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Mídia: Índia e Rússia reforçam parceria de defesa com foco em tecnologia e produção conjunta
Mídia: Índia e Rússia reforçam parceria de defesa com foco em tecnologia e produção conjunta
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A Índia e a Rússia querem elevar sua parceria de defesa, apostando em produção conjunta e transferência de tecnologia, enquanto modernizam o míssil BrahMos e... 16.09.2026, Sputnik Brasil
2026-09-16T06:05-0300
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A Índia e a Rússia buscam ampliar uma das parcerias de defesa mais antigas da Ásia, deslocando o foco da simples compra de armamentos para uma cooperação industrial baseada em tecnologia. O encontro entre Vladimir Putin e Narendra Modi, marcado por gestos de proximidade antes da cúpula do BRICS, reforçou essa intenção e foi interpretado por analistas consultados pelo South China Morning Post como sinal de uma reorientação estratégica mais profunda.As discussões incluíram produção conjunta, transferência de tecnologia e desenvolvimento de sistemas voltados para exportação. A modernização dos mísseis BrahMos e a oferta russa de compartilhar tecnologia dos caças furtivos Su-57 foram apontadas como evidências da crescente sofisticação dessa parceria. Paralelamente, os dois países estabeleceram a meta de elevar o comércio bilateral a US$ 100 bilhões (cerca de R$ 569,5 bilhões) até 2030.A dependência histórica da Índia de equipamentos russos convive hoje com a busca por tecnologia mais avançada junto a França, EUA e Israel, motivada por incertezas no fornecimento russo desde o início da operação militar especial na Ucrânia. As sanções ocidentais dificultaram o acesso de Moscou a componentes críticos, afetando algumas entregas para Nova Deli e impulsionando a migração para modelos de produção conjunta no âmbito do programa de incentivo à produção nacional "Make in India".O BrahMos tornou-se símbolo dessa nova fase. Suas exportações para Filipinas, Indonésia e Vietnã, além do interesse da Malásia, mostram o alcance regional do projeto. Embora o encontro entre Putin e Modi não tenha gerado contratos para uma variante avançada, elevou a prioridade política da próxima geração do míssil, que inclui versões mais leves, lançadas por submarinos e até uma variante hipersônica.A cooperação também avança na aviação militar, ao passo que a Índia avalia um programa de US$ 11 bilhões (carca de R$ 62,65 bilhões) para modernizar sua frota de Su-30MKI e considera a proposta russa de desenvolvimento conjunto do Su-57, em meio a dificuldades para obter motores para seu próprio caça furtivo AMCA. Atrasos nos motores GE-404 e o aumento de preço do GE-414 ampliaram dúvidas sobre o cronograma indiano.Com China e Paquistão fortalecendo suas forças aéreas, analistas afirmaram à mídia asiática que a Índia enfrenta uma lacuna urgente em tecnologia furtiva. O Su-57 é visto como a única opção disponível de porte desejável enquanto as negociações com a França sobre o Rafale continuam estagnadas devido à recusa em fornecer códigos-fonte.Embora reconheçam limitações, especialistas defendem que uma encomenda restrita do Su-57 poderia ser vantajosa, desde que acompanhada de compartilhamento de código-fonte — condição considerada essencial para que a Índia avance rumo a uma parceria industrial de defesa mais ambiciosa com a Rússia.
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Mídia: Índia e Rússia reforçam parceria de defesa com foco em tecnologia e produção conjunta
A Índia e a Rússia querem elevar sua parceria de defesa, apostando em produção conjunta e transferência de tecnologia, enquanto modernizam o míssil BrahMos e discutem cooperação nos caças Su‑57, em meio à pressão regional por capacidades furtivas e às dificuldades indianas para avançar com seu próprio programa de caças.
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Índia e a Rússia buscam ampliar uma das parcerias de defesa mais antigas da Ásia, deslocando o foco da simples compra de armamentos para uma cooperação industrial baseada em tecnologia. O encontro entre Vladimir Putin e Narendra Modi, marcado por gestos de proximidade antes da
cúpula do BRICS, reforçou essa intenção e foi interpretado por
analistas consultados pelo South China Morning Post como
sinal de uma reorientação estratégica mais profunda.
As discussões incluíram produção conjunta, transferência de tecnologia e desenvolvimento de sistemas voltados para exportação. A modernização dos mísseis BrahMos e a oferta russa de compartilhar tecnologia dos
caças furtivos Su-57 foram apontadas como evidências da crescente sofisticação dessa parceria. Paralelamente, os dois países estabeleceram a meta de elevar o comércio bilateral a US$ 100 bilhões (cerca de R$ 569,5 bilhões) até 2030.
A dependência histórica da Índia de
equipamentos russos convive hoje com a busca por tecnologia mais avançada junto a França, EUA e Israel, motivada por incertezas no fornecimento russo desde o início da
operação militar especial na Ucrânia. As
sanções ocidentais dificultaram o acesso de Moscou a componentes críticos, afetando algumas entregas para Nova Deli e impulsionando a migração para modelos de produção conjunta no âmbito do programa de incentivo à produção nacional "Make in India".
O BrahMos tornou-se símbolo dessa nova fase. Suas
exportações para Filipinas, Indonésia e Vietnã, além do interesse da Malásia, mostram o alcance regional do projeto. Embora o encontro entre Putin e Modi não tenha gerado contratos para uma variante avançada, elevou a prioridade política da
próxima geração do míssil, que inclui versões mais leves, lançadas por submarinos e até uma variante hipersônica.
A cooperação também avança na aviação militar, ao passo que a Índia avalia um programa de US$ 11 bilhões (carca de R$ 62,65 bilhões) para modernizar sua frota de Su-30MKI e considera a proposta russa de desenvolvimento conjunto do Su-57, em meio a dificuldades para obter motores para seu próprio caça furtivo AMCA. Atrasos nos motores GE-404 e o aumento de preço do GE-414 ampliaram dúvidas sobre o cronograma indiano.
Com China e Paquistão
fortalecendo suas forças aéreas, analistas afirmaram à mídia asiática que a Índia enfrenta uma lacuna urgente em tecnologia furtiva. O
Su-57 é visto como a única opção disponível de porte desejável enquanto as negociações com a França sobre o Rafale continuam estagnadas devido à recusa em fornecer códigos-fonte.
Embora reconheçam limitações, especialistas defendem que uma encomenda restrita do Su-57 poderia ser vantajosa,
desde que acompanhada de compartilhamento de código-fonte — condição considerada essencial para que a Índia avance rumo a uma
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