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Terceira galáxia sem matéria escura reforça anomalia e intriga astrônomos (IMAGEM)

© Foto / NASA, ESA, and P. van Dokkum (Universidade de Yale)O Telescópio Espacial Hubble observa galáxia "fantasmagórica" ​​sem matéria escura
O Telescópio Espacial Hubble observa galáxia fantasmagórica ​​sem matéria escura - Sputnik Brasil, 1920, 21.06.2026
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Galáxias DF2, DF4 e agora DF9 desafiam o modelo cosmológico ao exibirem movimentos que dispensam matéria escura, sugerindo que um evento extremo separou matéria comum e matéria escura, criando uma rara cadeia de galáxias quase "transparentes" à gravidade invisível.
A galáxia NGC 1052‑DF9, localizada a 67 milhões de anos‑luz, tornou‑se o mais novo e intrigante exemplo de um fenômeno raro: sistemas cujos movimentos podem ser explicados sem a presença de matéria escura. Ela se junta às galáxias DF2 e DF4, formando um trio improvável em um Universo onde quase todas as estruturas conhecidas dependem dessa substância invisível para existir.
As três pertencem à mesma cadeia linear de galáxias, alinhadas como "diamantes em um colar", segundo os pesquisadores. A descoberta reforça previsões anteriores de que, se DF2 e DF4 fossem realmente anômalas, outras galáxias ao longo da mesma trilha poderiam compartilhar a mesma ausência de matéria escura — algo agora confirmado pela DF9.
© Foto / The Astrophysical Journal/M. A. Keim et al. 2025Imagem da câmera avançada do Telescópio Espacial Hubble (HST/ACS, na sigla em inglês) da DF9 abaixo de uma imagem do Levantamento Legado da Câmera de Energia Escura (DECaLS, na sigla em inglês) do campo da galáxia elíptica ativa NGC 1052 localizada na constelação de Cetus. A trilha cinemática de galáxias, incluindo DF2 e DF4, aparece destacada em caixas azuis. As áreas observadas pelo espectrógrafo de campo integral instalado no telescópio Keck II (KCWI, na sigla em inglês) estão marcadas em vermelho, e os dois aglomerados com velocidades radiais conhecidas estão circulados em amarelo. Ambas as imagens estão orientadas ao longo do eixo da trilha
Imagem da câmera avançada do Telescópio Espacial Hubble (HST/ACS, na sigla em inglês) da DF9 abaixo de uma imagem do Levantamento Legado da Câmera de Energia Escura (DECaLS, na sigla em inglês) do campo da galáxia elíptica ativa NGC 1052 localizada na constelação de Cetus. A trilha cinemática de galáxias, incluindo DF2 e DF4, aparece destacada em caixas azuis. As áreas observadas pelo espectrógrafo de campo integral instalado no telescópio Keck II (KCWI, na sigla em inglês) estão marcadas em vermelho, e os dois aglomerados com velocidades radiais conhecidas estão circulados em amarelo. Ambas as imagens estão orientadas ao longo do eixo da trilha - Sputnik Brasil, 1920, 21.06.2026
Imagem da câmera avançada do Telescópio Espacial Hubble (HST/ACS, na sigla em inglês) da DF9 abaixo de uma imagem do Levantamento Legado da Câmera de Energia Escura (DECaLS, na sigla em inglês) do campo da galáxia elíptica ativa NGC 1052 localizada na constelação de Cetus. A trilha cinemática de galáxias, incluindo DF2 e DF4, aparece destacada em caixas azuis. As áreas observadas pelo espectrógrafo de campo integral instalado no telescópio Keck II (KCWI, na sigla em inglês) estão marcadas em vermelho, e os dois aglomerados com velocidades radiais conhecidas estão circulados em amarelo. Ambas as imagens estão orientadas ao longo do eixo da trilha
Para os astrônomos, o achado oferece uma oportunidade única de investigar como essas galáxias se formaram. Segundo um portal especializado, Michael Keim, da Universidade de Yale, afirmou que DF2, DF4 e DF9 representam "exceções extraordinárias" em um cosmos dominado por matéria escura. Segundo ele, as evidências apontam para um evento violento comum que teria separado a matéria comum da matéria escura durante a formação dessas galáxias.
A matéria escura, embora invisível, é considerada essencial para explicar a gravidade observada no Universo. Mesmo somando toda a matéria bariônica — estrelas, planetas, gás, poeira, buracos negros — ainda falta massa para justificar a força gravitacional que mantém as galáxias coesas. Por isso, modelos cosmológicos dependem de halos de matéria escura como estruturas fundamentais na formação galáctica.
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A surpresa começou em 2018, quando Pieter van Dokkum identificou a DF2 com muito menos matéria escura do que o esperado. Em 2019, a DF4 reforçou a anomalia. Em 2022, ambas foram reconhecidas como parte de uma cadeia compacta de galáxias, e em 2025 estudos mostraram que todas se moviam de forma semelhante, um indício de origem compartilhada. A DF9, com tamanho, brilho e aglomerados estelares parecidos, tornou‑se o alvo natural para testar a hipótese.
A explicação mais promissora envolve um cenário chamado "colisão de anãs‑bala". Nesse tipo de encontro frontal entre duas galáxias anãs, estrelas e halos de matéria escura atravessariam umas às outras, enquanto o gás, que colide e desacelera, ficaria para trás. Essa região rica em matéria comum, mas pobre em matéria escura, poderia então formar novas estrelas e pequenas galáxias desprovidas de halos escuros, como sugerem as simulações.
Para os cientistas, a existência de uma linha inteira de galáxias sem matéria escura é um resultado fascinante, capaz de restringir teorias sobre a natureza dessa substância misteriosa. Van Dokkum afirmou que a descoberta reforça a ideia de que a matéria escura se comporta como uma entidade física real e não como um efeito de teorias alternativas de gravidade, especialmente na escala das galáxias anãs, onde o debate é mais intenso.
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