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'Criam focos de tensão': atividade da OTAN no Ártico aumenta os riscos de conflito, diz Lavrov

© AP Photo / Ebrahim NorooziForças militares dinamarquesas participam de um exercício com centenas de soldados de vários membros europeus da OTAN no Oceano Ártico, em Nuuk, Groenlândia, 15 de setembro de 2025
Forças militares dinamarquesas participam de um exercício com centenas de soldados de vários membros europeus da OTAN no Oceano Ártico, em Nuuk, Groenlândia, 15 de setembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 31.08.2026
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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) militariza o Ártico e cria focos de tensão internacional lá, diz no seu recente artigo para o portal arctic.ru o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
"Os países da OTAN, assim como essa aliança militar em geral, estão trabalhando para militarizar a região, criando focos de tensão internacional lá", aponta o ministro.
Ele observa que a atividade militar da OTAN no Ártico aumenta o risco de incidentes que podem desencadear confrontos armados.

"Aumentam os riscos de incidentes que podem desencadear confrontos armados com consequências potencialmente catastróficas", aponta o chanceler russo.

Por sua vez, disse ele, a Rússia está interessada em preservar o Ártico como uma zona de paz.
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"Manter o Ártico como uma zona de paz e cooperação é do interesse de toda a comunidade internacional, e a Rússia está certamente interessada nisso", disse o ministro. Ele observou que também há aqueles que não compartilham desta visão.
A Rússia observa um interesse significativo de países estrangeiros em uma cooperação construtiva no Ártico e está pronta para desenvolver parcerias mutuamente benéficas com eles — e há muitos desses países, observou o chanceler russo.
Trata-se, sobretudo, da China e Índia, que já alcançaram uma cooperação estreita com a Rússia. O Brasil, Indonésia, Irã e outros países do BRICS também têm perspectivas para cooperar. Até a Coreia do Sul e Cingapura, participantes de campanhas antirrussas do Ocidente, mostram interesse em cooperar com Rússia em vários projetos árticos.
Ao contrário da Rússia, a OTAN não busca manter o Ártico como zona de paz e cooperação, o que é a única explicação da sua militarização da região e provocação de tensões lá – mas não tem perspectivas falar com Rússia na língua de ameaças.
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