Galáxia Nuvem 9 pode ser a 1ª 'sem estrelas' já identificada pela ciência (IMAGENS)
Galáxia Nuvem 9 pode ser a 1ª 'sem estrelas' já identificada pela ciência (IMAGENS)
Sputnik Brasil
A Nuvem 9 pode ser a primeira galáxia sem estrelas já encontrada: um enorme halo de gás e matéria escura que não emite luz, apesar de ter massa para formar... 29.08.2026, Sputnik Brasil
Cientistas estão próximos de confirmar que a Nuvem 9, localizada a 14 milhões de anos-luz de distância, pode ser a primeira galáxia sem estrelas já identificada. Apesar de conter grande quantidade de gás e matéria escura, ela praticamente não emite luz, um comportamento raro no universo e considerado um dos sinais mais fortes de sua natureza incomum.Observações recentes do Telescópio Espacial Hubble revelaram que a Nuvem 9 abriga cerca de um milhão de massas solares em gás hidrogênio e aproximadamente cinco milhões de massas solares em matéria escura, mas nenhuma população estelar significativa. Para os pesquisadores, o "silêncio luminoso" do objeto é um dos indícios mais convincentes de que se trata de uma galáxia fracassada.Ignacio Trujillo, líder da pesquisa, destacou a um portal especializado que as imagens profundas obtidas com a HiPERCAM, no Grande Telescópio Canárias, mostraram um vazio absoluto na região onde deveria existir alguma emissão estelar. A profundidade alcançada permitiu estabelecer um limite máximo de apenas 16 mil massas solares em estrelas — valor extremamente baixo para uma galáxia.A ausência de estrelas, combinada à presença de gás em um ambiente considerado normal, torna a Nuvem 9 uma candidata robusta ao conceito teórico de galáxia escura. Esses objetos foram previstos há décadas, mas são difíceis de detectar porque não emitem luz visível, exigindo observações em rádio e imagens ópticas extremamente profundas.Modelos cosmológicos sugerem que galáxias sem estrelas podem surgir quando a radiação ultravioleta do universo aquece o gás em halos de matéria escura de baixa massa, impedindo seu resfriamento e colapso para formar estrelas. A massa estimada da Nuvem 9 se encaixa nesse regime, reforçando a hipótese de que ela seja um exemplo natural desse processo.Trujillo afirma que o Hubble já forneceu evidências fortes, mas futuras observações com instrumentos como o Telescópio Espacial James Webb (JWST) poderão avançar a investigação, desde que utilizem filtros adequados para detectar possíveis sinais estelares extremamente tênues.
A Nuvem 9 pode ser a primeira galáxia sem estrelas já encontrada: um enorme halo de gás e matéria escura que não emite luz, apesar de ter massa para formar estrelas. Observações profundas revelaram ausência total de emissão estelar, reforçando a hipótese de uma galáxia "fracassada" no início do universo.
Cientistas estão próximos de confirmar que a Nuvem 9, localizada a 14 milhões de anos-luz de distância, pode ser a primeira galáxia sem estrelas já identificada. Apesar de conter grande quantidade de gás e matéria escura, ela praticamente não emite luz, um comportamento raro no universo e considerado um dos sinais mais fortes de sua natureza incomum.
Observações recentes do Telescópio Espacial Hubble revelaram que a Nuvem 9 abriga cerca de um milhão de massas solares em gás hidrogênio e aproximadamente cinco milhões de massas solares em matéria escura, mas nenhuma população estelar significativa. Para os pesquisadores, o "silêncio luminoso" do objeto é um dos indícios mais convincentes de que se trata de uma galáxia fracassada.
A imagem do Levantamento Digital Sloan do Céu (SDSS, na sigla em inglês) é mostrada com uma imagem ultraprofunda ampliada do HiPERCAM centrada em Nuvem 9. A luz dispersa da estrela brilhante HD 111859, localizada logo fora do campo de visão do instrumento no canto inferior esquerdo, afeta o canto inferior esquerdo da imagem ultraprofunda. Nenhuma emissão estelar foi detectada na localização de Nuvem 9.
A imagem do Levantamento Digital Sloan do Céu (SDSS, na sigla em inglês) é mostrada com uma imagem ultraprofunda ampliada do HiPERCAM centrada em Nuvem 9. A luz dispersa da estrela brilhante HD 111859, localizada logo fora do campo de visão do instrumento no canto inferior esquerdo, afeta o canto inferior esquerdo da imagem ultraprofunda. Nenhuma emissão estelar foi detectada na localização de Nuvem 9.
Uma imagem aproximada da galáxia sem estrelas Nuvem 9.
Ignacio Trujillo, líder da pesquisa, destacou a um portal especializado que as imagens profundas obtidas com a HiPERCAM, no Grande Telescópio Canárias, mostraram um vazio absoluto na região onde deveria existir alguma emissão estelar. A profundidade alcançada permitiu estabelecer um limite máximo de apenas 16 mil massas solares em estrelas — valor extremamente baixo para uma galáxia.
A ausência de estrelas, combinada à presença de gás em um ambiente considerado normal, torna a Nuvem 9 uma candidata robusta ao conceito teórico de galáxia escura. Esses objetos foram previstos há décadas, mas são difíceis de detectar porque não emitem luz visível, exigindo observações em rádio e imagens ópticas extremamente profundas.
Modelos cosmológicos sugerem que galáxias sem estrelas podem surgir quando a radiação ultravioleta do universo aquece o gás em halos de matéria escura de baixa massa, impedindo seu resfriamento e colapso para formar estrelas. A massa estimada da Nuvem 9 se encaixa nesse regime, reforçando a hipótese de que ela seja um exemplo natural desse processo.
Apesar dos resultados impressionantes, os cientistas ainda não chegaram a um consenso definitivo. Imagens espaciais ainda mais profundas seriam necessárias para descartar completamente qualquer emissão estelar residual e confirmar a natureza da Nuvem 9 com segurança.
Trujillo afirma que o Hubble já forneceu evidências fortes, mas futuras observações com instrumentos como o Telescópio Espacial James Webb (JWST) poderão avançar a investigação, desde que utilizem filtros adequados para detectar possíveis sinais estelares extremamente tênues.
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