corporação CIMEX e a União Cuba-Petróleo (Cupet), acusadas pela empresa norte-americana de se beneficiarem dos bens expropriados.O processo foi apresentado com base na Lei Helms-Burton, legislação aprovada pelo Congresso dos EUA em 1996 que endureceu o bloqueio econômico contra Cuba e transformou o embargo em lei federal. A legislação, aprovada há 30 anos, ainda limita a manobra de futuros presidentes norte-americanos suspenderem unilateralmente as sanções.A norma é considerada uma das mais controversas da política dos EUA para Cuba devido ao seu caráter extraterritorial. Conforme a legislação, cidadãos e empresas dos Estados Unidos podem processar, em tribunais norte-americanos, companhias estrangeiras que supostamente obtenham lucros ou façam uso de propriedades nacionalizadas pelo governo cubano após a Revolução de 1959.Havana denuncia há décadas que a legislação viola princípios do direito internacional e representa uma tentativa de estender a jurisdição dos Estados Unidos para além de suas fronteiras. As autoridades cubanas argumentam ainda que as nacionalizações realizadas no início da década de 1960 ocorreram em conformidade com a legislação do país e previam mecanismos de compensação, inviabilizados posteriormente pelo rompimento das relações bilaterais e pelo endurecimento das sanções econômicas impostas por Washington.O uso da legislação também já foi alvo de críticas de União Europeia, Canadá e outros parceiros comerciais dos EUA, que consideram a medida uma interferência em suas relações econômicas com Cuba e uma violação da soberania de terceiros países.Há décadas, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tem aprovado resoluções, com apoio quase unânime da comunidade internacional, resoluções que pedem o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha.Cuba aprova reforma econômica em meio ao endurecimento de sançõesA decisão da Corte norte-americana também acontece em meio ao aumento das tensões entre os dois países. Desde janeiro, um decreto do presidente Donald Trump autoriza tarifas sobre importações de países que fornecem petróleo a Cuba, além de ampliar sanções contra empresas e indivíduos ligados ao setor energético cubano.Havana acusa Washington de utilizar o cerco energético como forma de sufocar a economia da ilha e deteriorar as condições de vida da população.Como reação, o Congresso cubano aprovou, na última semana, uma série de reformas econômicas que ampliam a participação do setor privado em áreas estratégicas da economia. Ao todo, foram apresentadas 175 medidas que visam incluir o setor privado em áreas como os sistemas bancário e financeiro.Segundo o primeiro-ministro Manuel Marrero, bancos privados poderão operar na ilha sob a supervisão do Banco Central de Cuba. As medidas aprovadas também preveem maior participação de formas de gestão não estatais e de investimentos estrangeiros no setor privado."O que está sendo debatido aqui é o dilema de como continuar o processo de construção socialista, que sofreu o bloqueio mais longo da história imposto pela maior potência mundial", disse à época o presidente Miguel Díaz-Canel.
https://noticiabrasil.net.br/20260621/nao-cabe-aos-eua-julgar-medidas-que-havana-adotou-para-transformar-sua-economia-diz-chanceler-51503270.html
https://noticiabrasil.net.br/20260607/professor-americano-ocidente-pode-tentar-compensar-a-sua-derrota-na-ucrania-atacando-cuba-51092314.html
estados unidos
cuba
havana
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e6/07/1d/23902348_187:0:2918:2048_1920x0_80_0_0_e1b2aa280953507c5495c6d154ddb084.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
américas, donald trump, miguel díaz-canel, estados unidos, cuba, havana, onu, exxonmobil, lei helms-burton, embargo, sanções, guerra de sanções, sanções econômicas
américas, donald trump, miguel díaz-canel, estados unidos, cuba, havana, onu, exxonmobil, lei helms-burton, embargo, sanções, guerra de sanções, sanções econômicas
Justiça dos EUA autoriza ExxonMobil a retomar ação contra Cuba por nacionalizações pós-Revolução
A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou a ExxonMobil, maior companhia petrolífera do país, a retomar uma ação judicial contra empresas estatais cubanas por ativos nacionalizados após a Revolução Cubana de 1959, segundo decisão obtida pela Sputnik. Decisão da Justiça tem como base lei estadunidense aprovada há 30 anos.
"Revogamos a decisão do Tribunal de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia e devolvemos o caso para os procedimentos cabíveis em conformidade com esta opinião", afirma o documento, que reabre o processo iniciado pela companhia em 2019.
A ExxonMobil sustenta que propriedades ligadas aos
setores de petróleo e gás em Cuba foram nacionalizadas pelo governo revolucionário em 1960. A ação tem como alvo a Corporação CIMEX e a União Cuba-Petróleo (Cupet), acusadas pela empresa norte-americana de
se beneficiarem dos bens expropriados.
O processo foi apresentado com base na Lei Helms-Burton,
legislação aprovada pelo Congresso dos EUA em 1996 que endureceu o bloqueio econômico contra Cuba e transformou o embargo em lei federal. A legislação, aprovada há 30 anos, ainda limita a manobra de futuros presidentes norte-americanos
suspenderem unilateralmente as sanções.
A norma é considerada
uma das mais controversas da política dos EUA para Cuba devido ao seu caráter extraterritorial. Conforme a legislação, cidadãos e empresas dos Estados Unidos podem processar, em tribunais norte-americanos, companhias estrangeiras que
supostamente obtenham lucros ou façam uso de propriedades nacionalizadas pelo governo cubano após a Revolução de 1959.
Havana denuncia há décadas que a legislação viola
princípios do direito internacional e representa uma tentativa de
estender a jurisdição dos Estados Unidos para além de suas fronteiras.
As autoridades cubanas argumentam ainda que as nacionalizações realizadas no início da década de 1960 ocorreram em conformidade com a legislação do país e previam mecanismos de compensação, inviabilizados posteriormente pelo rompimento das relações bilaterais e pelo endurecimento das sanções econômicas impostas por Washington.
O uso da legislação também já foi alvo de críticas de União Europeia, Canadá e outros parceiros comerciais dos EUA, que consideram a medida uma interferência em suas relações econômicas com Cuba e uma violação da soberania de terceiros países.
Há décadas, a Assembleia Geral da
Organização das Nações Unidas (ONU) tem aprovado resoluções, com apoio quase unânime da comunidade internacional, resoluções que pedem o fim do
bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha.
Cuba aprova reforma econômica em meio ao endurecimento de sanções
A decisão da Corte norte-americana também acontece em meio ao aumento das tensões entre os dois países. Desde janeiro, um decreto do presidente Donald Trump autoriza tarifas sobre importações de países que fornecem petróleo a Cuba, além de ampliar sanções contra empresas e indivíduos ligados ao setor energético cubano.
Havana acusa Washington de utilizar o cerco energético como forma de sufocar a economia da ilha e deteriorar as condições de vida da população.
Como reação, o Congresso cubano aprovou, na última semana, uma série de reformas econômicas que ampliam a participação do setor privado em áreas estratégicas da economia. Ao todo, foram apresentadas 175 medidas que visam incluir o setor privado em áreas como os sistemas bancário e financeiro.
Segundo o primeiro-ministro Manuel Marrero, bancos privados poderão operar na ilha sob a supervisão do
Banco Central de Cuba. As medidas aprovadas também preveem maior participação de formas de gestão não estatais e de
investimentos estrangeiros no setor privado.
"O que está sendo debatido aqui é o dilema de como continuar o processo de construção socialista, que sofreu o bloqueio mais longo da história imposto pela maior potência mundial", disse à época o presidente Miguel Díaz-Canel.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).