Artes roubadas de Matisse são recuperadas e voltam para exposição gratuita em São Paulo

© Sputnik Brasil / Guilherme Correia
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A Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, abriu neste sábado (19) a exposição "Jazz – o livro de artista de Henri Matisse", reunindo as 20 composições do álbum publicado em 1947.
Oito das gravuras que integram a mostra foram recuperadas pela Polícia Civil após terem sido roubadas em dezembro de 2025 e reapareceram em uma residência em São Bernardo do Campo em agosto deste ano.
A série Jazz foi desenvolvida durante período de limitações físicas por parte do artista, e utiliza técnica que combina recortes de papéis previamente pintados com guache, formando colagens de cores intensas e formas vibrantes. O próprio Matisse denominava essa técnica como "desenhar com a tesoura".
A série Jazz foi desenvolvida durante período de limitações físicas por parte do artista, e utiliza técnica que combina recortes de papéis previamente pintados com guache, formando colagens de cores intensas e formas vibrantes. O próprio Matisse denominava essa técnica como "desenhar com a tesoura".
🖼🎨 Após roubo de obras de arte, gravuras de Matisse voltam a público em SP
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) September 19, 2026
📌 As oito obras de Henri Matisse, da série "Jazz" produzida em 1947, foram recuperadas pela Polícia Civil em agosto, oito meses após serem roubadas da Biblioteca Mário de Andrade em dezembro de 2025.… pic.twitter.com/cKbSzTfzCy
O título da série reflete a concepção do artista sobre aquelas imagens: a combinação entre as cores deveria produzir uma relação dinâmica, assim como ocorre na música.
Segundo Matisse, não bastava simplesmente colocar cores umas ao lado das outras, era necessário que elas atuassem umas sobre as outras, criando harmonia e movimento visual.
A exposição reúne oito obras recuperadas pela polícia: intituladas "The Clown", "The Circus", "Monsieur Loyal", "The nightmare of the white elephant", "The Codomas", "The swimmer in the tank", "The sword swallower" e "The cowboy". Além disso, outras 12 peças que completam o álbum original. A mostra fica em cartaz até 12 de outubro, com entrada gratuita.
A exposição é concebida e produzida pelo Museu de Arte Brasileira (MAB) da FAAP em parceria com a Biblioteca Mário de Andrade, com correalização da Fundação Armando Alvares Penteado e da Prefeitura de São Paulo.
Segundo Matisse, não bastava simplesmente colocar cores umas ao lado das outras, era necessário que elas atuassem umas sobre as outras, criando harmonia e movimento visual.
A exposição reúne oito obras recuperadas pela polícia: intituladas "The Clown", "The Circus", "Monsieur Loyal", "The nightmare of the white elephant", "The Codomas", "The swimmer in the tank", "The sword swallower" e "The cowboy". Além disso, outras 12 peças que completam o álbum original. A mostra fica em cartaz até 12 de outubro, com entrada gratuita.
A exposição é concebida e produzida pelo Museu de Arte Brasileira (MAB) da FAAP em parceria com a Biblioteca Mário de Andrade, com correalização da Fundação Armando Alvares Penteado e da Prefeitura de São Paulo.
Roubo da Biblioteca Mário de Andrade
Dois criminosos invadiram a biblioteca em 7 de dezembro de 2025, durante horário de funcionamento, e levaram 13 obras de arte, sendo oito de Matisse e cinco do artista brasileiro Candido Portinari. As gravuras de Portinari seguem desaparecidas, com suspeitas de que já tenham sido vendidas.
A segurança foi reforçada para a reabertura, segundo a própria institução, que fica no Centro paulistano. Câmeras ligadas ao sistema de monitoramento Smart Sampa, guardas civis e presença da polícia militar agora protegem as obras.
O secretário municipal da Cultura, Totó Parente, reconheceu anteriormente à imprensa que "há sempre um risco" ao proteger acervos de relevância internacional, mas enfatizou que o município está fazendo "tudo para mitigar esse risco e garantir uma exposição mais segura possível".
A Biblioteca Mário de Andrade, fundada em 1926, é a segunda maior biblioteca do Brasil e possui acervo de mais de 327 mil livros, incluindo 51 mil obras raras.
A instituição, tombada como patrimônio cultural em 1992, tem histórico prévio com furtos. O próprio exemplar do Jazz havia sido roubado em data incerta, reapareceu em 2006 na Argentina como parte de lote de publicações raras desviadas ilegalmente de acervos brasileiros, e só retornou definitivamente a São Paulo em 2015.
A segurança foi reforçada para a reabertura, segundo a própria institução, que fica no Centro paulistano. Câmeras ligadas ao sistema de monitoramento Smart Sampa, guardas civis e presença da polícia militar agora protegem as obras.
O secretário municipal da Cultura, Totó Parente, reconheceu anteriormente à imprensa que "há sempre um risco" ao proteger acervos de relevância internacional, mas enfatizou que o município está fazendo "tudo para mitigar esse risco e garantir uma exposição mais segura possível".
A Biblioteca Mário de Andrade, fundada em 1926, é a segunda maior biblioteca do Brasil e possui acervo de mais de 327 mil livros, incluindo 51 mil obras raras.
A instituição, tombada como patrimônio cultural em 1992, tem histórico prévio com furtos. O próprio exemplar do Jazz havia sido roubado em data incerta, reapareceu em 2006 na Argentina como parte de lote de publicações raras desviadas ilegalmente de acervos brasileiros, e só retornou definitivamente a São Paulo em 2015.


