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Governo corre contra o relógio e entrega 13 unidades de ensino; ministro nega cortes na Capes
Governo corre contra o relógio e entrega 13 unidades de ensino; ministro nega cortes na Capes
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Em uma corrida contra o calendário da legislação eleitoral, o governo federal brasileiro realizou, nesta sexta-feira (3), megacerimônia simultânea para... 03.07.2026, Sputnik Brasil
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A entrega das estruturas ocorre no limite do prazo legal da lei eleitoral brasileira, que restringe a participação de autoridades em inaugurações públicas nos três meses que antecedem o pleito de outubro. A ex-ministra do Meio Ambiente e atual pré-candidata ao Senado, Marina Silva (Rede-SP), que esteve presente no palanque paulista, destacou a pressão cronológica sobre o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)."Hoje é o último dia para inaugurações antes da restrição eleitoral prevista em lei", alertou Marina Silva. "Fizemos a jornada na educação, temos a jornada agora da saúde com o ministro [Alexandre] Padilha, depois do Minha Casa Minha Vida", completou, detalhando a maratona de entregas promovida pelo Palácio do Planalto para escoar os projetos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).Cortes na CapesCientistas e reitores manifestaram preocupação com o desenho final da Lei Orçamentária Anual (LOA), que consolidou pressões de corte sobre o caixa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).Questionado pela Sputnik Brasil se a pasta projeta novas recomposições orçamentárias carimbadas para o órgão de fomento, nos moldes do socorro emergencial de janeiro que devolveu R$ 230 milhões às bolsas de pesquisa, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, rechaçou a existência de perdas reais e adotou discurso de solidez fiscal.O ministro ponderou que as limitações momentâneas de empenho financeiro decorrem da dinâmica natural de ajuste das contas da União. "É claro que ao longo do ano você tem bloqueios orçamentários, que depois são devolvidos assim que a arrecadação melhora e que os gastos obrigatórios nos permitem que a gente refaça esses investimentos. Todos os anos são assim. Eu estou há muito tempo no ministério, sempre tem bloqueio orçamentário para essa reorganização e depois os recursos voltam", explicou o chefe do MEC.Expansão da rede e transição educacionalO novo Campus Mauá do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) recebeu aporte de R$ 37 milhões do governo federal para a desapropriação, reforma e compra de equipamentos de uma antiga faculdade privada da região, que estava desativada.Barchini defendeu o impacto social da medida e a prioridade dada ao modelo de ensino integrado. "O presidente Lula costuma dizer que não há nada que traga maior orgulho para um pai ou para uma mãe do que o seu filho ter a oportunidade de estudar numa escola melhor do que aquela que eles estudaram. Aqui, estudar no instituto federal é quase uma dádiva."A direção da nova unidade em Mauá confirmou que os cursos regulares começarão de forma gradual. Enquanto os programas de qualificação de curta duração têm início imediato no segundo semestre, o processo de seleção e matrícula para o Ensino Médio Integrado ocorrerá no final do ano, visando a abertura das salas de aula no início do próximo período letivo. Segundo a reitoria local, as formações foram desenhadas a partir de audiências públicas com a comunidade para responder diretamente às demandas da cadeia industrial e de serviços do Grande ABC paulista.
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Governo entrega 10 institutos federais em ato simultâneo em 7 estados
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Governo corre contra o relógio e entrega 13 unidades de ensino; ministro nega cortes na Capes
14:14 03.07.2026 (atualizado: 15:22 03.07.2026) Em uma corrida contra o calendário da legislação eleitoral, o governo federal brasileiro realizou, nesta sexta-feira (3), megacerimônia simultânea para inaugurar 13 novas unidades educacionais em sete estados do país. O evento central ocorreu em Mauá, na Grande São Paulo.
A entrega das estruturas ocorre no
limite do prazo legal da lei eleitoral brasileira, que restringe a participação de autoridades em inaugurações públicas nos três meses que antecedem o pleito de outubro. A ex-ministra do Meio Ambiente e atual pré-candidata ao Senado, Marina Silva (Rede-SP),
que esteve presente no palanque paulista, destacou a pressão cronológica sobre o gabinete do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Hoje é o último dia para inaugurações antes da restrição eleitoral prevista em lei", alertou Marina Silva. "Fizemos a jornada na educação, temos a jornada agora da saúde com o ministro [Alexandre] Padilha, depois do Minha Casa Minha Vida", completou, detalhando a maratona de entregas promovida pelo Palácio do Planalto para escoar os projetos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Cientistas e reitores manifestaram preocupação com o desenho final da Lei Orçamentária Anual (LOA), que consolidou pressões de corte sobre o caixa da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Questionado pela Sputnik Brasil se a pasta projeta novas recomposições orçamentárias carimbadas para o órgão de fomento, nos moldes do socorro emergencial de janeiro que devolveu R$ 230 milhões às bolsas de pesquisa, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, rechaçou a existência de perdas reais e adotou discurso de solidez fiscal.
"Não houve redução de orçamento com relação ao ano passado, pelo contrário. O orçamento do Ministério da Educação este ano, de R$ 268 bilhões, é o maior orçamento da história, tanto em termos nominais quanto em termos reais", disse Barchini.
O ministro ponderou que as limitações momentâneas de empenho financeiro decorrem da dinâmica natural de ajuste das contas da União. "É claro que ao longo do ano você tem bloqueios orçamentários, que depois são devolvidos assim que a arrecadação melhora e que os gastos obrigatórios nos permitem que a gente refaça esses investimentos. Todos os anos são assim. Eu estou há muito tempo no ministério, sempre tem bloqueio orçamentário para essa reorganização e depois os recursos voltam", explicou o chefe do MEC.
Expansão da rede e transição educacional
O novo Campus Mauá do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) recebeu aporte de R$ 37 milhões do governo federal para a desapropriação, reforma e compra de equipamentos de uma antiga faculdade privada da região, que estava desativada.
Barchini defendeu o impacto social da medida e a prioridade dada ao
modelo de ensino integrado. "O presidente Lula costuma dizer que não há nada que traga maior orgulho para um pai ou para uma mãe do que o seu filho ter a oportunidade de estudar numa escola melhor do que aquela que eles estudaram. Aqui, estudar no instituto federal é quase uma dádiva."
"O céu é o limite pra gente avançar quando você tem uma educação de qualidade."
A direção da nova unidade em Mauá confirmou que os cursos regulares começarão de forma gradual. Enquanto os programas de qualificação de curta duração têm início imediato no segundo semestre, o processo de seleção e matrícula para o Ensino Médio Integrado ocorrerá no final do ano, visando a abertura das salas de aula no início do próximo período letivo.
Segundo a reitoria local, as formações foram desenhadas a partir de audiências públicas com a comunidade para responder diretamente às demandas da cadeia industrial e de serviços do Grande ABC paulista.
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