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China reforça dissuasão nuclear ao lançar míssil balístico intercontinental de submarino, diz mídia

© AP Photo / Guang NiuUm submarino nuclear da Marinha chinesa navega durante uma revista naval internacional para celebrar o 60º aniversário da fundação da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP), 23 de abril de 2009
Um submarino nuclear da Marinha chinesa navega durante uma revista naval internacional para celebrar o 60º aniversário da fundação da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP), 23 de abril de 2009 - Sputnik Brasil, 1920, 06.07.2026
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A China testou com sucesso um míssil estratégico lançado por submarino nuclear no Pacífico, validando mobilidade, lançamento submerso e guiamento de longo alcance. O míssil, possivelmente o JL‑3, reforça a dissuasão nuclear chinesa. Pequim diz que o exercício é rotineiro, seguro e não mira nenhum país.
A Marinha chinesa realizou um teste de lançamento de míssil estratégico a partir de um submarino nuclear, confirmado pela Xinhua apenas 59 minutos após a operação. Segundo especialistas citados pelo Global Times, o disparo ocorreu sem falhas e atingiu com precisão a área designada no Pacífico, validando todos os objetivos previstos.
O míssil é identificado como parte da família JuLang (JL), apresentada em 2025, com alcance superior a 8.000 km, o que o classifica como um míssil balístico intercontinental. Este é o segundo teste desse tipo em dois anos, após o lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) terrestre em setembro de 2024, também conduzido com ogiva simulada e notificação prévia a países vizinhos.

Especialistas afirmam que o teste reforça a tríade nuclear chinesa, especialmente o papel dos submarinos estratégicos como plataforma mais segura para um contra‑ataque nuclear.

De acordo com a mídia asiática, a operação validou toda a cadeia desde a mobilidade subaquática, o lançamento submerso e a orientação de longo alcance, demonstrando que a China pode realizar ataques estratégicos a partir de qualquer ponto do Pacífico Ocidental.
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O lançamento também ecoa o teste terrestre de 2024, mostrando que as capacidades estratégicas, tanto terrestre quanto naval, se complementam. A plataforma usada foi um submarino nuclear estratégico, possivelmente um modelo Type 094 ou uma versão mais avançada, seguindo o padrão chinês de só divulgar equipamentos já em operação.
Quanto ao míssil, especialistas consideram altamente provável que o teste tenha envolvido o JL‑3, ICBM de terceira geração lançado por submarino, com alcance estimado acima de 10.000 km, uma vez que ainda faltava um teste de trajetória quase completa para validar sua confiabilidade operacional.

A China afirma que o teste integra o treinamento anual da Marinha, cumpre o direito internacional e não tem como alvo nenhum país, embora tenha gerado preocupação no Japão, que pediu que Pequim reconsiderasse o lançamento.

Em resposta, especialistas chineses defendem que o teste é transparente, defensivo e voltado à proteção da soberania nacional. Para eles, críticas externas são injustificadas, já que a China notificou previamente os países relevantes e conduziu o exercício de forma segura e profissional.
O governo chinês reforçou que o teste demonstra maturidade operacional, fortalece a dissuasão nuclear e envia ao mundo o recado de que o país possui meios confiáveis para responder a ameaças. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, trata‑se de uma atividade rotineira, não direcionada a terceiros, e conduzida dentro das normas internacionais.
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