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Radiogaláxia gigante em forma de 'arco e flecha' pode revelar onda de choque cósmica (IMAGEM)
Radiogaláxia gigante em forma de 'arco e flecha' pode revelar onda de choque cósmica (IMAGEM)
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Radiogaláxia gigante descoberta por voluntários revela estrutura inédita em "arco e flecha", possivelmente moldada por uma onda de choque supersônica enquanto... 28.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-28T07:13-0300
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A descoberta de uma radiogaláxia incomum, identificada por um cientista cidadão, revelou uma estrutura inédita em forma de "arco e flecha" que pode representar uma gigantesca onda de choque cósmica gerada quando uma galáxia atravessa um aglomerado em velocidades supersônicas. O objeto, batizado de RAD-BAARG, chamou a atenção por sua morfologia singular e pelo potencial de mostrar como ambientes extremos remodelam galáxias.Com cerca de 1,8 milhão de anos-luz de extensão — quase 18 vezes o tamanho da Via Láctea — o RAD-BAARG foi inicialmente detectado por voluntários do RAD@home Astronomy Collaboratory, que analisam dados de rádio em busca de estruturas incomuns. Astrônomos afirmam que nunca observaram nada semelhante, sugerindo que o objeto pode ser uma das assinaturas de rádio mais claras já vistas de uma onda de choque colossal dentro de um aglomerado.Uma estranha galáxia de rádio em forma de "arco e flecha", com quase 1,8 milhão de anos-luz de diâmetro, pode revelar como os aglomerados de galáxias esculpem algumas das maiores estruturas do universoA equipe investigou o objeto com dados do levantamento LoTSS, do radiotelescópio LOFAR, especializado em detectar emissões fracas e difusas em baixas frequências. Essas observações revelaram que, ao contrário das radiogaláxias típicas com jatos simétricos alimentados por buracos negros supermassivos, o RAD-BAARG apresenta uma assimetria extrema, com um jato formando um arco curvado e o outro se torcendo em uma estrutura em S antes de desaparecer em uma longa cauda.O plasma emissor de rádio parece iluminar uma estrutura vasta e muito tênue, visível apenas em baixas frequências, onde elétrons antigos e difusos se destacam. Isso permite rastrear regiões que seriam invisíveis em frequências ópticas ou de rádio mais altas, reforçando o papel de levantamentos como o LoTSS na identificação de emissões fracas e de grande escala.Os pesquisadores acreditam que essa assimetria extrema está ligada ao movimento supersônico da galáxia através do gás quente do aglomerado. Ao cair em direção ao centro, a galáxia provavelmente gera uma onda de choque que comprime campos magnéticos e partículas carregadas, remodelando o plasma em estruturas gigantescas e produzindo a aparência de "arco e flecha".A análise também mostrou que o RAD-BAARG está inserido em um ambiente complexo de múltiplos halos de gás quente, com reservatórios sobrepostos que tornam o sistema especialmente útil para estudar como aglomerados influenciam a evolução de radiogaláxias.Com o avanço do LoTSS e a futura operação do Observatório Square Kilometre Array (SKAO, na sigla em inglês), os pesquisadores esperam encontrar muitos outros sistemas semelhantes, capazes de revelar interações invisíveis entre jatos, galáxias e seus ambientes.Se confirmado, o RAD-BAARG pode se tornar um exemplo fundamental de como ambientes extremos remodelam radiogaláxias e de como jatos de buracos negros supermassivos interagem com o meio ao redor.
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Radiogaláxia gigante em forma de 'arco e flecha' pode revelar onda de choque cósmica (IMAGEM)
Radiogaláxia gigante descoberta por voluntários revela estrutura inédita em "arco e flecha", possivelmente moldada por uma onda de choque supersônica enquanto atravessa um aglomerado, oferecendo pista rara sobre como ambientes extremos remodelam jatos de buracos negros.
A
descoberta de uma radiogaláxia incomum, identificada por um cientista cidadão, revelou uma
estrutura inédita em forma de "arco e flecha" que pode representar uma gigantesca onda de choque cósmica gerada
quando uma galáxia atravessa um aglomerado em velocidades supersônicas. O objeto, batizado de RAD-BAARG, chamou a atenção por sua morfologia singular e pelo potencial de mostrar como ambientes extremos remodelam galáxias.
Com cerca de 1,8 milhão de anos-luz de extensão —
quase 18 vezes o tamanho da Via Láctea — o RAD-BAARG foi inicialmente detectado por voluntários do RAD@home Astronomy Collaboratory, que
analisam dados de rádio em busca de estruturas incomuns. Astrônomos afirmam que nunca observaram nada semelhante, sugerindo que o objeto pode ser uma das assinaturas de rádio mais claras já vistas de uma onda de choque colossal dentro de um aglomerado.
Uma estranha galáxia de rádio em forma de "arco e flecha", com quase 1,8 milhão de anos-luz de diâmetro, pode revelar como os aglomerados de galáxias esculpem algumas das maiores estruturas do universo
A equipe investigou o objeto com dados do levantamento LoTSS, do radiotelescópio LOFAR, especializado em
detectar emissões fracas e difusas em baixas frequências. Essas observações revelaram que, ao contrário das radiogaláxias típicas com jatos simétricos
alimentados por buracos negros supermassivos, o RAD-BAARG apresenta uma assimetria extrema, com um jato formando um arco curvado e o outro se torcendo em uma estrutura em S antes de desaparecer em uma longa cauda.
O plasma emissor de rádio parece iluminar uma estrutura vasta e muito tênue,
visível apenas em baixas frequências, onde elétrons antigos e difusos se destacam. Isso permite rastrear regiões que seriam invisíveis em frequências ópticas ou de rádio mais altas, reforçando o papel de levantamentos como o LoTSS na identificação de
emissões fracas e de grande escala.
Os pesquisadores acreditam que essa
assimetria extrema está ligada ao movimento supersônico da galáxia através do gás quente do aglomerado. Ao cair em direção ao centro, a galáxia provavelmente gera uma onda de choque que comprime
campos magnéticos e partículas carregadas, remodelando o plasma em estruturas gigantescas e produzindo a aparência de "arco e flecha".
A análise também mostrou que o RAD-BAARG está inserido em um ambiente complexo de
múltiplos halos de gás quente, com reservatórios sobrepostos que tornam o sistema especialmente útil para estudar
como aglomerados influenciam a evolução de radiogaláxias.
Com o avanço do LoTSS e a futura operação do Observatório Square Kilometre Array (SKAO, na sigla em inglês), os
pesquisadores esperam encontrar muitos outros sistemas semelhantes, capazes de
revelar interações invisíveis entre jatos, galáxias e seus ambientes.
Se confirmado, o RAD-BAARG pode se tornar um exemplo fundamental de como ambientes extremos remodelam radiogaláxias e de como jatos de buracos negros supermassivos interagem com o meio ao redor.
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