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Itália bloqueia compromisso da OTAN de manter ajuda militar à Ucrânia em 2027, diz jornal

© SputnikSoldado nos exercícios táticos Three Swords 2021, realizados em conjunto pelas Forças Armadas da Ucrânia e por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), no centro de treinamento de Yavorovsky, região de Lvov, na Ucrânia
Soldado nos exercícios táticos Three Swords 2021, realizados em conjunto pelas Forças Armadas da Ucrânia e por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), no centro de treinamento de Yavorovsky, região de Lvov, na Ucrânia - Sputnik Brasil, 1920, 01.07.2026
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Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não conseguiram chegar a um consenso sobre um compromisso de longo prazo para manter a ajuda militar à Ucrânia em 2027. As discussões ocorreram em meio às negociações preparatórias para a cúpula da aliança, prevista para os dias 7 e 8 de julho, em Ancara.
Porém, segundo a mídia alemã, a Itália se opôs à proposta durante a reunião de representantes dos países-membros em Bruxelas. As fontes diplomáticas relevaram ainda que há resistência à inclusão de um trecho que estabeleceria o compromisso dos aliados de manter, em 2027, "pelo menos um nível comparável" de assistência militar à Ucrânia.
A mídia revelou ainda que os membros da OTAN chegaram a um acordo para destinar 70 bilhões de euros (R$ 413 bilhões) em apoio militar a Kiev em 2026, mas as divergências impediram um entendimento sobre a manutenção dos recursos no próximo ano. E foi justamente a Itália que bloqueou a formalização desse compromisso, acrescenta a publicação.
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Os Estados Unidos, por sua vez, impediram a inclusão, no projeto da declaração final, de uma referência à "ligação inseparável" entre a segurança da Ucrânia e a da Europa. Como resultado, o texto passou a conter apenas a formulação de que "a Ucrânia contribui para a segurança transatlântica".
Uma nova rodada de negociações entre representantes dos países da OTAN sobre o texto da declaração está prevista para a próxima quinta (2). A Rússia sustenta que o fornecimento de armamentos à Ucrânia dificulta uma solução para o conflito, envolve diretamente os países da aliança e representa uma "brincadeira com fogo".
Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou anteriormente que qualquer carregamento contendo armas destinadas à Ucrânia seria considerado um alvo legítimo para as forças russas. O Kremlin também argumenta que o envio contínuo de armamentos ocidentais a Kiev não favorece as negociações e terá efeitos negativos.
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