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Comércio entre Irã e Emirados Árabes Unidos é retomado após acordo com os EUA

© AP Photo / Malak HarbPorto de Berbera em Somalilândia, administrado pela DP World, de propriedade majoritária do governo dos Emirados Árabes Unidos, em 1º de abril de 2018..
Porto de Berbera em Somalilândia, administrado pela DP World, de propriedade majoritária do governo dos Emirados Árabes Unidos, em 1º de abril de 2018.. - Sputnik Brasil, 1920, 27.06.2026
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As transações econômicas entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos (EAU) começaram a ser retomadas após a redução das tensões na região, afirmou neste sábado (27) Mohammad Sadegh Ghanadzadeh, vice-diretor de Serviços Comerciais da Organização para Promoção do Comércio do Irã.
"Agora, com o retorno de uma relativa calma à região, estamos vendo cargas e contêineres saindo do porto de Jebel Ali com destino ao Irã. O comércio está aumentando gradualmente. Esperamos que, aos poucos, volte aos níveis anteriores à guerra", declarou Ghanadzadeh, citado pela agência iraniana IRNA.
O ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, xeique Abdullah bin Zayed Al Nahyan, conversou por telefone com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, após a assinatura do memorando de entendimento entre Teerã e Washington.
Durante a conversa, o chanceler emiradense ressaltou a importância da implementação dos termos do acordo, do respeito aos princípios de soberania e de boa vizinhança, além da garantia da liberdade de navegação no estreito de Ormuz.
Abdullah bin Zayed também manifestou a expectativa de que as negociações em andamento produzam resultados positivos capazes de assegurar segurança e estabilidade duradouras para a região.
A bandeira nacional do Irã acena como a torre de telecomunicações Milad e a bandeira nacional do buildinIran acena quando os togs de telecomunicações Milad são vistos em Teerã, Irã, terça-feira, 31 de março de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 27.06.2026
Panorama internacional
Chancelaria do Irã classifica ataques dos EUA como violação de memorando

Ataque dos EUA contra o Irã

Apesar da vigência do acordo, governo dos EUA informou na última sexta-feira (26) que bombardeou a região do estreito. A justificativa foi que o país persa violou o cessar-fogo, assinado no último dia 17 para encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) afirmou que atacou pelo ar locais de armazenamentos de mísseis e drones iranianos, além de equipamentos de radar no litoral sul do país. "A agressão não provocada contra a navegação comercial por parte das forças iranianas violou claramente o cessar-fogo", comunicou o CENTCOM nas redes sociais.
O presidente estadunidense, Donald Trump, descreveu o incidente em Ormuz como "violação insensata" da trégua acordada.
O Irã, por sua vez, informou que a cidade de Sirik, ao leste do estreito, foi atacada. O Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica disse estar preparado para os combates e afirmou que responderá ao ataque "no momento e no local que considerar apropriados".
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