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Cármen Lúcia diz que Rio é vítima da violência e defende união para fortalecer democracia

© Sputnik Brasil / Vinícius FernandesA ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o evento Rio Innovation Week, por videoconferência. Rio de Janeiro (RJ), 7 de agosto de 2026
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o evento Rio Innovation Week, por videoconferência. Rio de Janeiro (RJ), 7 de agosto de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 07.08.2026
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Ministra do STF participou do Rio Innovation Week e falou sobre segurança, participação das mulheres na política e confiança nas instituições.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (7) que "o Rio de Janeiro é vítima de bandidos e da ousadia daqueles que acham que podem fazer o que bem entenderem". A declaração foi dada em participação por videoconferência no Rio Innovation Week, evento realizado no Píer Mauá, no Centro da capital fluminense.
Ao falar sobre segurança pública, a ministra defendeu o direito dos moradores de circular pela cidade sem viver sob constante preocupação. Segundo Cármen Lúcia, a população precisa ter garantido o "direito ao sossego".
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Durante a palestra, a ministra afirmou que a sociedade precisa "restabelecer a humanidade" diante das transformações provocadas pelas novas tecnologias. Para ela, o cuidado com o outro é uma responsabilidade de todos. "Não há democracia sem a responsabilidade de todos para o cuidado com todos", disse, ao destacar que a convivência em sociedade depende do compromisso coletivo.
Ela também falou sobre o Estado Democrático de Direito e afirmou que o conceito não significa que cada pessoa possa agir de acordo com a própria vontade. "Não é cada um achar que é dono de uma verdade, portanto poder escolher o que é justo para si."
Segundo a ministra, a democracia precisa estar baseada no respeito às leis e aos direitos conquistados pela sociedade.
"Eu preciso de leis, eu preciso de direito, eu preciso saber dos meus direitos, que foram conquistados por um grupo muito grande, que não somos apenas nós que estamos aqui agora."
Cármen Lúcia afirmou ainda que o respeito a um direito justo e legítimo é fundamental para evitar o caos na convivência social.

"Não queremos a ausência de norma, a anomia, não queremos um caos na convivência, mas que nós tenhamos realmente uma ideia de justiça perfeitamente respeitada naquele quadro que foi posto na Constituição brasileira."

Única mulher atualmente na Suprema Corte, Cármen Lúcia também defendeu maior participação feminina na política. A ministra disse que "um mundo que agride 300 milhões de mulheres não é civilizado" e que as mulheres precisam fazer parte do processo político democrático.
Ao abordar o sistema eleitoral brasileiro, a ministra reforçou a confiança nas urnas eletrônicas. "A urna eletrônica é uma criação do povo brasileiro", afirmou, destacando que "a confiança é a base da democracia".
Cármen Lúcia estaria presencialmente no evento, mas, por conta do alerta de ventos fortes na cidade do Rio, o voo da ministra do STF foi cancelado.
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