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Mercado global está sob pressão porque Europa não reabasteceu suas reservas de gás para inverno
Mercado global está sob pressão porque Europa não reabasteceu suas reservas de gás para inverno
Sputnik Brasil
Devido à crise energética desencadeada pelo conflito no Oriente Médio, os países europeus suspenderam suas compras de gás planejadas para reabastecer seus... 04.09.2026, Sputnik Brasil
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Atualmente, para atingir o nível mínimo de reserva estabelecido de 75%, a Europa precisará de mais de 100 terawatts-hora de gás, no valor de mais de US$ 8,1 bilhões (mais de R$ 41,3 bilhões), segundo a apuração.Os governos da região cancelaram suas compras planejadas na esperança de que os preços, que dispararam após o fechamento do estreito de Ormuz com o início da guerra entre EUA e Irã, caíssem.Além disso, os preços agora são o dobro do que eram há um ano e, se a crise em torno do estreito de Ormuz continuar durante os meses mais frios, a Europa terá que pagar ainda mais, prevê a agência, citando seus especialistas.No entanto, os analistas consultados estimam que é improvável que a Europa enfrente uma escassez física, pois poderá comprar gás mesmo a preços altos. Em vez disso, essa situação poderá afetar "os mercados mais sensíveis a preços".No entanto, a Europa também sofrerá as consequências: especialistas preveem que a inflação dobrará e ultrapassará os 6%, afetando tanto os consumidores quanto a indústria, conclui a apuração.Em meio à crise em torno do estreito de Ormuz e aos temores de interrupções no fornecimento de combustível, a União Europeia (UE) decidiu reduzir os níveis de armazenamento de gás exigidos para os Estados-membros de 90% para 80% até o início da temporada de inverno (Hemisfério Norte).Contudo, a empresa russa de energia Gazprom previu anteriormente que, se as injeções continuarem no ritmo atual, o nível de armazenamento subterrâneo de gás na Europa cairá abaixo de 75% até 1º de outubro. Reservas insuficientes de gás para a temporada de aquecimento representarão riscos significativos para garantir um fornecimento confiável aos consumidores europeus no próximo inverno.Desde 2022, os países europeus enfrentam uma crise energética devido às sanções impostas à energia russa. O presidente russo Vladimir Putin, por sua vez, afirmou que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia ocidental de longo prazo e que as sanções representaram um duro golpe para toda a economia global.O presidente assegurou que seu país não nega a ninguém o acesso aos seus recursos energéticos. No entanto, Bruxelas, representada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, continua a insistir em uma ruptura total com o setor energético russo e na rejeição definitiva da energia russa em favor de fontes alternativas mais caras.
https://noticiabrasil.net.br/20260904/recusa-do-gas-russo-pela-alemanha-piora-sua-economia-e-vida-de-seus-cidadaos-diz-analista-53803007.html
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Mercado global está sob pressão porque Europa não reabasteceu suas reservas de gás para inverno
Devido à crise energética desencadeada pelo conflito no Oriente Médio, os países europeus suspenderam suas compras de gás planejadas para reabastecer seus estoques de inverno, na esperança de que o fornecimento de GNL se recupere e os preços caiam, segundo relatos da mídia.
"A Europa se aproxima do fim do verão [Hemisfério Norte] com uma baixa reserva de gás natural, o que ameaça intensificar a competição global pelo fornecimento", observa a imprensa.
Atualmente, para
atingir o nível mínimo de reserva estabelecido de 75%, a Europa
precisará de mais de 100 terawatts-hora de gás, no valor de mais de US$ 8,1 bilhões (mais de R$ 41,3 bilhões),
segundo a apuração.
Os governos da região cancelaram suas compras planejadas na esperança de que os preços, que
dispararam após o fechamento do estreito de Ormuz com o
início da guerra entre EUA e Irã, caíssem.
"Isso não aconteceu. O fornecimento do golfo Pérsico permanece praticamente paralisado, enquanto a guerra não dá sinais de terminar e os navios de gás natural liquefeito [GNL] estão fazendo muito menos viagens pelo estreito de Ormuz do que os petroleiros", avalia a agência.
Além disso, os preços agora são o dobro do que eram há um ano e, se a
crise em torno do estreito de Ormuz continuar durante os meses mais frios, a
Europa terá que pagar ainda mais, prevê a agência, citando seus especialistas.
No entanto, os analistas consultados estimam que é improvável que a Europa
enfrente uma escassez física, pois poderá comprar gás mesmo a preços altos. Em vez disso, essa situação
poderá afetar "os mercados mais sensíveis a preços".
"Um dos riscos é que a Europa exclua novamente países mais pobres, como Paquistão e Bangladesh, do mercado, desencadeando uma repetição dos apagões e interrupções industriais da crise de 2022", escreve a mídia.
No entanto, a Europa também sofrerá as consequências: especialistas preveem que a inflação dobrará e ultrapassará os 6%, afetando tanto os consumidores quanto a indústria, conclui a apuração.
Em meio à crise em torno do estreito de Ormuz e aos temores de
interrupções no fornecimento de combustível, a União Europeia (UE)
decidiu reduzir os níveis de armazenamento de gás exigidos para os Estados-membros de 90% para 80% até o início da temporada de inverno (Hemisfério Norte).
Contudo, a empresa russa de energia Gazprom
previu anteriormente que, se as injeções continuarem no ritmo atual, o
nível de armazenamento subterrâneo de gás na Europa cairá abaixo de 75% até 1º de outubro. Reservas insuficientes de gás para a temporada de aquecimento representarão riscos significativos para garantir um fornecimento confiável aos consumidores europeus no próximo inverno.
Desde 2022, os países europeus enfrentam uma crise energética devido às sanções impostas à energia russa. O
presidente russo Vladimir Putin, por sua vez, afirmou que a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma
estratégia ocidental de longo prazo e que as sanções representaram um duro golpe para toda a economia global.
O presidente assegurou que seu
país não nega a ninguém o acesso aos seus recursos energéticos. No entanto, Bruxelas, representada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen,
continua a insistir em uma ruptura total com o setor energético russo e na rejeição definitiva da energia russa em favor de fontes alternativas mais caras.
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