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Como os EUA estão buscando mobilizar a América Latina em torno de seus interesses?

© AP Photo / Rod LamkeyMelvin Dorsey (E) e Tim Boyd trabalham na instalação de retratos durante a transição de uma réplica do Salão Oval da Casa Branca da época do ex-presidente Joe Biden para a decoração do presidente Donald Trump, na Associação Histórica da Casa Branca em Washington, 23 de julho de 2025
Melvin Dorsey (E) e Tim Boyd trabalham na instalação de retratos durante a transição de uma réplica do Salão Oval da Casa Branca da época do ex-presidente Joe Biden para a decoração do presidente Donald Trump, na Associação Histórica da Casa Branca em Washington, 23 de julho de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 09.07.2026
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Autoridades norte-americanas defenderam uma nova estratégia de segurança para o continente que busca fortalecer a cooperação com governos aliados, aumentar os gastos com defesa e neutralizar a influência de atores externos na região.
A Casa Branca busca reagrupar os países latino-americanos em torno de uma versão renovada da Doutrina Monroe, uma estratégia que visa reforçar a influência dos EUA no continente por meio de maior cooperação em segurança, combate ao narcotráfico e contenção da presença da China na região.
Durante a Conferência de Ministros da Defesa das Américas, realizada em Cusco, Peru, o principal assessor político do Pentágono, Elbridge Colby, apresentou a chamada "Doutrina Donroe", um trocadilho com o sobrenome do presidente norte-americano Donald Trump, para explicar a nova abordagem de Washington para o Hemisfério Ocidental.
Colby observou que a política de defesa dos EUA agora integra prioridades como o combate ao narcotráfico, à migração irregular e à segurança regional. Nesse sentido, ele enfatizou que o Pentágono já está conduzindo operações contra embarcações ligadas ao narcotráfico e promovendo ações conjuntas com governos aliados, como é o caso atual com o Equador.
O oficial reconheceu que a referência à Doutrina Monroe gera críticas devido à sua associação histórica com as intervenções dos EUA na América Latina. No entanto, afirmou que a estratégia atual busca "empoderar" os países da região para fortalecer sua própria segurança e proteger interesses comuns.
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Ele também afirmou que Washington não segue uma política imperialista e assegurou que, devido à força de sua economia e mercado interno, não depende da exploração de outros países. Em vez disso, disse, busca contribuir para que as nações latino-americanas garantam a estabilidade do continente.
O discurso também coincidiu com um contexto de mudanças políticas na região, marcado pela ascensão de governos e candidatos de direita em países como Argentina, Equador, Panamá, Chile, Bolívia, Peru e Colômbia, um fenômeno que diversos analistas consideram um retrocesso para a chamada "onda rosa" de governos progressistas.
No caso da Colômbia, Colby destacou a disposição do novo presidente, Abelardo de la Espriella, em aderir ao programa Escudo das Américas, promover ações contra o narcotráfico e fortalecer a cooperação com Washington, além de promover políticas econômicas mais alinhadas às prioridades do governo atual.
Segundo um veículo de imprensa ocidental, os Estados Unidos também aproveitaram o encontro para pedir aos países latino-americanos que aumentem seus gastos com defesa e protejam infraestruturas estratégicas de atores externos, em uma referência implícita à China, cujo crescente peso econômico e comercial na região é considerado por Washington um dos principais desafios geopolíticos.
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