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Mídia: mercados pressionam EUA enquanto Trump tenta conter queda dos títulos e risco global crescente

© AP Photo / Jose Luis MaganaO secretário do Tesouro, Scott Bessent, presta depoimento perante Comitê de Apropriações da Câmara dos Representantes, em audiência de supervisão do Departamento do Tesouro dos EUA. Capitólio, Washington, D.C., 6 de maio de 2025
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, presta depoimento perante Comitê de Apropriações da Câmara dos Representantes, em audiência de supervisão do Departamento do Tesouro dos EUA. Capitólio, Washington, D.C., 6 de maio de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 23.08.2026
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Com a dívida dos EUA em disparada e os mercados de títulos em queda, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ampliou a recompra de papéis de longo prazo para tentar conter a turbulência e evitar um choque global, enquanto Donald Trump busca acalmar investidores diante do risco de alta nos custos de empréstimos.
A disparada da dívida norte-americana transformou o aniversário de 64 anos do secretário do Tesouro, Scott Bessent, em um momento de tensão, segundo a mídia britânica.
Pouco antes da data, ele decidiu se dar um "presente" pouco festivo ao ordenar que sua equipe dobrasse para US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 20,5 bilhões) a recompra de títulos de longo prazo, em uma tentativa urgente de estabilizar um mercado em queda e evitar um abalo financeiro global.
A intervenção buscava conter a turbulência que vinha derrubando os preços dos Títulos do Tesouro, peça central da economia mundial. Para Donald Trump, que frequentemente vincula sua reputação ao desempenho de Wall Street, a deterioração do mercado exigia ação imediata. Ele incumbiu Bessent de acalmar investidores e impedir que a desconfiança se transformasse em pânico.
De acordo com a apuração, a estratégia era direta: se o mercado rejeitava títulos de dez e 30 anos, o próprio Tesouro os compraria, criando demanda artificial para sustentar preços e reduzir rendimentos. Rendimentos menores significariam juros mais baixos para o governo, aliviando a gigantesca conta de endividamento acumulada pela administração Trump.
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Bessent esperava que a medida restaurasse a confiança dos chamados "vigilantes dos títulos", mostrando que, mesmo sem controlar o avanço da dívida, o governo tentava manter seus custos sob controle. Mas o efeito inicial foi decepcionante e os rendimentos caíram por pouco tempo e logo voltaram a subir, levando o secretário a prometer novas compras e a revisar o orçamento para reduzir a necessidade de empréstimos.

Trump tentou tranquilizar o público, afirmando que a economia seguia forte "apesar das taxas de juros", e elogiou Bessent por seu "talento natural para títulos". Economistas, porém, alertaram à publicação que um fracasso da estratégia pode desencadear um choque global. Como resumiu Joseph Brusuelas, da consultoria RSM: "Se os EUA pegarem um resfriado, todos vocês vão pegar pneumonia".

O consultor afirma que governos teriam de cortar gastos ou aceitar mais inflação, hipotecas ficariam mais caras, investimentos públicos em infraestrutura, educação e saúde seriam reduzidos, impostos subiriam, empresas enfrentariam custos maiores e empregos seriam eliminados.
Mas a tensão entre governos endividados e investidores não é nova e os vigilantes do mercado estão apertando o cerco com intensidade inédita em décadas.

Os rendimentos dos títulos nos EUA, Japão, Reino Unido e França atingiram níveis não vistos desde antes da crise de 2007-2008, sinalizando que a pressão dos mercados voltou com força total e que qualquer erro de cálculo pode desencadear consequências globais.

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