Tecnologias russas podem ajudar América Latina a reduzir dependência dos EUA, opina analista
10:04 15.07.2026 (atualizado: 11:20 15.07.2026)

© AFP 2023 / Yasuyoshi Chiba
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A Rússia pode se tornar parceira da América Latina em termos de transferência de tecnologia em vários setores estratégicos, o que permitirá à região reduzir a dependência dos Estados Unidos, disse à Sputnik o membro do Conselho Civil do BRICS e analista político Marco Fernandez.
Segundo Fernandez, a Rússia tem grande potencial para estabelecer acordos de cooperação mais profundos com países latino-americanos nas indústrias civil, militar e de alta tecnologia.
"Parece-me que a Rússia, em setores como defesa, aeroespacial e medicina avançada, pode concluir acordos estrategicamente importantes e interessantes para nossos países, envolvendo não apenas a compra de equipamentos ou bens, mas também a transferência de tecnologia", disse o especialista latino-americano.
Fernandez acredita que as relações tecnológicas mais diversificadas permitirão à América Latina reduzir o risco de dependência dos fornecedores dos Estados Unidos.
"É importante que a América Latina construa relações diversas e não se concentre apenas na China ou nos Estados Unidos, a fim de evitar uma dependência econômica, tecnológica e, consequentemente, política excessiva", enfatizou o analista.
O especialista do BRICS acrescentou que, além do setor de defesa, a Rússia tem capacidades significativas no campo da biotecnologia e da energia nuclear, e a cooperação nessas áreas também traria benefícios para os países da região.
"No campo da biotecnologia, me parece que a Rússia alcançou resultados muito bons. Por exemplo, uma vacina contra o câncer está sendo testada, o que pode ser verdadeiramente revolucionário", disse.
Nesta semana, de 13 a 16 de julho, São Paulo sedia o primeiro Fórum de Cooperação Estratégica entre a Rússia e a América Latina (CORAL 2026), durante o qual as partes estão discutindo questões de cooperação multilateral mutuamente vantajosa em setores como multipolaridade, soberania, desenvolvimento, tecnologia, finanças e integração do Sul Global.


