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Flávio Bolsonaro propõe zona de livre comércio nas Américas à margem do Mercosul

© Foto / Fernando Pessoa / DivulgaçãoSenador e pré-candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro participa de audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre tarifas contra produtos brasileiros, em 7 de julho de 2026
Senador e pré-candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro participa de audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre tarifas contra produtos brasileiros, em 7 de julho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 08.07.2026
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Durante viagem a Washington, pré-candidato defende criação de um "AFTA", inspirado no antigo NAFTA, mas proposta esbarra nas regras do Mercosul para negociações comerciais.
Durante transmissão ao vivo nesta quarta-feira (8), o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência do Brasil, afirmou que pretende propor a criação de uma área de livre comércio envolvendo Brasil, Estados Unidos, México e Canadá, inspirada no antigo Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (NAFTA, na sigla em inglês). Segundo ele, a iniciativa poderia evoluir para um Acordo de Livre Comércio das Américas (AFTA, na sigla em inglês).
"Não tem o NAFTA? A minha ideia é cortar essa letrinha 'N' e passar a usar o AFTA, Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode se incluir." Flávio quer apresentar a proposta caso seja eleito presidente, argumentando que as economias brasileira e norte-americana são complementares.
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Ao defender a iniciativa, o senador citou o recente acordo comercial firmado entre o governo do presidente argentino, Javier Milei, e os Estados Unidos, afirmando que centenas de produtos passaram a ter tarifa zero. Buenos Aires também poderia integrar essa zona de livre comércio, ampliando o mercado consumidor do bloco, argumentou.
A proposta, no entanto, levantaria questionamentos sobre sua compatibilidade com as regras do Mercosul. Atualmente, o bloco estabelece uma política comercial comum e determina que negociações de acordos de livre comércio com terceiros sejam conduzidas de forma conjunta pelos membros.
Embora haja discussões sobre uma flexibilização maior dessas regras, defendida especialmente por Argentina e Uruguai, o Brasil continua vinculado aos compromissos assumidos no âmbito do Mercosul.
Flávio está em Washington desde o último domingo (5) e participou, ontem (7), de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), responsável pela investigação comercial aberta contra o Brasil. O órgão avalia a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com recomendação prevista para ser apresentada até 15 de julho.
Segundo o parlamentar, informações de bastidores indicam que o USTR deverá recomendar a aplicação da sobretaxa.
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