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Fusão de buracos negros 'gigantes' pode ter sido resultado de uma lente gravitacional (IMAGENS)

© Sputnik / Gerado por IAUma ilustração da fusão de buracos negros supermassivos criando ondulações no espaço causadas por ondas gravitacionais
Uma ilustração da fusão de buracos negros supermassivos criando ondulações no espaço causadas por ondas gravitacionais - Sputnik Brasil, 1920, 10.09.2026
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A nova análise de um incrível evento astronômico indica que a fusão detectada pelo LIGO parecia envolver buracos negros gigantes, mas suas massas foram superestimadas por efeito de lente gravitacional. A distorção do espaço‑tempo teria amplificado o sinal.
A nova pesquisa relata que o sinal GW231123, detectado pelo LIGO em novembro de 2023, parecia indicar a fusão de dois buracos negros extremamente massivos, com 140 e 100 massas solares, algo difícil de explicar pelos modelos tradicionais de evolução estelar. Os cientistas vinham tentando entender como um sistema binário tão incomum poderia ter se formado, mas a equipe responsável pelo novo estudo afirma que essas massas elevadas eram apenas uma ilusão observacional.
© Foto / Centro de Voos Espaciais Goddard da NASAUma simulação da fusão de buracos negros
Uma simulação da fusão de buracos negros - Sputnik Brasil, 1920, 10.09.2026
Uma simulação da fusão de buracos negros
Segundo os pesquisadores, o fenômeno responsável por essa ilusão seria a lente gravitacional, prevista pela relatividade geral de Einstein. Eles explicam que objetos massivos podem distorcer o espaço-tempo e alterar o caminho da luz — ou, neste caso, das ondas gravitacionais — fazendo com que sinais cheguem à Terra amplificados ou modificados, criando a impressão de que os buracos negros envolvidos eram maiores do que realmente eram.
© Foto / NASA, ESA & L. CalçadaEsta ilustração mostra um fenômeno conhecido como lente gravitacional, que é usado por astrônomos para estudar galáxias muito distantes e muito tênues. Observe que a escala foi bastante exagerada neste diagrama. Na realidade, a galáxia distante está muito mais distante e muito menor. Aglomerados de lente gravitacional são aglomerados de galáxias elípticas cuja gravidade é tão forte que curvam a luz das galáxias atrás delas. Isso produz imagens distorcidas e, muitas vezes, múltiplas da galáxia de fundo. Mas, apesar dessa distorção, as lentes gravitacionais permitem observações muito melhoradas, pois a gravidade curva o caminho da luz em direção ao Hubble, amplificando a luz e tornando objetos de outra forma invisíveis observáveis. Uma equipe de astrônomos usou Abell 383, uma dessas lentes gravitacionais, para observar uma galáxia distante cuja luz é resolvida em duas imagens pelo aglomerado
Esta ilustração mostra um fenômeno conhecido como lente gravitacional, que é usado por astrônomos para estudar galáxias muito distantes e muito tênues. Observe que a escala foi bastante exagerada neste diagrama. Na realidade, a galáxia distante está muito mais distante e muito menor. Aglomerados de lente gravitacional são aglomerados de galáxias elípticas cuja gravidade é tão forte que curvam a luz das galáxias atrás delas. Isso produz imagens distorcidas e, muitas vezes, múltiplas da galáxia de fundo. Mas, apesar dessa distorção, as lentes gravitacionais permitem observações muito melhoradas, pois a gravidade curva o caminho da luz em direção ao Hubble, amplificando a luz e tornando objetos de outra forma invisíveis observáveis. Uma equipe de astrônomos usou Abell 383, uma dessas lentes gravitacionais, para observar uma galáxia distante cuja luz é resolvida em duas imagens pelo aglomerado - Sputnik Brasil, 1920, 10.09.2026
Esta ilustração mostra um fenômeno conhecido como lente gravitacional, que é usado por astrônomos para estudar galáxias muito distantes e muito tênues. Observe que a escala foi bastante exagerada neste diagrama. Na realidade, a galáxia distante está muito mais distante e muito menor. Aglomerados de lente gravitacional são aglomerados de galáxias elípticas cuja gravidade é tão forte que curvam a luz das galáxias atrás delas. Isso produz imagens distorcidas e, muitas vezes, múltiplas da galáxia de fundo. Mas, apesar dessa distorção, as lentes gravitacionais permitem observações muito melhoradas, pois a gravidade curva o caminho da luz em direção ao Hubble, amplificando a luz e tornando objetos de outra forma invisíveis observáveis. Uma equipe de astrônomos usou Abell 383, uma dessas lentes gravitacionais, para observar uma galáxia distante cuja luz é resolvida em duas imagens pelo aglomerado
A equipe argumenta que as ondas gravitacionais podem ser desviadas, amplificadas e até divididas em múltiplos sinais, assim como a luz, e que efeitos de difração e interferência ajudam a identificar eventos afetados por lentes gravitacionais. Para testar essa hipótese, os pesquisadores desenvolveram um modelo matemático e um software capaz de analisar rapidamente essas distorções.
Eles concluíram que, se o sinal tivesse sido desviado por um objeto compacto entre 190 e 850 massas solares — ou por uma estrutura extensa, como um aglomerado globular — as massas aparentes dos buracos negros seriam explicáveis sem exigir rotações extremas. Com essa correção, o sistema teria cerca de 140 massas solares no total, e não 240 como inicialmente estimado.
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A natureza da lente gravitacional permanece incerta. Os cientistas afirmam que objetos compactos com massas entre 100 e 1.000 sóis deveriam ser extremamente raros, e que trabalhos futuros precisarão determinar se tais lentes podem se formar ou se um conjunto de objetos mais leves poderia produzir o mesmo efeito observado no sinal GW231123.

A equipe também ressalta que ainda não é possível afirmar com certeza que este é o primeiro caso de ondas gravitacionais afetadas por lente gravitacional.

Mesmo assim, o estudo demonstra como a astronomia de ondas gravitacionais pode revelar fenômenos extremos do Universo e oferecer novas ferramentas para investigar fusões de buracos negros e estruturas massivas capazes de distorcer o espaço-tempo.
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