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Mercosul abre cúpula em Assunção com presença de líderes globais e avanços técnicos em comércio
Mercosul abre cúpula em Assunção com presença de líderes globais e avanços técnicos em comércio
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Cúpula no Paraguai marca o aniversário de 35 anos do bloco. 29.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-29T11:25-0300
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A 68ª cúpula do Mercosul começou nesta segunda-feira (29), em Assunção, no Paraguai, marcando também as celebrações pelos 35 anos do Tratado de Assunção, que deu origem ao bloco em 1991. A abertura da reunião ministerial do Conselho do Mercado Comum (CMC) foi conduzida pelo chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, em meio a uma ampla agenda de avanços técnicos e preparação para a reunião de chefes de Estado.Na abertura, o chanceler destacou o caráter progressivo do processo de integração e afirmou: "Seguimos alcançando resultados positivos que levam a benefícios para os países e seus cidadãos". Mais cedo, ele ressaltou a jornalistas que, durante a presidência pro tempore do Paraguai, foram realizadas mais de 360 reuniões em diferentes níveis da estrutura institucional do bloco, garantindo continuidade à agenda de integração em temas como facilitação do comércio, infraestrutura, agenda digital e fortalecimento dos controles fronteiriços.Segundo o chanceler, as reuniões da Comissão de Comércio do Mercosul (CCM) e do Grupo Mercado Comum (GMC), realizadas em Assunção nos últimos dias, consolidaram avanços importantes na atualização do regime de origem, no fortalecimento das áreas de controle integrado e em medidas de defesa da concorrência e de proteção do consumidor.A CCM aprovou 22 diretrizes voltadas à facilitação do comércio e à modernização da união aduaneira, enquanto o GMC avançou em temas como tarifa externa comum, desenvolvimento sustentável, incorporação do setor automotivo e agenda digital. Também foi concluído o acordo de reconhecimento mútuo de identificação e autenticação eletrônica, considerado um passo decisivo para a integração digital do bloco.Confirmaram presença sete chefes de Estado: os cinco dos Estados partes do Mercosul, além dos presidentes José Antonio Kast, do Chile, e Daniel Noboa, do Equador. Também estarão presentes chanceleres de Estados associados, como Colômbia, Chile e Panamá. Entre os convidados especiais estão o ministro de Comércio dos Emirados Árabes Unidos, os ministros das Relações Exteriores de Alemanha, e Trinidad e Tobago, e o primeiro vice-presidente do Senado do Uzbequistão.Segundo o chanceler paraguaio, a cúpula contará ainda com delegações empresariais de Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Chile, reunindo mais de 30 empresários interessados em oportunidades comerciais e de investimento no Paraguai, o que foi descrito como "uma mostra inequívoca do interesse que desperta o Paraguai em diferentes partes do mundo".Na área de integração econômica, seguem em destaque as discussões sobre a possível incorporação dos setores automotivo e açucareiro à união aduaneira, além da eliminação de algumas barreiras ao comércio intrabloco. O Mercosul também avança na modernização das fronteiras com a implementação de padrões mínimos, interoperabilidade de sistemas e gestão de risco nas áreas de controle integrado.Outro ponto central da cúpula é o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem, no acrônimo em espanhol), que financia projetos de infraestrutura e redução de assimetrias regionais. De acordo com o Itamaraty brasileiro, Brasília deve anunciar uma ampliação de sua contribuição para a nova etapa do fundo, que já financiou milhares de quilômetros de rodovias e ferrovias, redes de saneamento, energia e habitação, e projetos sociais em toda a região. Em Assunção, também devem ser aprovados novos projetos voltados a regiões de fronteira e desenvolvimento local.A agenda externa do bloco reforça a estratégia de diversificação de parcerias, com negociações em andamento com Canadá, Japão, Vietnã, Índia, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e diversas nações da América Latina e Caribe.
https://noticiabrasil.net.br/20260626/falta-de-consenso-interno-faz-mercosul-priorizar-acordos-extrarregionais-apontam-analistas-51698572.html
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Mercosul abre cúpula em Assunção com presença de líderes globais e avanços técnicos em comércio
11:25 29.06.2026 (atualizado: 13:48 29.06.2026) Cúpula no Paraguai marca o aniversário de 35 anos do bloco.
A 68ª cúpula do Mercosul começou nesta segunda-feira (29), em Assunção, no Paraguai, marcando também as celebrações pelos 35 anos do Tratado de Assunção, que deu origem ao bloco em 1991. A abertura da reunião ministerial do Conselho do Mercado Comum (CMC) foi conduzida pelo chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, em meio a uma ampla agenda de avanços técnicos e preparação para a reunião de chefes de Estado.
Na abertura, o chanceler destacou o
caráter progressivo do processo de integração e afirmou: "Seguimos alcançando resultados positivos que levam a benefícios para os países e seus cidadãos". Mais cedo, ele ressaltou a jornalistas que, durante a presidência pro tempore do Paraguai, foram realizadas
mais de 360 reuniões em diferentes níveis da estrutura institucional do bloco, garantindo continuidade à agenda de integração em temas como
facilitação do comércio, infraestrutura, agenda digital e fortalecimento dos controles fronteiriços.
Segundo o chanceler, as reuniões da Comissão de Comércio do Mercosul (CCM) e do Grupo Mercado Comum (GMC), realizadas em Assunção nos últimos dias, consolidaram avanços importantes na atualização do regime de origem, no fortalecimento das áreas de controle integrado e em medidas de defesa da concorrência e de proteção do consumidor.
A CCM aprovou 22 diretrizes voltadas à facilitação do comércio e à modernização da união aduaneira, enquanto o GMC avançou em temas como tarifa externa comum, desenvolvimento sustentável, incorporação do setor automotivo e agenda digital. Também foi concluído o acordo de reconhecimento mútuo de identificação e autenticação eletrônica, considerado um passo decisivo para a integração digital do bloco.
Confirmaram presença sete chefes de Estado: os cinco dos Estados partes do Mercosul, além dos presidentes
José Antonio Kast, do Chile, e
Daniel Noboa, do Equador. Também estarão presentes chanceleres de Estados associados, como Colômbia, Chile e Panamá. Entre os convidados especiais estão o ministro de Comércio dos Emirados Árabes Unidos, os ministros das Relações Exteriores de Alemanha, e Trinidad e Tobago, e o primeiro vice-presidente do Senado do Uzbequistão.
Segundo o chanceler paraguaio, a cúpula contará ainda com delegações empresariais de Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Chile,
reunindo mais de 30 empresários interessados em oportunidades comerciais e de
investimento no Paraguai, o que foi descrito como "uma mostra inequívoca do interesse que desperta o Paraguai em diferentes partes do mundo".
Na área de integração econômica, seguem em destaque as discussões sobre a possível incorporação dos setores automotivo e açucareiro à união aduaneira, além da eliminação de algumas barreiras ao comércio intrabloco. O Mercosul também avança na modernização das fronteiras com a implementação de padrões mínimos, interoperabilidade de sistemas e gestão de risco nas áreas de controle integrado.
Outro ponto central da cúpula é o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem, no acrônimo em espanhol), que financia projetos de infraestrutura e redução de assimetrias regionais. De acordo com o Itamaraty brasileiro, Brasília deve anunciar uma ampliação de sua contribuição para a nova etapa do fundo, que já financiou milhares de quilômetros de rodovias e ferrovias, redes de saneamento, energia e habitação, e projetos sociais em toda a região. Em Assunção, também devem ser aprovados novos projetos voltados a regiões de fronteira e desenvolvimento local.
A agenda externa do bloco reforça a estratégia de diversificação de parcerias, com negociações em andamento com Canadá, Japão, Vietnã, Índia, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e diversas nações da América Latina e Caribe.
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