https://noticiabrasil.net.br/20260908/analise-norte-global-tem-interesse-em-manter-america-latina-dividida-e-atrasada-53784405.html
Análise: Norte Global tem interesse em manter América Latina dividida e atrasada
Análise: Norte Global tem interesse em manter América Latina dividida e atrasada
Sputnik Brasil
À Sputnik Brasil, analistas apontam que críticas à exploração da Margem Equatorial refletem o interesse por parte dos EUA e de aliados em que potências... 08.09.2026, Sputnik Brasil
2026-09-08T14:45-0300
2026-09-08T14:45-0300
2026-09-08T14:52-0300
panorama internacional
américas
margem equatorial
brasil
petrobras
petróleo
exploração
meio ambiente
podcast
mundioka
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e8/0c/05/37621273_0:160:3074:1889_1920x0_80_0_0_5b00e401abfeae4113fdd194c963e769.jpg
A descoberta de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, tem potencial para fortalecer a importância geopolítica do Brasil no mundo.A exploração de petróleo e gás na região pode transformar o norte da América do Sul em um novo polo energético mundial, aponta ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, Leonam Guimarães, doutor em engenharia naval e oceânica pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Comitê Científico e Tecnológico (ComCiTec) da Amazul.Nesse contexto, ele acrescenta que pressões relativas à questão ambiental podem ser usadas como instrumento de pressão geopolítica, embora isso não signifique que as preocupações ambientais sejam ilegítimas.Ao mesmo tempo que a descoberta pode aumentar a autonomia relativa do Brasil, por ampliar reservas, exportações, receitas e segurança energética, ela também coloca o país ainda mais no centro das disputas internacionais por energia.Questionados sobre as críticas de ambientalistas, Guimarães diz que a questão ambiental teve um grande peso na exploração da Margem Equatorial porque dizer que há exploração na foz do Amazonas toca em pontos que fazem parte do imaginário popular.Além da descoberta na bacia da Foz do Amazonas, Guimarães destaca que há estudos bastante promissores em outras regiões, que podem consolidar a posição do Brasil como potência energética.A descoberta no poço de Morpho vem em bom momento e coincidirá com o esgotamento das reservas de pré-sal na bacia de Campos, no litoral de São Paulo, que estão em declínio, conforme Lucas Kerr, professor no Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina (PPG-ICAL) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)."É por isso que tem essa relevância tão grande, tanto destaque para o planejamento de longo prazo da Petrobras", afirma o especialista.Ele acrescenta que há pressa da Petrobras em explorar a reserva pois está localizada na mesma região em que foi encontrado petróleo na Guiana e no Suriname, e não se sabe se a reserva é uma formação única ou separada e não interconectada."Se for uma formação única, um lado está puxando mais petróleo do que o outro. Ao mesmo tempo, o mundo vem procurando novas fronteiras petrolíferas porque a demanda por petróleo continua crescendo, principalmente na Ásia, mas é um fenômeno de escala global", explica Kerr.Ele considera que existe interesse por parte de potências do Norte Global de que o Brasil ou outras potências emergentes não se desenvolvam do ponto de vista geopolítico.Nesse sentido, ele aponta que não é uma conspiração afirmar que ONGs estrangeiras, principalmente dos EUA e de aliados, são aparelhadas para coibir o desenvolvimento do Brasil, criticando duramente a exploração na Margem Equatorial.
https://noticiabrasil.net.br/20260818/guerra-hibrida-ongs-tentam-minar-a-ascensao-do-brasil-como-o-5-maior-produtor-de-petroleo-53311411.html
https://noticiabrasil.net.br/20260826/amplo-leque-de-recursos-como-a-margem-equatorial-concilia-petroleo-desenvolvimento-e-transicao-53537928.html
margem equatorial
brasil
américa latina
estados unidos
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e8/0c/05/37621273_172:0:2903:2048_1920x0_80_0_0_3ba4161df4884725f18e60885a433ecd.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
américas, margem equatorial, brasil, petrobras, petróleo, exploração, meio ambiente, podcast, mundioka, exclusiva, exploração de petróleo, exploração de gás, campos de petróleo, hidrocarbonetos, américa latina, norte global, estados unidos, eua
américas, margem equatorial, brasil, petrobras, petróleo, exploração, meio ambiente, podcast, mundioka, exclusiva, exploração de petróleo, exploração de gás, campos de petróleo, hidrocarbonetos, américa latina, norte global, estados unidos, eua
Análise: Norte Global tem interesse em manter América Latina dividida e atrasada
14:45 08.09.2026 (atualizado: 14:52 08.09.2026) Especiais
À Sputnik Brasil, analistas apontam que críticas à exploração da Margem Equatorial refletem o interesse por parte dos EUA e de aliados em que potências emergentes não se desenvolvam do ponto de vista geopolítico.
A descoberta de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, tem potencial para fortalecer a importância geopolítica do Brasil no mundo.
A exploração de petróleo e gás na região pode transformar o norte da América do Sul em um novo polo energético mundial, aponta ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, Leonam Guimarães, doutor em engenharia naval e oceânica pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Comitê Científico e Tecnológico (ComCiTec) da Amazul.
"Uma nova grande província petrolífera no Atlântico Equatorial aumentaria a importância econômica e geopolítica do Brasil, bem como a de seus vizinhos, e isso significaria maior interesse americano, chinês, europeu, enfim, das grandes companhias internacionais. Não necessariamente uma ameaça à soberania, mas certamente mais atenção estratégica."
Nesse contexto, ele acrescenta que pressões relativas à questão ambiental podem ser usadas como
instrumento de pressão geopolítica, embora isso não signifique que as preocupações ambientais sejam ilegítimas.
"O ponto importante aqui é distinguir críticas baseadas em ciência e riscos concretos de pressões seletivas motivadas por interesses econômicos ou estratégicos. As duas dimensões normalmente coexistem."
Ao mesmo tempo que a
descoberta pode aumentar a autonomia relativa do Brasil, por ampliar reservas, exportações, receitas e segurança energética, ela também
coloca o país ainda mais no centro das disputas internacionais por energia.
"Quanto maior a importância petrolífera do Brasil, maior também será seu peso e a sua exposição geopolítica", sublinha Guimarães.
Questionados sobre as críticas de ambientalistas, Guimarães diz que a questão ambiental teve um grande peso na exploração da Margem Equatorial porque dizer que há exploração na foz do Amazonas toca em pontos que fazem parte do imaginário popular.
"Acho que tocou em sensibilidades que a sociedade brasileira tem e acabou se tornando uma reverberação — a importância desse tema do risco ambiental foi muito maximizado por causa desses aspectos associados ao fato de você estar falando da exploração no rio Amazonas. Só que isso não corresponde à verdade. São quase mil quilômetros de distância da foz do rio Amazonas."
Além da descoberta na bacia da Foz do Amazonas, Guimarães destaca que há estudos bastante promissores em outras regiões, que podem consolidar a posição do Brasil como potência energética.
"No oposto, existe uma região bastante promissora chamada bacia de Pelotas, que pega a região do litoral, distante do litoral do Rio Grande do Sul."
A descoberta no poço de Morpho vem em bom momento e coincidirá com o esgotamento das reservas de pré-sal na bacia de Campos, no litoral de São Paulo, que estão em declínio, conforme Lucas Kerr, professor no Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea da América Latina (PPG-ICAL) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
"É por isso que tem essa relevância tão grande, tanto destaque para o planejamento de longo prazo da Petrobras", afirma o especialista.
Ele acrescenta que há pressa da Petrobras em explorar
a reserva pois está localizada na mesma região em que foi encontrado
petróleo na Guiana e no Suriname, e não se sabe se a reserva é uma formação única ou separada e não interconectada.
"Se for uma formação única, um lado está puxando mais petróleo do que o outro. Ao mesmo tempo, o mundo vem procurando novas fronteiras petrolíferas porque a demanda por petróleo continua crescendo, principalmente na Ásia, mas é um fenômeno de escala global", explica Kerr.
Ele considera que existe interesse por parte de potências do Norte Global de que o Brasil ou outras potências emergentes não se desenvolvam do ponto de vista geopolítico.
"Porque cria novos concorrentes. Esses países passam a se comportar como concorrentes não só econômicos, industriais, mas geopolíticos, muitas vezes, disputando áreas de influência ou simplesmente influência no cenário internacional."
Nesse sentido, ele aponta que não é uma conspiração afirmar que ONGs estrangeiras, principalmente dos EUA e de aliados, são aparelhadas para coibir o desenvolvimento do Brasil, criticando duramente a exploração na Margem Equatorial.
"O ideal para os EUA é que essa região fique conturbada, que os países briguem e que, por exemplo, Brasil e Argentina não sejam aliados, que sejam rivais. Porque aí o Brasil vai se preocupar mais com a Argentina do que com a política internacional e com a região como um todo, não vai buscar tanto crescimento para fora da região."
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).