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PT defende mandatos para integrantes de cortes superiores

© Foto / Divulgação / PTO presidente do PT, Edinho Silva, durante 8º Congresso Nacional do PT, em 26 de abril de 2026
O presidente do PT, Edinho Silva, durante 8º Congresso Nacional do PT, em 26 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 10.09.2026
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Presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que proposta prevê ampliar participação da sociedade civil no CNJ e no CNMP; duração dos mandatos ainda não foi definida.
O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu incluir em uma resolução política a defesa da criação de mandatos para integrantes das cortes superiores do Judiciário, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta foi discutida pela Executiva Nacional da legenda nesta quinta-feira (10), em meio ao agravamento da crise entre integrantes da Corte e ao impacto do episódio na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, afirmou que a proposta também prevê mudanças nos órgãos de controle do Judiciário e do Ministério Público.

"Estamos falando de ampliação do CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público], ampliação do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], para que a sociedade civil tenha mais assentos nos órgãos que fiscalizam. E também a questão de mandatos para as cortes", declarou.

Segundo Edinho, a legenda ainda não definiu a duração dos eventuais mandatos. "É abrir o debate de mandatos, nós não detalhamos", afirmou.
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A possibilidade de estabelecer mandatos para ministros do STF já havia sido defendida publicamente por Lula. Em fevereiro, o presidente afirmou que não seria adequado um ministro ingressar na Corte aos 35 anos e permanecer até os 75. "Então, acho que pode ter um mandato", declarou na ocasião.
A decisão do PT ocorre em meio à crise envolvendo ministros do STF, que se intensificou após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de informações relacionadas à investigação sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A direção petista avalia que o episódio pode provocar desgaste eleitoral para Lula, que, por ocupar a Presidência, tende a ser responsabilizado pelo eleitorado por questões relacionadas ao governo e às instituições. Dirigentes também reconhecem que o partido manteve uma relação de proximidade com o STF durante o atual mandato.
Durante a reunião desta quinta-feira, integrantes do PT defenderam uma postura mais assertiva na campanha presidencial. Edinho afirmou que a reforma do Poder Judiciário é uma "bandeira antiga" da legenda e que o partido tem legitimidade para defender mudanças independentemente da atual crise no STF.
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A cúpula petista também discutiu a necessidade de cobrar a abertura dos sigilos de investigações envolvendo o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, deveria determinar a abertura completa dos procedimentos.
A reunião teve ainda como objetivo reorganizar a campanha de Lula, diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais. Dirigentes avaliaram que o tom adotado nas primeiras semanas de campanha foi excessivamente otimista e defenderam uma atuação mais propositiva e assertiva, com maior ênfase em temas como segurança pública.
O PT também reconheceu problemas na produção de materiais de campanha para os estados. Segundo Edinho, a estratégia de descentralizar a produção não funcionou em todos os locais e parte do trabalho será novamente concentrada nos grandes centros.
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