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Equipe de Zelensky vê ex-chefe das Forças Armadas como rival e monitora seus movimentos, diz mídia

© AP Photo / Kin CheungVladimir Zelensky olha para a imprensa em Downing Street, Londres, 8 de dezembro de 2025
Vladimir Zelensky olha para a imprensa em Downing Street, Londres, 8 de dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 03.07.2026
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A equipe do líder ucraniano Vladimir Zelensky considera o embaixador ucraniano no Reino Unido e ex-comandante-chefe das Forças Armadas, Valery Zaluzhny, um potencial candidato à presidência e, por isso, busca monitorar seus movimentos políticos, informou nesta sexta-feira (3) um jornal ucraniano.
Na última quarta-feira, outro jornal ucraniano, citando fontes, informou que Zaluzhny foi convocado a Kiev antes da renúncia do primeiro-ministro britânico. Segundo a publicação, Zelensky perguntou diretamente ao ex-comandante se ele disputaria a presidência caso eleições fossem realizadas no outono, recebendo uma resposta afirmativa.
"O general de ferro", como Zaluzhny é conhecido na Ucrânia, "continua sendo visto como uma ameaça séria para a Bankova", rua onde fica o gabinete presidencial, revelou o jornal. Segundo o veículo, embora o ex-comandante nunca tenha declarado publicamente a intenção de entrar na política, a equipe de Zelensky o considera um concorrente e tenta manter seus passos sob vigilância.
De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, os rumores sobre uma possível eleição ainda neste ano teriam sido disseminados por adversários políticos de Zelensky. O objetivo seria reforçar a defesa da realização de eleições durante o conflito, cenário em que, segundo essas fontes, o atual presidente teria grandes chances de ser derrotado, além de manter Zaluzhny em evidência como principal rival político.
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Nos bastidores da política ucraniana, porém, prevalece a avaliação de que Zelensky continua sem interesse em convocar eleições. Segundo a mídia local, o principal obstáculo seria justamente a popularidade de Zaluzhny, que ainda manteria índices de aprovação suficientes para derrotar o atual presidente em um eventual segundo turno.
O ex-deputado Boryslav Bereza, citado pela publicação, afirmou que o gabinete presidencial cogita eleições antecipadas porque uma eventual perda de poder poderia resultar em responsabilizações por decisões tomadas durante o conflito, além de escândalos de corrupção e reveses militares.
Já o cientista político ucraniano Kost Bondarenko afirmou que o vazamento de informações sobre a conversa entre Zelensky e Zaluzhny pode ter servido para medir a reação da opinião pública à possibilidade de eleições.
Em fevereiro, uma pesquisa do instituto Ipsos apontou que os ucranianos demonstravam maior confiança em Zaluzhny, no chefe da inteligência militar Kirill Budanov e até no boxeador Aleksandr Usyk do que em Zelensky. Em junho, um levantamento do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev mostrou que a parcela da população que defende a substituição de Zelensky após o fim do conflito com a Rússia aumentou de 23% para 67% nos últimos três anos.
O mandato presidencial de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. As eleições presidenciais previstas para aquele ano foram suspensas em razão da lei marcial e da mobilização geral. À época, Zelensky afirmou que o pleito seria "inoportuno".
Em dezembro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a realização de eleições na Ucrânia e chamou Zelensky de "ditador sem eleições", alegando que sua aprovação havia caído para 4%.
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