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Kiev pagará por crimes em Kursk com perda de território para zona de segurança, diz Putin

© Sputnik / POOL / Acessar o banco de imagensEncontro de Vladimir Putin com ex-alunos de instituições de ensino superior ligadas às forças de segurança
Encontro de Vladimir Putin com ex-alunos de instituições de ensino superior ligadas às forças de segurança - Sputnik Brasil, 1920, 28.06.2026
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Em entrevista à agência de notícias russa, o presidente Vladimir Putin comentou o avanço das tropas russas, os recentes ataques ucranianos contra infraestrutura energética e o papel do Ocidente no conflito.
Em sua fala, Putin detalhou as metas da Rússia nas diferentes direções da frente de batalha. Ao norte, nas regiões de Sumy e Vovchansk, o objetivo na região é criar criar uma zona de segurança.
Segundo Putin, não há objetivos políticos definidos para a região. As decisões são tomadas apenas com base em propostas do Ministério da Defesa da Rússia e do Estado-Maior das Forças Armadas.

"Essa tarefa foi definida após a invasão da região de Kursk pelas Forças Armadas da Ucrânia e os ataques contínuos às nossas áreas de fronteira."

Segundo o líder russo, este é preço que o regime de Kiev pagará por seus crimes em Kursk.

"O regime ucraniano pagará por seus crimes em solo de Kursk com a perda dos territórios de que precisamos para criar uma zona de segurança na região fronteiriça."

Ataques ucranianos ao setor energético

Ao comentar os ataques contra instalações do setor energético, Putin afirmou que os danos vêm sendo reparados rapidamente e que o complexo de combustíveis e energia da Rússia continua operando normalmente.
Segundo o presidente, a escassez de combustível é apenas temporária e não tem caráter crítico. "Todos os equipamentos danificados são restaurados rapidamente. Os problemas que surgem não têm caráter crítico. Tudo funciona de forma estável e com ampla margem de segurança."
Para ele, os ataques contra a infraestrutura civil russa têm objetivos que vão além dos danos materiais. Segundo o presidente, essas ações fazem parte de uma operação de informação destinada a provocar insegurança na população, dividir a sociedade russa e pressionar Moscou.
Dessa forma, Kiev tenta interromper a ofensiva ao desviar a atenção das tropas russas da libertação final de Donbass e Novorossiya. "Na atual situação, não descartamos que as Forças Armadas da Ucrânia tentem realizar ataques de distração, utilizando grupos de forças especiais, com o objetivo de desviar nossa atenção."

"Não lhes daremos essa chance", enfatizou. "Todos esses ataques terroristas não têm impacto algum na situação na frente de batalha."

O presidente reconheceu a existência de uma escassez temporária de combustíveis em algumas regiões e afirmou que a situação será resolvida com a conclusão acelerada dos reparos nas instalações do setor energético, o aumento das importações e o reforço da proteção da infraestrutura.
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Melhorias na defesa aérea

Para impedir que estes ataques tenham efeitos mais sérios, Putin defendeu uma atuação coordenada para a proteção da infraestrutura crítica russa, envolvendo todos os níveis envolvidos na defesa contra drones e mísseis. "E, acima de tudo, a principal tarefa é proteger as pessoas, a população civil."
"A primeira tarefa é aumentar de forma rápida e significativa a produção dos sistemas de defesa antiaérea mais demandados", disse.
Segundo o presidente, esses equipamentos precisam ser continuamente aperfeiçoados de acordo com as exigências do campo de batalha e levando em consideração os novos drones e tecnologias fornecidos pelos países europeus à Ucrânia. A Rússia já dispõe dos sistemas efetivos, mas o desafio é acelerar sua fabricação e distribuição.
"Temos efetivamente todos esses sistemas de defesa. A questão é com que rapidez conseguiremos aumentar sua produção e fornecê-los às tropas e à proteção da infraestrutura crítica."

Tratativas com Kiev

Durante a entrevista, Putin revelou que recebeu propostas de Kiev para limitar o conflito. Segundo o presidente, Moscou analisou atentamente as ideias do regime ucraniano, mas as rejeitou.
Dentre elas limitar as hostilidades apenas a quatro regiões: Kherson, Zaporozhie, Donetsk e Lugansk. "Se concordarmos com isso, as Forças Armadas da Ucrânia poderão retirar suas tropas das regiões de Nikolaev, Dnipropetrovsk, Carcóvia e Sumy, bem como de certos trechos da fronteira estatal, e redistribuir essas unidades para as quatro regiões mencionadas."

"Diante da catastrófica escassez de pessoal, as Forças Armadas da Ucrânia aparentemente acreditam que essa poderia ser sua salvação. Mas salvar o regime de Kiev não faz parte dos nossos planos."

Outra proposta apresentada pelo regime de Zelensky era de encerrar ataques profundos. "É claro o motivo dessa proposta, pois nossos ataques retaliatórios em território ucraniano são muito mais poderosos, sensíveis e, francamente, destrutivos, levando a consequências realmente graves para o regime de Kiev."

Avanços russos no front

Vladimir Putin também detalhou os recentes avanços russos na frente de batalha.
O grupo Sever (Norte) estão a cerca de 10,5 quilômetros da cidade ucraniana de Sumy, uma das principais frentes da operação para estabelecer a faixa de segurança ao longo da fronteira.
Já a na direção de Slavyansk, o grupo Yug (Sul) está avançando com sucesso em 15 setores, restando aproximadamente 8 a 9 quilômetros em direção à cidade. Já 96% de Konstantinovka está sob controle das Forças Armadas da Rússia.
O grupo Vostok (Leste), por sua vez, avança de 1 quilômetro a 300 metros por dia, ao longo de uma ampla frente, para libertar a região de Zaporozhie.
Por sua vez, o grupo Dnipro está combatendo com sucesso na região de Orekhovo e próximo às margens do reservatório de Kakhovka. "Bloqueamos efetivamente uma força inimiga heterogênea de cerca de 5 mil soldados na direção de Rubtsovsk, na margem esquerda do rio Oskol."
Por fim, o grupo Zapad (Oeste) está a 2,5 a 4 quilômetros da fronteira oeste de Kupyansk, e os contra-ataques de Kiev não tiveram sucesso
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Trump não foi convencido pela Europa

Putin afirmou duvidar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha mudado sua posição sobre a Ucrânia após conversas com líderes europeus. Segundo o líder russo, Trump é um político experiente e toma suas decisões de forma independente.

"Duvido que isso seja possível. Afinal, o presidente dos Estados Unidos é um político maduro, mais do que maduro, e já bastante experiente", declarou ao comentar a possibilidade de líderes europeus terem influenciado a posição do presidente norte-americano após as negociações realizadas no Alasca.

Putin afirmou ainda que a Rússia espera receber representantes do governo dos Estados Unidos para dar continuidade às negociações bilaterais, após o encerramento da fase mais intensa da crise envolvendo o Irã.

"Esperamos que, após a conclusão de todos os acontecimentos da fase mais intensa da questão iraniana, venham a Moscou os representantes da administração dos Estados Unidos com quem já nos reunimos diversas vezes. Estamos prontos para continuar as negociações".

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Recado ao Ocidente

Ao comentar as avaliações de que a Ucrânia estaria obtendo êxito no conflito, Putin afirmou que os países ocidentais deveriam apenas aguardar.

"Se tudo isso for verdade e a Ucrânia estiver realmente vencendo, então os líderes ocidentais só precisam esperar, e a derrota estratégica da Rússia acontecerá automaticamente. Pois que esperem. Nossas tropas continuarão cumprindo sua missão e farão tudo para alcançar os objetivos da operação militar especial."

Por fim, Putin questionou se os aliados de Kiev consideram o ataque ucraniano contra um dormitório estudantil na cidade de Starobelsk um exemplo do "uso inovador" de drones.
"Li que líderes europeus elogiam o uso inovador de drones. Confesso que imediatamente me ocorreu uma pergunta: o ataque ao dormitório estudantil em Starobelsk também foi um uso inovador? Os líderes ocidentais também elogiaram isso? Não houve uma única palavra sobre esse episódio, não ouvimos absolutamente nada", afirmou.
Em maio, o chefe da República Popular de Lugansk, Leonid Pasechnik, informou que as Forças Armadas da Ucrânia atacaram o prédio acadêmico e o dormitório do Colégio Profissional de Starobelsk, vinculado à Universidade Pedagógica Estatal de Lugansk.
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