https://noticiabrasil.net.br/20260702/voz-do-sul-global-esta-se-tornando-mais-forte-no-g20-afirma-representante-russo-51865135.html
Voz do Sul Global está se tornando mais forte no G20, afirma representante russo
Voz do Sul Global está se tornando mais forte no G20, afirma representante russo
Sputnik Brasil
O representante da Rússia no G20, Denis Agafonov, abordou os principais temas da próxima cúpula, que será realizada em Miami em dezembro, e enfatizou que o... 02.07.2026, Sputnik Brasil
2026-07-02T09:20-0300
2026-07-02T09:20-0300
2026-07-02T09:58-0300
panorama internacional
europa
mundo
rússia
g20
eua
áfrica do sul
sul global
política internacional
multilateralismo
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/07/02/51864742_0:54:1024:630_1920x0_80_0_0_ac92fa370158152a7c1e895ef93a4dbc.jpg
Equilíbrio de poder na próxima cúpulaA crescente proeminência econômica do Sul Global está sendo sentida no G20, afirmou Agafonov, ressaltando que Moscou valoriza muito as contribuições desses países para o grupo.Agafonov observou que "a economia global está em transição hoje porque os centros de crescimento estão mudando sem diretrizes comuns para regular essa evolução". Trata-se de uma "mudança geopolítica", acrescentou, observando que o foco e os centros de crescimento econômico estão se deslocando para o Sul Global.Nesse contexto, a Rússia desaprova a exclusão da África do Sul das reuniões do G20 durante a presidência norte-americana dessa plataforma multinacional, afirmou o diplomata.Os EUA decidiram não enviar uma delegação de alto nível à cúpula do G20 em Joanesburgo, em novembro de 2025; por sua vez, a África do Sul recusou-se a passar o bastão para um representante da Embaixada dos EUA, após o presidente Donald Trump ter anunciado que a nação africana não seria convidada para a cúpula do G20 em Miami, em dezembro de 2026.O diplomata russo expressou a esperança de que a África do Sul, membro do grupo BRICS e um "país amigo" da Rússia, retome suas atividades no âmbito do G20.Por outro lado, Agafonov sugeriu que a inclusão da Polônia no G20 alteraria o equilíbrio de poder nessa plataforma multinacional, observando que a Europa está "super-representada" no G20.Agafonov reconheceu a importância da economia polonesa, mas ao mesmo tempo salientou que "há uma série de nações cujo produto interno bruto (PIB) é o dobro do da Polônia e que tradicionalmente participam como convidadas" do G20.Em relação à participação da Rússia, ele observou que os Estados Unidos não apresentaram, até o momento, nenhum obstáculo intransponível à participação do país euroasiático nos eventos do G20.Ele também enfatizou que a composição da delegação russa para a cúpula do G20 em dezembro será definida à medida que a data da reunião se aproximar, anunciou o representante russo.Foco econômicoO diplomata acrescentou que a Rússia considera positivo o fato de, sob a presidência dos EUA, a agenda do G20 estar focada em questões econômicas e já ter comunicado a Washington o interesse das empresas russas em participar dos eventos do grupo.Nesse sentido, ele enfatizou que Moscou considera encorajador o início da presidência norte-americana do G20, mas que os desdobramentos mais importantes ainda estão por vir. Ele ressaltou que a Rússia levanta questões relacionadas a sanções e restrições que afetam a economia global no G20.
https://noticiabrasil.net.br/20260426/enquanto-o-g20-vira-um-clube-de-fotos-brics-constroi-bancos-e-infraestrutura-de-pagamentos-49915913.html
https://noticiabrasil.net.br/20260420/africa-do-sul-nao-pode-ser-vetada-do-g20-afirma-lula-em-resposta-a-trump-49815068.html
áfrica do sul
sul global
miami
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/07/02/51864742_57:0:968:683_1920x0_80_0_0_e5fd39cc85acb1ac4703a46886cf2e2f.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
europa, mundo, rússia, g20, eua, áfrica do sul, sul global, política internacional, multilateralismo, brics, donald trump, embaixada, miami, embaixador, embaixador russo
europa, mundo, rússia, g20, eua, áfrica do sul, sul global, política internacional, multilateralismo, brics, donald trump, embaixada, miami, embaixador, embaixador russo
Voz do Sul Global está se tornando mais forte no G20, afirma representante russo
09:20 02.07.2026 (atualizado: 09:58 02.07.2026) O representante da Rússia no G20, Denis Agafonov, abordou os principais temas da próxima cúpula, que será realizada em Miami em dezembro, e enfatizou que o fórum é um mecanismo eficaz para o desenvolvimento de padrões universais em escala global.
Equilíbrio de poder na próxima cúpula
A
crescente proeminência econômica do Sul Global está sendo sentida no G20, afirmou Agafonov, ressaltando que Moscou valoriza muito as
contribuições desses países para o grupo.
"A voz dos países do Sul Global está se tornando mais forte agora. E o mais importante é que isso se deve não tanto à nossa perspectiva ou cooperação, mas, em grande parte, ao papel que os países do Sul Global estão começando a desempenhar na economia mundial", declarou.
Agafonov observou que "a
economia global está em transição hoje porque os centros de crescimento estão mudando sem diretrizes comuns para regular essa evolução". Trata-se de uma "mudança geopolítica", acrescentou, observando que o
foco e os centros de crescimento econômico estão se deslocando para o Sul Global.
Nesse contexto, a Rússia desaprova a exclusão da África do Sul das reuniões do G20 durante a presidência norte-americana dessa plataforma multinacional, afirmou o diplomata.
Os
EUA decidiram não enviar uma delegação de alto nível à cúpula do G20 em Joanesburgo, em novembro de 2025; por sua vez, a África do Sul
recusou-se a passar o bastão para um representante da Embaixada dos EUA, após o presidente Donald Trump ter anunciado que a nação africana não seria convidada para a cúpula do G20 em Miami, em dezembro de 2026.
"É claro que não podemos, de forma alguma, apoiar ou aceitar a decisão dos EUA de não convidar representantes da África do Sul. Consideramos essa uma decisão arbitrária e estamos afirmando isso inequivocamente aos nossos colegas", disse Agafonov a repórteres.
O diplomata russo expressou a esperança de que a África do Sul, membro do grupo BRICS e um "país amigo" da Rússia, retome suas atividades no âmbito do G20.
Por outro lado, Agafonov sugeriu que a
inclusão da Polônia no G20 alteraria o equilíbrio de poder nessa plataforma multinacional, observando que a Europa está "
super-representada" no G20.
Agafonov reconheceu a importância da economia polonesa, mas ao mesmo tempo salientou que "há uma série de nações cujo produto interno bruto (PIB) é o dobro do da Polônia e que tradicionalmente participam como convidadas" do G20.
"Qualquer decisão sobre a admissão de novos países deve ser tomada por consenso", enfatizou Agafonov a esse respeito.
Em relação à
participação da Rússia, ele observou que os
Estados Unidos não apresentaram, até o momento, nenhum obstáculo intransponível à participação do país euroasiático nos eventos do G20.
Ele também enfatizou que a composição da delegação russa para a cúpula do G20 em dezembro será definida à medida que a data da reunião se aproximar, anunciou o representante russo.
O diplomata acrescentou que a Rússia considera positivo o fato de, sob a presidência dos EUA, a agenda do G20 estar focada em
questões econômicas e já ter comunicado a Washington o
interesse das empresas russas em participar dos eventos do grupo.
"Acreditamos que é muito importante permanecermos parte desse processo, promovermos nossas prioridades, defendermos nossos interesses, por exemplo, no setor de energia, na área de alta tecnologia, inovação e estratégias para o crescimento econômico", afirmou Agafonov.
Nesse sentido, ele enfatizou que
Moscou considera encorajador o início da presidência norte-americana do G20, mas que os
desdobramentos mais importantes ainda estão por vir. Ele ressaltou que a Rússia levanta
questões relacionadas a sanções e
restrições que afetam a economia global no G20.
"Se as sanções forem analisadas sob uma perspectiva econômica, elas são restrições e barreiras, assim como quaisquer tarifas ou outras medidas regulatórias não mercantis. Portanto, naturalmente, damos atenção a essas questões no âmbito do G20", afirmou Agafonov.
O G20 é composto por 19 países (Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia e Reino Unido), a União Europeia e, desde 2023, a União Africana.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).