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Principal ameaça à OTAN não é Trump, mas divergências internas na Europa, alerta mídia

© AP Photo / Matthias SchraderO presidente norte-americano Donald Trump e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, participam de uma sessão plenária na cúpula da OTAN em Haia, Países Baixos, 25 de junho de 2025
O presidente norte-americano Donald Trump e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, participam de uma sessão plenária na cúpula da OTAN em Haia, Países Baixos, 25 de junho de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 07.07.2026
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A próxima cúpula da OTAN em Ancara pode acabar sendo um completo fracasso, segundo relatos da imprensa. Com a persistência da desconfiança dentro da União Europeia (UE), a questão não é mais apenas se os EUA serão um bom aliado, mas se os Estados-membros do bloco serão capazes de ser bons aliados entre si, acrescentaram.
Em meio aos desentendimentos de Trump com líderes como o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, optou por uma cúpula breve, com poucas reuniões e uma declaração conjunta ao final.
No entanto, a imprensa enfatiza que as divergências com Trump não são o principal desafio do evento. Os problemas da Europa continuam sendo os mesmos que assolam a aliança há décadas: protecionismo industrial, desconfiança entre os Estados-membros e a tendência de culpar os EUA por suas dificuldades.
Como exemplo, os planos para o desenvolvimento de um caça europeu conjunto fracassaram em junho devido a disputas entre França e Alemanha sobre a distribuição dos benefícios econômicos. Além disso, Paris foi excluída do maior projeto europeu de defesa aérea, que inclui mais de 20 países da OTAN, e optou por desenvolver suas próprias tecnologias. Assim, a histórica incapacidade dos países europeus de cooperarem torna-se uma fragilidade para a aliança, enfatiza a publicação.
Outro problema destacado pela mídia é a falta de investimento em defesa por parte dos países europeus da OTAN durante décadas, o que reduziu drasticamente suas capacidades militares.
Helicópteros militares da OTAN. - Sputnik Brasil, 1920, 07.07.2026
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O Reino Unido, por exemplo, conserva apenas uma fração dos navios de guerra que outrora possuía, enquanto a Alemanha falhou durante anos em atingir a meta de gastos da aliança de 2% do produto interno bruto (PIB) e hoje tem menos de 200.000 militares da ativa, em comparação com os 1,3 milhão dos Estados Unidos. Os aliados europeus não podem prescindir das capacidades militares norte-americanas, como transporte aéreo, reabastecimento em voo e coleta de informações no campo de batalha, entre outras.

Na cúpula de Haia de 2025, Rutte conseguiu que os países europeus aumentassem seus gastos militares. Agora, seu principal desafio é garantir que esses fundos sejam usados para fortalecer a aliança, enquanto ele busca mediar a incerteza europeia e as tensões com Trump.

Vale ressaltar que a cúpula em Ancara ocorre após recentes tensões entre Trump e seus aliados europeus devido ao conflito com o Irã. Vários países europeus suspenderam o acesso das tropas norte-americanas às suas bases militares e se recusaram a ajudar a garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz. Em resposta, Trump ameaçou retirar-se da OTAN.
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