China reforça dissuasão nuclear ao lançar míssil balístico intercontinental de submarino, diz mídia

© AP Photo / Guang Niu
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A China testou com sucesso um míssil estratégico lançado por submarino nuclear no Pacífico, validando mobilidade, lançamento submerso e guiamento de longo alcance. O míssil, possivelmente o JL‑3, reforça a dissuasão nuclear chinesa. Pequim diz que o exercício é rotineiro, seguro e não mira nenhum país.
A Marinha chinesa realizou um teste de lançamento de míssil estratégico a partir de um submarino nuclear, confirmado pela Xinhua apenas 59 minutos após a operação. Segundo especialistas citados pelo Global Times, o disparo ocorreu sem falhas e atingiu com precisão a área designada no Pacífico, validando todos os objetivos previstos.
O míssil é identificado como parte da família JuLang (JL), apresentada em 2025, com alcance superior a 8.000 km, o que o classifica como um míssil balístico intercontinental. Este é o segundo teste desse tipo em dois anos, após o lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) terrestre em setembro de 2024, também conduzido com ogiva simulada e notificação prévia a países vizinhos.
Especialistas afirmam que o teste reforça a tríade nuclear chinesa, especialmente o papel dos submarinos estratégicos como plataforma mais segura para um contra‑ataque nuclear.
De acordo com a mídia asiática, a operação validou toda a cadeia desde a mobilidade subaquática, o lançamento submerso e a orientação de longo alcance, demonstrando que a China pode realizar ataques estratégicos a partir de qualquer ponto do Pacífico Ocidental.
O lançamento também ecoa o teste terrestre de 2024, mostrando que as capacidades estratégicas, tanto terrestre quanto naval, se complementam. A plataforma usada foi um submarino nuclear estratégico, possivelmente um modelo Type 094 ou uma versão mais avançada, seguindo o padrão chinês de só divulgar equipamentos já em operação.
Quanto ao míssil, especialistas consideram altamente provável que o teste tenha envolvido o JL‑3, ICBM de terceira geração lançado por submarino, com alcance estimado acima de 10.000 km, uma vez que ainda faltava um teste de trajetória quase completa para validar sua confiabilidade operacional.
A China afirma que o teste integra o treinamento anual da Marinha, cumpre o direito internacional e não tem como alvo nenhum país, embora tenha gerado preocupação no Japão, que pediu que Pequim reconsiderasse o lançamento.
Em resposta, especialistas chineses defendem que o teste é transparente, defensivo e voltado à proteção da soberania nacional. Para eles, críticas externas são injustificadas, já que a China notificou previamente os países relevantes e conduziu o exercício de forma segura e profissional.
O governo chinês reforçou que o teste demonstra maturidade operacional, fortalece a dissuasão nuclear e envia ao mundo o recado de que o país possui meios confiáveis para responder a ameaças. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, trata‑se de uma atividade rotineira, não direcionada a terceiros, e conduzida dentro das normas internacionais.


