China planeja ampliar acesso global ao yuan com salto nas emissões de títulos panda, diz mídia

© Sputnik / Nina Zotina
Nos siga no
Pequim planeja novas reformas para ampliar o acesso global a ativos em yuan após a valorização da moeda e o salto nas emissões de títulos panda, que cresceram 69% no primeiro semestre. Para o Banco Central chinês, a demanda crescente reflete maior confiança internacional no yuan e fortalece seu papel como moeda global.
De acordo com o South China Morning Post, Pequim sinalizou novas reformas para ampliar o acesso de investidores globais a ativos em yuan, impulsionando a emissão e a negociação de títulos panda. Autoridades do Banco Central destacaram que a valorização da moeda no primeiro semestre de 2026, sendo 3% frente ao dólar e 4,7% diante de uma cesta de moedas, reflete maior confiança na economia chinesa.
Segundo o vice‑governador da autoridade monetária, Zou Lan, emissores estrangeiros estão cada vez mais interessados no mercado de dívida onshore da China. As emissões de títulos panda cresceram 69% no período, superando 160 bilhões de yuans (cerca de R$ 116,3 bilhões), com países como Hungria e Cazaquistão já ativos e emergentes como Indonésia e Brasil preparando suas primeiras operações.
O número de instituições negociando esses títulos também aumentou, chegando a 2.493, um salto de quase 600% em relação ao ano anterior. Para Pequim, isso demonstra reconhecimento internacional do yuan e fortalece o ecossistema financeiro da moeda.
O banco central afirmou que continuará a facilitar a emissão e a negociação de títulos panda por entidades estrangeiras, buscando tornar o mercado mais acessível e integrado ao sistema financeiro global.
Outra prioridade é estabilizar a liquidez do yuan offshore e aprofundar a cooperação com reguladores de Hong Kong, criando plataformas mais abrangentes para operações de câmbio e renda fixa.
A taxa de referência do yuan foi fixada em 6,7910 por dólar (R$ 4,89), nível considerado alinhado ao padrão dos últimos anos. Zou ressaltou que diversos fatores influenciam o câmbio, com forças de valorização e depreciação atuando simultaneamente.
Para ele, a taxa do yuan deve continuar oscilando em ambas as direções, refletindo a dinâmica do mercado e o ambiente econômico global.


