Galáxias com jatos de rádio apagando revelam fases ocultas da atividade de buracos negros (IMAGENS)

© Foto / NASA, ESA, S. Baum and C. O'Dea (RIT), R. Perley and W. Cotton (NRAO/AUI/NSF), and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
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Astrônomos identificaram 12 radiogaláxias em processo de desvanecimento, revelando como os jatos de buracos negros supermassivos cessam e deixam lóbulos de rádio enfraquecer por milhões de anos, ampliando a compreensão dos ciclos de vida galácticos.
Astrônomos identificaram uma população até então invisível de radiogaláxias cujos jatos de rádio estão em declínio, revelando o que ocorre quando os buracos negros supermassivos deixam de alimentar os vastos lóbulos de plasma que caracterizam esses sistemas. A descoberta amplia o entendimento sobre os ciclos de vida das galáxias e sobre as fases finais da atividade dos núcleos galácticos ativos.
A pesquisa concentrou-se em 14 candidatas a radiogaláxias remanescentes localizadas no campo de Estrutura em Grande Escala do XMM-Newton, uma região do céu intensamente estudada pela espaçonave de raios X XMM-Newton. Esse campo oferece condições ideais para identificar emissões de rádio fracas e estruturas em processo de desvanecimento.

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© Foto / Pal, et al (2025)
Dois exemplos das galáxias de rádio gigantes recém-descobertas, cada uma com milhões de anos-luz de extensão.

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© Foto / NRAO/AUI/NSF; SARAO; DES
O "bumerangue duplo" de uma radiogaláxia em forma de X.
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© Foto / Pal, et al (2025)
Dois exemplos das galáxias de rádio gigantes recém-descobertas, cada uma com milhões de anos-luz de extensão.
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© Foto / NRAO/AUI/NSF; SARAO; DES
O "bumerangue duplo" de uma radiogaláxia em forma de X.
Radiogaláxias são conhecidas por seus lóbulos gigantescos, que podem se estender por milhões de anos-luz e são alimentados por jatos provenientes de buracos negros supermassivos. Quando esses jatos se extinguem, os lóbulos deixam de ser reabastecidos e começam a desaparecer, marcando o estágio final da evolução dessas galáxias.
Para investigar esse processo, os pesquisadores combinaram observações do radiotelescópio MeerKAT, do radiotelescópio Karl G. Jansky Very Large Array e da rede LOFAR. Essa abordagem multitelescópica permitiu analisar como as emissões de rádio evoluem à medida que as partículas internas envelhecem e perdem energia, revelando assinaturas claras de remanescentes em diferentes fases de desvanecimento.
Com essa análise, a equipe confirmou que 12 das 14 candidatas são de fato radiogaláxias remanescentes, enquanto apenas duas ainda permanecem ativas. A identificação dessa população reforça a ideia de que muitos remanescentes de curta duração podem ter sido negligenciados em levantamentos anteriores.
Um dos resultados mais surpreendentes foi a determinação das idades desses remanescentes, que parecem estar se apagando há entre 8 milhões e 42 milhões de anos, com média de 12 milhões. Essas idades, menores do que as estimadas em estudos anteriores, sugerem que existe uma população significativa de remanescentes jovens que vinha escapando à detecção.
Além disso, os remanescentes analisados exibem uma ampla variedade de estágios evolutivos, desde sistemas cujos jatos se desligaram recentemente até outros que estão há muito tempo em processo de desvanecimento. As novas evidências representam um avanço importante na compreensão dos ciclos de vida das radiogaláxias e do papel dos buracos negros supermassivos como motores que impulsionam e, eventualmente, silenciam os vastos lóbulos de rádio.


