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EUA sancionam brasileiros e empresas por suposta rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC
EUA sancionam brasileiros e empresas por suposta rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Sputnik Brasil
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (1º) a imposição de sanções contra dois cidadãos brasileiros, três empresas sediadas no país e uma companhia... 01.07.2026, Sputnik Brasil
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A decisão foi oficializada pelo Departamento do Tesouro norte-americano em comunicado. A medida marca a primeira rodada de sanções adotada pelo governo do presidente Donald Trump após a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais, anunciada no último mês.De acordo com o Tesouro, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira são apontados como integrantes de uma estrutura responsável por movimentar recursos provenientes de atividades ilícitas por meio de empresas de fachada e operações com criptomoedas. Segundo Washington, o objetivo seria ocultar a origem do dinheiro e financiar as atividades da organização criminosa.Washington afirma que Shimada e sua organização lavaram mais de US$ 30 milhões (R$ 156,3 milhões) utilizando ativos digitais para remeter os recursos ao Brasil. O órgão americano também afirma que, em janeiro de 2025, o empresário chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil após uma investigação apontar que uma de suas empresas teria sido usada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro em um suposto esquema de fraude publicitária.Já as empresas atingidas pelas sanções são Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda.Pelas regras anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, todos os bens e interesses dos sancionados sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas norte-americanos ficam proibidos de realizar transações com os alvos da medida.O bloqueio também se estende a empresas com controle de pelo menos 50%, direto ou indireto, por parte dos sancionados. Washington ainda alerta que instituições financeiras estrangeiras poderão ser alvo de sanções secundárias caso facilitem operações consideradas relevantes em benefício dos designados.Maior organização criminosa do OcidenteNo comunicado, o governo dos EUA volta a descrever o PCC como "a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirma que a facção representa uma ameaça à segurança nacional do país. Washington também sustenta que o grupo utiliza o sistema financeiro norte-americano para lavar recursos obtidos com atividades criminosas.Segundo o documento, o grupo ampliou sua atuação internacional nos últimos anos, estabelecendo presença significativa em países como Reino Unido, Turquia e Japão.As investigações, segundo o Tesouro, identificaram uma rede de lavagem de dinheiro que vinha sendo apurada no estado da Flórida. O comunicado informa ainda que outros seis suspeitos ligados ao mesmo esquema foram presos nos Estados Unidos em janeiro.Por fim, o departamento cita uma investigação conduzida pelas autoridades brasileiras que identificou um esquema de lavagem de dinheiro baseado em comércio internacional. Segundo o texto, a estrutura utilizava uma rede chinesa de distribuição de eletrônicos e uma plataforma chinesa de comércio eletrônico para movimentar mais de US$ 190 milhões (R$ 990 milhões) em apenas sete meses.
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américas, donald trump, estados unidos, washington, comando vermelho (cv), primeiro comando da capital (pcc), departamento do tesouro dos eua, eua, combate ao crime organizado, crime organizado, facções criminosas, grupos terroristas, organizações terroristas, sanções, lavagem de dinheiro
EUA sancionam brasileiros e empresas por suposta rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC
13:45 01.07.2026 (atualizado: 15:46 01.07.2026) Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (1º) a imposição de sanções contra dois cidadãos brasileiros, três empresas sediadas no país e uma companhia portuguesa por suposta participação em um esquema internacional de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão foi oficializada pelo Departamento do Tesouro norte-americano em comunicado. A medida marca a
primeira rodada de sanções adotada pelo governo do presidente Donald Trump após a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como
organizações terroristas internacionais, anunciada no último mês.
De acordo com o Tesouro, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira são apontados como integrantes de uma estrutura responsável por movimentar recursos provenientes de atividades ilícitas por meio de empresas de fachada e operações com criptomoedas. Segundo Washington, o objetivo seria ocultar a origem do dinheiro e financiar as atividades da organização criminosa.
Washington afirma que Shimada e sua organização
lavaram mais de US$ 30 milhões (R$ 156,3 milhões) utilizando ativos digitais para remeter os recursos ao Brasil. O órgão americano também afirma que, em janeiro de 2025,
o empresário chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil após uma investigação apontar que uma de suas empresas teria sido usada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro em um suposto esquema de
fraude publicitária.Já as empresas
atingidas pelas sanções são Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda.
Pelas regras anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, todos os bens e interesses dos sancionados sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas norte-americanos ficam proibidos de realizar transações com os alvos da medida.
O bloqueio também se estende a empresas com controle de pelo menos 50%, direto ou indireto, por parte dos sancionados. Washington ainda alerta que instituições financeiras estrangeiras poderão ser alvo de sanções secundárias caso facilitem operações consideradas relevantes em benefício dos designados.
Maior organização criminosa do Ocidente
No comunicado, o governo dos EUA volta a descrever o PCC como "a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirma que a facção representa uma
ameaça à segurança nacional do país. Washington também sustenta que o grupo utiliza o sistema financeiro norte-americano para lavar recursos obtidos com atividades criminosas.
Segundo o documento, o grupo ampliou sua atuação internacional nos últimos anos, estabelecendo presença significativa em países como Reino Unido, Turquia e Japão.
As investigações, segundo o Tesouro, identificaram uma rede de lavagem de dinheiro que vinha sendo apurada no estado da Flórida. O comunicado informa ainda que outros seis suspeitos ligados ao mesmo esquema foram presos nos Estados Unidos em janeiro.
Por fim, o departamento cita uma investigação conduzida pelas autoridades brasileiras que identificou um esquema de lavagem de dinheiro baseado em comércio internacional. Segundo o texto, a estrutura utilizava uma rede chinesa de distribuição de eletrônicos e uma plataforma chinesa de comércio eletrônico para movimentar mais de US$ 190 milhões (R$ 990 milhões) em apenas sete meses.
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