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Ao provocarem a China, Filipinas podem se tornar outro ponto de tensão na Ásia? Analista explica (VÍDEOS)
Ao provocarem a China, Filipinas podem se tornar outro ponto de tensão na Ásia? Analista explica (VÍDEOS)
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O alinhamento automático das Filipinas com os Estados Unidos e a postura agressiva que mantêm contra a China deixam o país em foco em uma posição que pode... 20.08.2026, Sputnik Brasil
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O nível de hostilidade política de Manila para com Pequim culminou, inclusive, em uma cooperação em Defesa entre as Filipinas, os EUA, a Austrália e o Japão. O mecanismo ficou conhecido como SQUAD, que é outra versão do QUAD, só que sem a Índia. Essa cooperação busca ser um obstáculo para os chineses no eixo do Indo-Pacífico, conforme explica Valter Peixoto, analista político e pós-graduado em relações internacionais, em entrevista à Sputnik Brasil.No contexto da sociedade filipina, são recorrentes as narrativas midiáticas e de blogueiros anti-China, que, para o pesquisador, a possibilidade de guerra híbrida como forma de influenciar a opinião pública não pode ser descartada.Manila como 'base' do Ocidente no Sudeste AsiáticoSegundo Peixoto, que também é idealizador do podcast MenteMundo, especializado em Sudeste Asiático, as Filipinas historicamente buscam manter laços estreitos com países ocidentais e, com isso, se consolidam como uma ponte avançada do Ocidente contra a China, ao mesmo tempo que o país tem suas próprias agendas e grupos de interesses diversos, o que deixa a dinâmica ainda mais complexa.Outro ponto levantado pelo pesquisador é que, em nível regional, entre os países desse entorno estratégico do que se compreende como Sudeste Asiático, a narrativa de que a China tem fins imperialistas é algo infundado. Para elucidar sua análise, ele relembra um episódio entre Pequim e Hanói.Coesão da ASEAN proporciona estabilidade regionalA Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que tem como princípio a não interferência em assuntos internos de seus membros e tendo como premissa o pragmatismo nas relações internacionais, acaba sendo um ponto de coesão que acaba contribuindo para contrabalancear tensões geopolíticas regionais, o que também acaba sendo benéfico à China, como pondera Peixoto.Em um mundo globalizado, a interdependência entre os Estados torna-se cada vez mais profunda. Nesse cenário, a expansão e a intensificação dos fluxos comerciais, somadas às tensões geopolíticas, fazem com que disputas regionais passem a ocupar o centro do debate em escala global, refletindo a dinâmica complexa do sistema-mundo.
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Filipinas são um 'cavalo de troia' no Sudeste Asiático contra a China, aponta analista
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Filipinas são um 'cavalo de troia' no Sudeste Asiático contra a China, aponta analista
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Filipinas no Sudeste Asiático é o país que tem maior disputa com a China, diz especialista
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Coesão da Asean mantém a estabilidade no Sudeste Asiático, aponta analista
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Ao provocarem a China, Filipinas podem se tornar outro ponto de tensão na Ásia? Analista explica (VÍDEOS)
Especiais
O alinhamento automático das Filipinas com os Estados Unidos e a postura agressiva que mantêm contra a China deixam o país em foco em uma posição que pode gerar instabilidade no coração do Sudeste Asiático, uma região geoestratégica com interesses diversos e economias emergentes no cenário internacional.
O nível de hostilidade política de Manila para com Pequim culminou, inclusive, em uma cooperação em Defesa entre as Filipinas, os EUA, a Austrália e o Japão. O mecanismo ficou conhecido como SQUAD, que é outra versão do QUAD, só que sem a Índia.
Essa cooperação busca ser um obstáculo para os chineses no eixo do Indo-Pacífico, conforme explica Valter Peixoto, analista político e pós-graduado em relações internacionais, em entrevista à Sputnik Brasil.
"As Filipinas, sem dúvida, é um 'cavalo de Troia', o país que a China mais tem que se preocupar. E esse presidente atual está fazendo por onde, reforçou os laços com os EUA, criou o SQUAD, que é muito mais relacionado à segurança específica do Sudeste Asiático e do mar do Sul da China. E é por isso que teve esse acordo de drones", disse.
No contexto da sociedade filipina, são recorrentes as narrativas midiáticas e de blogueiros anti-China, que, para o pesquisador, a possibilidade de guerra híbrida como forma de influenciar a
opinião pública não pode ser descartada.
"Pode ser que tenha grupos de pressão bancados pelo governo para fazer esse jogo [de difamação midiática], mas é difícil a gente saber. No entanto, esse governo [filipino] é totalmente pró-EUA e pode ser que seja uma arma governamental de guerra cognitiva, que a gente tem visto por aí, e então pode ser que de fato o governo invista nisso", comenta.
Manila como 'base' do Ocidente no Sudeste Asiático
Segundo Peixoto, que também é idealizador do podcast MenteMundo, especializado em Sudeste Asiático
, as Filipinas historicamente buscam manter laços estreitos com países ocidentais e, com isso, se consolidam como uma ponte avançada do Ocidente contra
a China, ao mesmo tempo que o país tem suas próprias agendas e grupos de interesses diversos, o que deixa a dinâmica ainda mais complexa.
"É atraente para a gente pensar nesses países sob a ótica Ocidente versus China. Porque é o grande jogo, e todo mundo acaba estudando. Mas é importante saber, pensar que também há agendas internas, grupos de pressão e os políticos também se cacifam aos cargos altos em cima desse jogo interno, e as Filipinas são de longe o país mais pró-Ocidente de todo o Sudeste Asiático, sempre foi assim", destaca.
Outro ponto levantado pelo pesquisador é que, em nível regional, entre os países desse entorno estratégico do que se compreende como Sudeste Asiático, a narrativa de que a China tem fins imperialistas é algo infundado. Para elucidar sua análise, ele relembra um episódio entre Pequim e Hanói.
"A China não é imperialista. Tem uma história que sempre conto, de que Mao Tse-Tung cedeu dois pontos na linha de 11 traços que os chineses reivindicavam no mar do Sul da China. A boa amizade entre Ho Chi Minh e Mao Tsé-Tung fez com que virasse linha de nove traços, dando espaço para o Vietnã atuar nos seus mares. Que potência imperialista cede parte das suas reivindicações territoriais? Nenhuma", argumenta.
Coesão da ASEAN proporciona estabilidade regional
A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que tem como princípio a não interferência em assuntos internos de seus membros e tendo como premissa o pragmatismo nas relações internacionais, acaba sendo um ponto de coesão que acaba contribuindo para contrabalancear tensões geopolíticas regionais, o que também acaba sendo benéfico à China, como pondera Peixoto.
"Uma ASEAN coesa é sinônimo de estabilidade na fronteira mais problemática da China, que é o Sul. Hoje em dia, com a Rússia, a fronteira está melhor do que nunca, com os países da Ásia Central, também tem relação boa. Então, se quebrar a coesão da ASEAN, aí sim que os inimigos da China podem entrar com maior força [pelo mar do Sul da China], e essa coesão da ASEAN mantém estabilidade [regional]", conclui.
Em um mundo globalizado, a interdependência entre os Estados torna-se cada vez mais profunda. Nesse cenário, a expansão e a intensificação dos fluxos comerciais, somadas às tensões geopolíticas, fazem com que disputas regionais passem a ocupar
o centro do debate em escala global, refletindo a dinâmica complexa do sistema-mundo.
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