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Irã adverte que qualquer interferência na gestão do estreito de Ormuz aumentará as tensões

© AP Photo / Khaled ElfiqiO chefe da diplomacia iraniana, Abbas Aragchi
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Aragchi - Sputnik Brasil, 1920, 28.06.2026
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Teerã está instando à não interferência na situação no estreito de Ormuz, alertando que, caso contrário, o processo de reabertura da rota poderá ser atrasado. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, após os recentes confrontos armados com os EUA.
"Qualquer interferência nesta questão ou qualquer tentativa de impor um regime separado [para a navegação] complicará ainda mais a situação, atrasará a reabertura do estreito de Ormuz e aumentará as tensões", declarou Abbas Araghchi durante uma coletiva de imprensa ao lado de seu homólogo iraquiano, Fuad Hussein.
O ministro das Relações Exteriores iraniano indicou que, de acordo com o memorando assinado em Islamabad, uma vez superados os obstáculos, o estreito de Ormuz retornará, em 30 dias, à sua capacidade de trânsito pré-conflito, sob o controle exclusivo do Irã, que assumirá total responsabilidade pela implementação do acordo.
Araghchi afirmou que o Irã insta todas as partes a respeitarem o memorando e a se absterem de qualquer interferência no processo de reabertura e administração do estreito de Ormuz.
Ele também enfatizou que Teerã permanece firmemente comprometida com o desenvolvimento das relações estratégicas com o Iraque nas esferas econômica, política e de segurança.
A bandeira nacional iraniana hasteada à meio mastro na Embaixada do Irã em Moscou, Rússia, depois que um helicóptero que transportava o presidente iraniano Ebrahim Raisi, o ministro das Relações Exteriores Hossein Amirabdollahian e seus companheiros caiu no noroeste do Irã, 20 de maio de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 28.06.2026
Panorama internacional
Operação dos EUA contra o Irã levou ao pior cenário possível para Washington, relata jornal
Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, denunciou nas redes sociais um suposto ataque com drones realizado pelo Irã contra embarcações no estreito de Ormuz, que teria danificado um navio mercante. O presidente classificou o incidente como uma "violação insensata" do cessar-fogo bilateral.
Em resposta, Washington informou ter bombardeado alvos em território iraniano em retaliação ao suposto ataque do Estado persa na região. Consequentemente, o Irã retaliou com ataques contra posições de tropas norte-americanas no Oriente Médio.
Esta é pelo menos a segunda vez que os EUA e o Irã trocam ataques desde que seus presidentes assinaram separadamente um memorando de entendimento na noite de 17 para 18 de junho, com o objetivo de pôr fim a mais de três meses de hostilidades e abrir caminho para negociações sobre um acordo final.
De acordo com o memorando, os EUA se comprometeram a suspender o bloqueio naval contra o Irã em 30 dias e a retirar suas forças estacionadas perto do país persa assim que o acordo final for assinado. Este acordo deve ser negociado em 60 dias e ratificado por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.
Por sua vez, o Irã se comprometeu a facilitar a passagem segura de navios mercantes pelo estreito de Ormuz, gratuitamente, por 60 dias, e a dialogar com Omã e os Estados do golfo Pérsico para regulamentar a futura administração e os serviços marítimos nesta via navegável crucial para o comércio internacional.
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