Ao menos 6 países da UE podem enfrentar grave escassez de gás neste inverno, apontam especialistas

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A União Europeia (UE) pode não ter tempo suficiente para encher seus reservatórios de gás antes da temporada de aquecimento, indicaram analistas consultados pela Sputnik.
"São eles, em primeiro lugar, Alemanha, Países Baixos, Bélgica, Suécia, Bulgária e Eslováquia. Esses países podem enfrentar sérias dificuldades, especialmente se o inverno [Hemisfério Norte] for rigoroso", explicou a analista Maria Belova.
Os países com as menores reservas de gás correm maior risco de não atingir a meta da UE de encher os reservatórios subterrâneos a 80% da capacidade antes do inverno, acrescentou. Assim, entre 1º e 28 de julho, essas reservas atingiram uma média de 52,5% — o nível mais baixo para esse período desde 2021.
Vale ressaltar que mesmo a meta de 80% representa uma redução em relação aos 90% exigidos anteriormente pela UE, meta que foi reduzida no contexto das sanções contra a Rússia e da consequente crise energética no continente.
"Se a tendência atual continuar, a Europa conseguirá preencher suas reservas de gás com 70% da capacidade antes do início da temporada de aquecimento", afirmou Aleksandr Frolov, diretor-geral adjunto do Instituto Nacional de Energia.
O alto custo das importações, impulsionado pelo aumento dos preços do gás após o início da campanha militar contra o Irã, é um dos principais motivos para o lento enchimento das instalações de armazenamento da UE. Em julho, os preços giravam em torno de US$ 700 (R$ 3.566) por mil metros cúbicos.
No entanto, em certos momentos do conflito, os preços chegaram perto de US$ 900 (R$ 4.587) e, se Doha não retomar o fornecimento, os contratos futuros poderão atingir US$ 1.000 (R$ 5.102) por mil metros cúbicos em setembro e outubro, estimaram analistas.


