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'Houston, temos um problema': serviço diplomático da UE sofre com baixa moral, diz mídia
'Houston, temos um problema': serviço diplomático da UE sofre com baixa moral, diz mídia
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Desde sua criação, há 16 anos, o Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS, na sigla em inglês) tem sido atormentado por problemas estruturais, conflitos internos... 02.07.2026, Sputnik Brasil
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O artigo aponta que no EEAS cresce o descontentamento com o conflito entre a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como com as contradições e os conflitos internos.Segundo o jornal, as raízes dos problemas foram estabelecidas há duas décadas, quando o serviço foi criado como um compromisso: os países queriam que a Europa falasse com mais peso no cenário internacional, mas não estavam dispostos a transferir controle suficiente sobre a política externa para criar um ministério de fato.Como resultado, o EEAS ficou "nem lá nem cá", preso entre a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e os 27 Estados-membros, acrescenta o material.Cerca de dois terços dos 5 mil funcionários são servidores da Comissão Europeia com contratos permanentes, e um terço são diplomatas enviados por países da União Europeia (UE) por mandatos de quatro anos. Isso gera tensão e disputa por influência entre os dois grupos, explica a publicação.Segundo um ex-funcionário sênior, o serviço estava em estado de disfunção grave há vários anos. Há uma cultura de favoritismo nas nomeações, e centenas de funcionários estão de férias por estresse.Os problemas orçamentários também agravam a situação, pois Kallas alertou que os fundos alocados para o EEAS, de aproximadamente €1 bilhão (R$ 5,92 bilhões), não são suficientes. Além disso, o ex-chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse ao jornal que "se você não sabe quem está no comando de quê, não pode esperar ser assertivo".A publicação observa que nenhum dos quatro executivos do EEAS, incluindo Kallas, conseguiu superar completamente os problemas sistêmicos do serviço. Algumas autoridades propõem a abolição do EEAS e o retorno de suas funções à estrutura da Comissão Europeia.Outros acreditam que a diplomacia europeia não se adaptou a um mundo em mudança, adotando abordagens abstratas e orientadas por valores, em vez de interesses específicos, conclui a reportagem.Na quarta-feira (1º), Borrell afirmou que a Comissão Europeia está confundindo a questão de quem representa a Europa no cenário mundial em matérias de diplomacia e defesa.Borrell observou que, na semana passada, a comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, se reuniu com autoridades israelenses poucos dias depois de o chanceler de Israel, Gideon Saar, ter anunciado o rompimento das relações com Kallas. Isso demonstra que a Comissão Europeia está extrapolando seus poderes.
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'Houston, temos um problema': serviço diplomático da UE sofre com baixa moral, diz mídia
Desde sua criação, há 16 anos, o Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS, na sigla em inglês) tem sido atormentado por problemas estruturais, conflitos internos e crescentes críticas à sua eficácia, escreve um jornal ocidental.
O artigo aponta que no EEAS cresce o descontentamento com o conflito entre a chefe da diplomacia europeia,
Kaja Kallas, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como com as contradições e os conflitos internos.
"Deixando de lado Kallas, von der Leyen e os demais, de fato temos uma situação de 'Houston, temos um problema'", declarou à mídia Nathalie Tocci, ex-conselheira especial dos antecessores de Kallas — Federica Mogherini e Josep Borrell — referindo-se à falha catastrófica dos sistemas da missão Apollo 13.
Segundo o jornal, as raízes dos problemas foram estabelecidas há duas décadas, quando o serviço foi criado como um compromisso: os países queriam que a Europa falasse com mais peso no cenário internacional, mas não estavam dispostos a transferir controle suficiente sobre a política externa para criar um ministério de fato.
Como resultado, o EEAS ficou "nem lá nem cá", preso entre a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e os 27 Estados-membros, acrescenta o material.
Cerca de dois terços dos 5 mil funcionários são servidores da
Comissão Europeia com contratos permanentes, e um terço são diplomatas enviados por países da União Europeia (UE) por mandatos de quatro anos.
Isso gera tensão e disputa por influência entre os dois grupos, explica a publicação.
Segundo um ex-funcionário sênior, o serviço estava em estado de disfunção grave há vários anos. Há uma cultura de favoritismo nas nomeações, e centenas de funcionários estão de férias por estresse.
Os problemas orçamentários também agravam a situação, pois Kallas alertou que os fundos alocados para o EEAS, de aproximadamente €1 bilhão (R$ 5,92 bilhões), não são suficientes. Além disso, o ex-chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse ao jornal que "se você não sabe quem está no comando de quê, não pode esperar ser assertivo".
A publicação observa que nenhum dos quatro executivos do EEAS, incluindo Kallas, conseguiu superar completamente os problemas sistêmicos do serviço. Algumas autoridades propõem a abolição do EEAS e o retorno de suas funções à estrutura da Comissão Europeia.
Outros acreditam que a diplomacia europeia não se adaptou a um
mundo em mudança,
adotando abordagens abstratas e orientadas por valores, em vez de interesses específicos, conclui a reportagem.
Na quarta-feira (1º), Borrell afirmou que a Comissão Europeia está confundindo a questão de quem representa a Europa no cenário mundial em matérias de diplomacia e defesa.
Borrell observou que, na semana passada, a comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, se reuniu com autoridades israelenses poucos dias depois de o chanceler de Israel, Gideon Saar, ter anunciado o rompimento das relações com Kallas. Isso demonstra que a Comissão Europeia está extrapolando seus poderes.
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