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Magnetar extremo revela que o 'vazio do espaço' não é tão vazio assim, afirma estudo (IMAGEM)

© Foto / ESAUma estrela de nêutrons se forma nos últimos momentos da vida de uma estrela muito grande (com mais de oito vezes a massa do nosso Sol), quando o combustível nuclear em seu núcleo finalmente se esgota. Em um fim súbito e violento, as camadas externas da estrela são ejetadas com energia monstruosa em uma explosão de supernova, deixando para trás nuvens espetaculares de material interestelar rico em poeira e metais pesados. No centro da nuvem (nebulosa), o denso núcleo estelar se contrai ainda mais para formar uma estrela de nêutrons. Um buraco negro também pode se formar quando a massa do núcleo remanescente é maior que cerca de três massas solares
Uma estrela de nêutrons se forma nos últimos momentos da vida de uma estrela muito grande (com mais de oito vezes a massa do nosso Sol), quando o combustível nuclear em seu núcleo finalmente se esgota. Em um fim súbito e violento, as camadas externas da estrela são ejetadas com energia monstruosa em uma explosão de supernova, deixando para trás nuvens espetaculares de material interestelar rico em poeira e metais pesados. No centro da nuvem (nebulosa), o denso núcleo estelar se contrai ainda mais para formar uma estrela de nêutrons. Um buraco negro também pode se formar quando a massa do núcleo remanescente é maior que cerca de três massas solares - Sputnik Brasil, 1920, 16.08.2026
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Campos magnéticos extremos de um magnetar revelaram sinais inéditos de birrefringência do vácuo, efeito previsto há 90 anos, mostrando que o espaço "vazio" altera a forma como a luz se propaga. Observações do IXPE detectaram polarização três vezes maior que a esperada, a evidência mais forte já obtida do fenômeno.
Uma equipe de pesquisa apresentou evidências inéditas de que campos magnéticos extremos podem alterar as propriedades do vácuo, fazendo com que o espaço aparentemente vazio mude a forma como a luz se propaga.

De acordo com o estudo, sinais analisados de um magnetar reforçaram uma previsão teórica feita há quase 90 anos, segundo a qual o vácuo é permeado por partículas virtuais que interagem brevemente com o ambiente.

A ideia remonta a 1936, quando Heisenberg e Euler propuseram que o espaço nunca é totalmente vazio, mas preenchido por elétrons e pósitrons que surgem e desaparecem. Em condições normais, essa "espuma quântica" é invisível, mas campos magnéticos extremamente fortes podem reorganizar as ondas de luz, produzindo o fenômeno conhecido como birrefringência do vácuo.
© Foto / NASA/Pablo GarciaCientistas que utilizaram o IXPE da NASA realizaram mais de 140 horas de observações do magnetar 1E 1547-5408, mostrado nesta ilustração artística de 5 de agosto de 2026, entre março e abril de 2025
Cientistas que utilizaram o IXPE da NASA realizaram mais de 140 horas de observações do magnetar 1E 1547-5408, mostrado nesta ilustração artística de 5 de agosto de 2026, entre março e abril de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 16.08.2026
Cientistas que utilizaram o IXPE da NASA realizaram mais de 140 horas de observações do magnetar 1E 1547-5408, mostrado nesta ilustração artística de 5 de agosto de 2026, entre março e abril de 2025
Magnetars, remanescentes ultradensos de estrelas massivas, possuem os campos magnéticos mais intensos do Universo e funcionam como laboratórios naturais para testar efeitos impossíveis de reproduzir na Terra. Com o lançamento do telescópio espacial IXPE em 2021, tornou‑se possível medir a polarização de raios X em torno desses objetos com precisão inédita.
Em 2025, os pesquisadores observaram o magnetar 1E 1547‑5408 usando o IXPE, complementando os dados com telescópios de rádio e raios X na Terra e na Estação Espacial Internacional (EEI). Os raios X detectados estavam quase três vezes mais polarizados do que o esperado e alinhados com o campo magnético da estrela, coincidindo com o padrão observado em suas emissões de rádio.
© Foto / NASARepresentação artística do observatório IXPE no espaço
Representação artística do observatório IXPE no espaço - Sputnik Brasil, 1920, 16.08.2026
Representação artística do observatório IXPE no espaço
Essa combinação de sinais deixou a birrefringência do vácuo como a única explicação plausível, oferecendo a confirmação mais robusta já obtida do efeito previsto por Heisenberg. Para os cientistas, o resultado reforça que os modelos fundamentais da física continuam válidos mesmo sob condições extremas.
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A descoberta também fecha um ciclo de duas décadas de observações do magnetar, iniciado quando suas ondas de rádio foram detectadas pela primeira vez em 2007. O objeto, então apenas o segundo magnetar conhecido por emitir rádio, tornou‑se peça central na investigação de uma das previsões mais peculiares da mecânica quântica.
Os pesquisadores esperam consolidar a evidência com futuras missões, como o proposto observatório orbital GoSOX, além de simulações mais refinadas que permitam distinguir o sinal quântico de outros processos astrofísicos. Para a equipe, esses dados podem finalmente concluir uma busca iniciada há quase um século.
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